Luz

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O nosso reino é a nossa luz, E nele bate o coração do infinito Que nos faz ver a claridade Da unidade, Do amor E da beleza da vida
Paz no ❤️

Bom dia!
Que a luz divina seja sua guia, e que o final de semana de muita alegria, deus abençoe 🙌✨️
ery santanna

⁠⁠Em tempos sombrios ...
a leitura é a luz e o equilíbrio dos sóbrios.
Miriam Da Costa

"Vinde a mim as criançinhas "


Quando acordo
a luz me envolve
enquanto abraço o dia...


Carrego comigo
o raio da alegria
que se deixa ver
no olhar da menina
que habita em mim...


Agora eu sei,
acho que sei...
por que as crianças
sorriem para mim
estendendo suas mãozinhas
como fossem
pedidos de brinquedos,
orações pela paz e
presentes de amor ...


E eu,
como se ainda fosse criança ...
me deixo contagiar da euforia infantil
brincando com elas...


Meus sonhos me nutrem
e ainda me fazem
ver a beleza da humanidade
nesse mundo tão desumano
(sobretudo para os pequeninos)...


Pudera eu...
envolver e proteger
em meus braços
recheados de ternura
todas as crianças do mundo.
✍©️@MiriamDaCosta

❤ Ode ao Caboclo Boiadeiro "Zé Mineiro da Estrada *❤
(Entidade de luz da Umbanda)


Salve o vento das campinas,
salve o pó da estrada antiga,
onde ecoa o passo firme
do Caboclo Boiadeiro Zé Mineiro!


De chapéu de aba larga,
olhar que tudo enxerga e nada teme,
ele vem montado no vento,
guiando boi, alma e destino.


Traz no peito o som do berrante,
na voz, o tom da coragem,
e nas mãos calejadas,
a bênção que acalma e protege.


Caboclo das encruzilhadas claras,
que conhece os atalhos da vida e do espírito,
anda entre mundos com humildade,
mas sua luz é sol de meio-dia.


Nas horas difíceis, é ele quem chega:
com cheiro de terra molhada,
com canto de galo e brisa mansa,
espantando sombra, curando mágoa.
Saravá, Boiadeiro da Estrada!


Saravá, Mineiro de fé!
Teu chicote não fere, desperta,
teu laço não prende, liberta.


És guardião de caminhos,
és canto de liberdade e justiça.


No toque do tambor, tua alma dança,
no silêncio da mata, tua força fala.
Saravá, Zé Mineiro!


Que tua luz siga conduzindo
as boiadas cansadas das almas humanas
rumo ao terreiro da paz.


XETRUÁ!!!
Salve Seu Zé Mineiro da Estrada!
Gratidão por ser meu fiel companheiro!
✍©️@MiriamDaCosta

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

Durante o meu caminhar pela trilha da vida,
cruzei com muitos rostos,
e nem todos tinham luz.


Encontrei a pessoa fofoqueira,
que teceu sombras sobre o meu nome.


A pessoa esperta,
que viu em mim uma oportunidade de vantagem.


A pessoa maldosa,
que fez do meu sentir um campo de ferida.


A pessoa arrogante,
que tentou me diminuir para se engrandecer.


A pessoa tola,
que colocou à prova a minha bondade e a minha paciência.


A pessoa raivosa,
que quis incendiar em mim o fogo que a consumia.


A pessoa prepotente,
que desafiou a minha razão.


E a pessoa invejosa,
que, na tentativa de me destruir,
revelou apenas a própria escassez.


Mas, em meio a todos esses encontros,
eu nunca estive só.


Havia sempre uma presença silenciosa
e firme, uma pessoa moderada,
que continha os meus impulsos
quando o mundo me empurrava
para o abismo da reação.


Uma pessoa de boa índole,
que transmutava a maldade recebida em aprendizado e força.


Uma pessoa sábia,
que me guiava com lucidez
nas encruzilhadas das decisões difíceis.


Essa pessoa me segurou
quando eu poderia ter me perdido.


Me ensinou
quando eu poderia ter endurecido.


Me elevou
quando tudo parecia querer me rebaixar.


