Luz e Sombra
"Você nasceu para brilhar.
Valorize quem você é. Não viva na sombra; seja a luz da sua própria história."
Amar é aceitar essa
contradição bonita:
luz e sombra no mesmo coração.
Porque só sente dor quem acredita
que vale a pena se entregar por paixão.
Verso de Sombra e Luz
Cala-se o mundo, descansa o olhar,
No tom da cinza, me deixo encontrar.
Não preciso de cores para transbordar,
Pois no preto e no branco, a alma sabe falar.
Meus traços são versos, contornos da história,
Guardados no tempo, em viva memória.
Sem luz excessiva, mas cheia de glória,
Sou eu, em silêncio, minha própria vitória.
Brincante
Fez-se luz onde era sombra
Fez-se festa onde era tédio
Foi um lapso de esperança
Que brotou em meio à seca
Feito riso de criança
(Fernanda Santoro)
Passos curtos, na noite fria
Uma luz que me guia
Sombra e som, na mesma estrada
Na batida acelerada
Te sinto chegar, sinto a pressão
É a voz da Lina na tua mente
Dominando o teu coração
Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave, que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar ...
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer
Frequência alta, mente aberta
Essa é a hora certa
Acordes que grudam e não vão sair
Efeitos especiais pra nos conduzir
Sussurros que vêm e vão
Lina comanda essa pulsação
Ecoa na alma, bate no peito
Nesse grave que é perfeito
Efeitos no espaço, sons que vão girar
Estéreo puro pra te dominar
Sente a Lina cantar
Ecoa, ecoa, sente o grave bater
Sente a Lina cantar
No estéreo, até o amanhecer
Vozes se perdem no infinito
O grave mais bonito
Efeitos finais...
Estéreo...
Linaaaaaaaaaa aaaaaaa
Nobreza de verdade é usar a própria luz para iluminar o caminho alheio, sem desejar a sombra de ninguém.
Dentro de mim moram dois sussurros:
um busca a luz, outro abraça a sombra.
Entre a razão e a loucura,
caminho sendo o próprio conflito que me habita.
A Dor da Luz
Antes da forma, havia a luz.
Mas luz sem sombra não possui rosto.
Brilhava infinita, indivisível,
e nada podia ser visto dentro dela.
Então a inteligência despertou
no silêncio da eternidade.
E desejou conhecer.
Para conhecer,
afastou-se da unidade.
E nesse afastamento nasceu o limite.
O limite deu contorno ao infinito.
O tempo começou a respirar.
E Saturno ergueu seus muros de pedra
para que a consciência tivesse onde caminhar.
Pois sem limites não existe percepção,
e sem oposição não existe visão.
Assim a inteligência aceitou a dor,
não como punição,
mas como preço da liberdade.
Porque sem liberdade não há erro,
e sem erro não há aprendizado.
A queda abriu os olhos da consciência.
A sombra desenhou o rosto da luz.
E o universo surgiu como um espelho
onde o espírito poderia reconhecer a si mesmo.
A forma é a luz interrompida.
A matéria é a pausa do infinito.
E no coração da experiência
a inteligência aprende lentamente
que a escuridão não destrói a luz,
apenas revela seu contorno.
Assim caminha o ser:
da unidade inconsciente,
à queda na dualidade,
até o retorno consciente à origem.
Pois a jornada da consciência
não é fugir da sombra,
mas atravessá-la.
E quando finalmente retorna à luz,
traz consigo aquilo que antes não existia:
sabedoria.
Porque Deus cria a luz.
Mas é a experiência que ensina
a vê-la.
São José dos Pinhais, 05 de março de 2026.
Mago Trimegista
"Nossa própria sombra depende da luz para ganhar forma. Esta é a lei da compensação, que une os opostos interdependentes e que fundamenta as nossas contradições."
Cada época tem sua luz e sua sombra.
Antes havia mais formalidade e romantismo na aparência.
Hoje existe mais liberdade, mas também mais confusão emocional.
O ser humano, no fundo, continua com os mesmos sentimentos:
amor
ciúme
medo
desejo de ser amado.
