Mais que uma Mao Estendida

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Bem, é melhor você aprender rápido. Você tem tanto charme quanto uma lesma morta.

(Haymitch Abernathy em Jogos Vorazes)

"A melhor recompensa por uma boa ação não se faz expressada aos olhos de todos, mas sim que é representada pelo sorriso de quem recebeu".

A superficialidade não denota, necessariamente, falta de profundidade, mas sim a falta de uma melhor observação de um olhar pouco apurado.

Se nós pudéssemos colocar uma legenda na frente de cada conjunto residencial, de cada cidade, de cada aldeia, de cada metrópole, de cada grande capital do progresso humano, se nós pudéssemos e tivéssemos bastante autoridade para isso, escolheriamos aquela frase de Nosso Senhor Jesus Cristo quando ele nos disse:
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!

Odeio o modo como você mexe em seus cabelos e reclama que eles estão uma baderna. Odeio o modo como fala comigo de modo despercebido e desligado. Odeio o modo como você finge não me notar, ou até mesmo me ignora quando o assunto acaba. Odeio te sentir tão perto, quando, na verdade, você está longe demais. Odeio querer te abraçar, dormir e acordar abraçando um bicho de pelúcia ou meu travesseiro, imaginando ser você. Odeio quando você aparece em meus sonhos, pois quando acordo sorrindo e não te vejo aqui, a tristeza diz “olá”, e tudo perde a cor. Odeio quando você fala de como foi seu dia mas esquece de perguntar como foi o meu, ou não demonstra interesse sobre as coisas que eu falo. Odeio os seus vícios, que fazem com que eu me vicie mais em você. Odeio sentir sua falta e saber que você não sente a minha. Odeio sentir ciúmes de você. Odeio o modo como você me ilude e depois me esquece. Odeio quando me sinto um peso na sua vida. Odeio tanta coisa, sabe? Mas, eu odeio, principalmente, não conseguir te odiar, nem por um instante sequer…

Ta afim de um romance, compra uma vodka... te livra da pior dor:
A dor de um coração partido. é um romance que só te tráz um prejuizo: a ressaca no dia seguinte.

Um amigo fiel é uma forte defesa. Quem o achou, achou um tesouro.

Não é porque temos necessidade de uma coisa que ela é verdadeira.

Preservar o meio ambiente é uma lição de todos. Futuras gerações agradecem esta ideia.

Reconhecemos uma paixão pela facilidade com que, por ela, nos privamos do resto.

Um amor não correspondido traz diversas consequências uma delas é sofrer por alguém que não é seu. E a amar quem tem a facilidade de te fazer sorrir.

⁠Para contar uma mentira, você tem que se importar um pouco com a vida.

"Uma casa tem que ter acolhimento. Não tem que parecer uma loja de decoração, mas deve revelar tranquilidade para seu descanso, incentivo para sua criatividade e reflexo do que você deseja para sua saúde". Luiza Gosuen

É predominante o homem imaginar namorar uma mulher de curvas perfeitas, cabelos incríveis e com popularidade altíssima. Mas a cada página da vida, ela te ensina valores. E por ironia do destino, você acaba se relacionando com alguém totalmente diferente do que você imaginava. Ela não é magra, nem gorda. Não tem os cabelos incríveis, mas, do jeito que o prende, deixando umas mechas soltas, fica linda. Ela não é popular e odeia lugares lotados. Mas ela te faz sorrir, ela te faz bem! Ela dança na sua frente de um jeito engraçado. Beija na ponta do teu nariz e te chama de bobo. Bagunça teu cabelo e te chama de menino lindo. Ela fala coisas sem sentido e depois sorri, quando vê sua cara de: “você não é normal”. Ela não é mesmo nem de longe a mulher que você imaginaria namorar, porque ela é bem mais que tudo aquilo que você imaginava. Ela não é perfeita pra ninguém, mas é perfeita para você.
*Não procure uma mulher por êxitos, e sim, por valores.

Eu embarquei nessa canoa furada e acabei me tornando o que queriam que eu fosse: uma mulher mal-amada.

Maysa
NETO, Lira, Maysa. só numa multidão de amores, Globo, 2007

Quero um pouco de calmante e uma bebida forte que me faça esquecer dos tombos que a vida resolveu me dar nestes últimos dias.

⁠Pare de choramingar. É divertido se mudar para um novo lugar, é uma aventura.

DICA DO DIA

Em dias nublados, pinte uma janela e colore-a. O sol se fará presente no momento e a vida se tornará colorida. Não deixa de olhar em sua direção e sorrir.

Os 5% que fazem a diferença

Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.

Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada. Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou, ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.

Veja o que ele disse: -“Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez”, disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou. -“Desde que comecei a lecionar, isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma.

Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume, são medíocres e passam pela vida sem deixar algo de útil. O interessante é que esta percentagem vale para todo mundo.

Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz da mostrar isso.

Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de...”. Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto? Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida.

De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos. Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo o que fazemos, se não tentarmos fazer em tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

Tu

Entraste.
A sério, olhaste
a estatura,
o bramido
e simplesmente adivinhaste:
uma criança.
Tomaste,
arrancaste-me o coração
e simplesmente foste com ele jogar
como uma menina com sua bola.
E todas,
como se vissem um milagre,
senhoras e senhoritas exclamaram:
- A esse amá-lo?
Se se atira em cima,
derruba a gente!
Ela, com certeza, é domadora!
Por certo, saiu duma jaula!
E eu de júbilo
esqueci o jugo.
Louco de alegria
saltava
como em casamento de índio,
tão leve,
tão bem me sentia.

Vladimir Maiakóvski
MAIAKOVSKI, V. The Bedbug and selected poetry. New York: Meridian Books, 1960