Me Ame quando eu menos Merece
Eu caminhei sozinho por ruas estreitas, sentindo o frio e a umidade sob o halo da lâmpada, buscando fugir dos sonhos inquietos
Aos tolos, eu gritei que não sabem que o silêncio cresce e se espalha de forma destrutiva, como se fosse um câncer social.
A noite cultiva jardins de pequenos remorsos. Cada um deles é uma flor que não se abre. Eu passo os dedos e sinto pó de saudade. Há um perfume que lembra promessas quebradas. E continuo a regar o que não floresce apenas por costume.
A esperança, às vezes, é um fósforo mal aceso. Basta um sopro e ela some, mas volta a arder. Eu coleciono fósforos na caixa do costume. Quando a noite aperta, acendo como quem pede socorro. E a chama pequena faz todo o caminho parecer possível outra vez.
Às vezes me parece que nasci com um relógio adiantado. Eu corro para alcançar momentos
que já se foram. O que me resta é aprender a
dançar com o tempo errado. Há ritmo mesmo
na descompassada respiração. E a dança, por
mais torta, me mantém em pé.
A tristeza tem territórios que eu ainda não visitei. Vou a pé, com uma lanterna de medo e coragem. Algumas ruas são estranhas e pedem licença para entrar. Outras me reconhecem e me oferecem cadeiras antigas. Sento-me e descubro que conversar com a dor é arte.
O vento traz nomes que o mundo esqueceu. Eles pousam na janela e demoram a sair. Eu os recolho como se fossem folhas importantes. Coloco-os no bolso e sigo caminho mais leve. Carregar nomes é forma de resistir ao esquecimento.
O medo que carrego tem nome e endereço. Se eu chamasse, apareceria com mala pronta. Mas prefiro observar de longe, sem travar porta. Aprendi que é sábio não convidar certos inquilinos. Eles ficam, mas não precisam morar na sala principal.
As memórias afetivas se escondem em objetos sem nome. Um copo, uma folha, um bilhete rasgado. Eu os encontro e reconheço, aqui vivi. Eles não falam alto, apenas lembram com calma. E eu, como bom ouvinte, aprendo.
O medo ensina geografia de meus limites. Se eu o enfrentar com cuidado, amplio fronteiras. Se cedê-lo sem luta, empobreço de coragem. Aprendo a lidar com ele como quem estuda mapa. E, aos poucos, bordo novas rotas em mim.
Meu maior receio é a domesticação da dor, o dia em que eu parar de estranhá-la e passar a chamá-la de rotina.
A escrita não é para o mundo, é para mim. Se eu não colocar no papel, o que sinto acaba por me implodir.
Tudo que vai, volta, deixa acontecer
O mundo gira rápido, tenta não enlouquecer
Eu virei pro lado e deixei o sonho ali
Mas acordei mais forte pra voltar e insistir
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Nasci pra ser selvagem, criado sem manual
Entre o bem e o mal, sobrevivência é normal
Eu também estou perdido, mas sigo respirando
Na selva de concreto, só fica quem tá aguentando
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Tudo que vai, volta
eu também estou perdido
virei pro lado, dormi…
mas sigo vivo
- música Nasci pra ser selvagem do dj gato amarelo
Eu estou precisando de umas férias
Férias da rotina que aperta e gera
Eu estou precisando de umas férias
Sol na pele, funk tocando, mente leve, vida bela
- música precisando de umas férias do dj gato amarelo
Menina: Por que eu ainda sinto isso? Por que meu peito aperta toda vez que ele some?
Cérebro: Porque você insiste em se apegar ao que te faz mal. Não vê que isso só te destrói?
Coração: Porque sentir dói… mas também é o que me faz viver. Cada lembrança, cada sorriso, mesmo que distante, ainda vale.
Menina: Mas e se eu me machucar de novo? E se ele me deixar sozinha mais uma vez?
Cérebro: Vai se machucar, sim. E é justamente por isso que você deveria parar de se enganar. Amor não precisa ser sofrimento contínuo.
Coração: Machucar faz parte… Mas não significa que não valha a pena. Amar é se arriscar, mesmo com medo. Mesmo com cicatrizes.
Menina: Então… o que eu faço? Quem eu escuto?
Cérebro: Escute a lógica. Proteja-se. Pare de sofrer pelo mesmo erro.
Coração: Escute a esperança. Deixe-se sentir. O que é verdadeiro sempre encontra um jeito de voltar.
Menina: Eu… eu não sei se consigo.
Cérebro: Então se prepare para a dor, porque a vida não vai esperar.
Coração: E mesmo assim… não desista. O amor não é só dor. É também tudo que faz a vida ter cor.
Meu coração anda cansado de carregar sentimentos que ninguém vê, enquanto por fora eu finjo estar bem.
Tentei ser forte, tentei esquecer, mas sempre volto pros mesmos pensamentos que me machucam.
Meu cérebro pede pra seguir em frente, mas meu coração insiste em sentir o que já deveria ter acabado.
E nessa guerra silenciosa dentro de mim, sou eu quem se perde no meio.
Talvez um dia eu aprenda a ser leve e entenda que sentir demais não é fraqueza.
Por enquanto, sigo juntando meus pedaços e acreditando que um amor verdadeiro ainda vai me encontrar.
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