Mas Confia em meu Amor

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Dizia que era amor,
Mas tinha uma taxa de paz a ser paga.
Prefiro não expor tá?

Em meio a um exército de covardes,
Confiar no amor do outro é um ato de corajoso.

É preciso amor pra poder pulsar,
Disse o poeta.
E se não pulsa,
onde estará os vivos?

Se tu abrir carreira no meio da macambira fugindo desse amor,
Chegarás mais inteiro que se tu ficar colecionando desculpas.

O amor é um menino enxerido,
E o coração oferecido.
Desconhece suas travessuras.

O amor é apenas uma dança
Sem garantias de sair do baile acompanhado.

A rosa branca no meu peito,
É que estou enlutado,
Pelo amor que dentro dele morreu.

O amor sempre será mais potente que as bombas.

Amizade é a fórmula que o amor reinventa,
para alcançar o pra sempre.

O encontro com o verdadeiro amor,
É como raspar o tacho que foi preparado um doce,
Já sabendo o quão sera gostoso.

Carta ao remetente
Querido Tim Maia,
Você era o único que não queria dinheiro,
Só amor sincero.

Amor é sorte,
Mas ficar procurando no quintal
o trevo de quatro folhas,
Enquanto a felicidade bate na porta,
Não há sorte que ajude.

Recado ao remetente
Querido Tim,
Você era o único,
Que só queria amor sincero.

Amor é abrigo com porta entre aberta,
Onde quem escolhe ficar,
sabe o que quer.

Quando fores em busca de um amor,
Se arrume,
Também por dentro.

O bem,
O amor,
E o perdão,
São as três pérolas que se devem dar em vida. O resto é ilusão.

Talvez não precisemos compreender todo o amor para reconhecê-lo. Há mistérios que não cabem em palavras, mas se revelam quando são vividos.

Engano


Um dia eu já fui tão triste, e fui mesmo infeliz, por acreditar no amor verdadeiro, hoje sei que foi um grande erro, total engano. Em minhas ilusões ainda romantizo o amor, ainda acredito em algumas fantasias, mas já me dói a realidade triste de saber, que amor, amor mesmo, só de mãe... e nem todas são dedicadas.

Eu quero um amor que não seja covarde. E não falo de guerras, heróis ou moinhos, falo do amor que não foge do cotidiano. O que lava a louça, compartilha o silêncio, segura a mão sem medo do tédio. O amor corajoso não é o que promete eternidade, mas o que se faz presente nas miudezas, nas falhas, nos dias em que o afeto parece coisa rara. É o amor que sabe ficar, mas também partir com dignidade, sem transformar distância em castigo. O que confia, mesmo quando não entende. O que não precisa vigiar para acreditar. Amar, afinal, é permitir que o outro seja casa — mesmo quando a vida muda o endereço.

Às vezes não é falta de amor. É excesso de ausência.