E hoje, ao revisitar as páginas vivas
da minha própria história,
eu a reconheço com clareza e reverência,
essa presença constante,
essa guia silenciosa,
essa força que nunca me abandonou
sempre fui eu, simplesmente Eu.
✍©️@MiriamDaCosta

“Mesmo que o mundo se curve aos seus pés, quem perde a própria luz anda sempre na sombra.”

A Luz que Pregam


Pregam a luz,
mas vivem na escuridão.
Falam de amor,
mas carregam julgamento no coração.


Pronunciam o nome de Deus
como quem conhece a verdade,
mas esquecem que nenhuma fé
deveria caminhar ao lado da crueldade.


Estendem a mão em público,
sorriem como se fossem abrigo,
mas, quando encontram alguém diferente,
transformam o abraço em perigo.


Pregam aceitação,
mas escolhem quem merece pertencer.
Falam sobre perdão,
mas não sabem perdoar o que não conseguem entender.


E talvez a maior ironia
seja chamarem de escuridão
aquilo que simplesmente não se parece
com a luz que aprenderam a imitar.


Porque há quem acenda velas,
faça orações e fale de salvação,
mas seja incapaz de oferecer
um pouco de compaixão.


Eu não preciso apontar dedos.
A consciência sabe quem é quem.
Afinal, quem realmente vive na luz
não precisa provar que é luz para ninguém.


Há quem pregue a luz em nome de Deus,
enquanto escolhe viver na escuridão
quando ninguém está olhando.

Esperança é a luz que acende
Quando a noite quer ficar.
É a força que renova a alma
E nos ensina a caminhar.
Mesmo quando o céu escurece,
Ela insiste em florescer.
Sussurra baixinho ao coração:
"Você ainda vai vencer."
Helaine machado

“Somos como espelhos, ninguém está imune à luz ou às trevas que recebe, haveremos de refletir perfeitamente o que nos for oferecido. O que for além disso é doutrina falível.”

Luz e Salvação

Evan do Carmo

Em Belém nasceu
uma luz que veio brilhar
num mundo mergulhado em escuridão.

Com humildade
veio nos salvar.
Em seu sacrifício
deu-nos redenção.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

No calvário de amor se fez dor.
Seu sangue lavou nossas feridas,
e na ressurreição nos deu a vida.
O reino de Deus é a luz que se revela,
que guia nossos passos na escuridão.

Ó Senhor Jesus,
Teu legado é nossa esperança.
Em teu amor encontramos proteção,
em teu exemplo achamos o sentido da vida.
Luz e salvação.

FÉ: ENTRE A CRENÇA HUMANA E A LUZ DA RAZÃO.
"A fé que teme a razão revela insegurança; a fé que dialoga com a razão revela maturidade. Porque a verdade jamais teme ser examinada pela inteligência que ela mesma ajudou a despertar."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A verdadeira fé é aquela que transforma o coração e pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade
Desde os primeiros passos da humanidade sobre a Terra, a fé acompanha o ser humano como uma das mais profundas manifestações da consciência. Antes mesmo das grandes religiões organizadas, o homem primitivo já buscava compreender os mistérios da existência, olhando para o céu, para a natureza e para os fenômenos que ultrapassavam sua compreensão imediata.
A fé nasceu como uma ponte entre o conhecido e o desconhecido. Ela representa a confiança em algo que transcende a percepção material imediata. Entretanto, ao longo da história, uma pergunta permanece essencial:
Toda fé é necessariamente boa?
A resposta exige reflexão profunda.
Muitos afirmam possuir fé. Dizem acreditar, defender valores espirituais ou agir em nome de uma convicção superior. Porém, a história demonstra que a palavra "fé" também foi utilizada para justificar intolerâncias, perseguições, guerras, preconceitos e atitudes contrárias ao próprio princípio moral que deveria acompanhar uma verdadeira espiritualidade.
Portanto, não basta afirmar: "eu tenho fé".
É necessário perguntar:
Que tipo de fé possuo?
Minha fé produz amor ou separação?
Ilumina ou obscurece?
Liberta ou aprisiona?
Aproxima-me do bem ou transforma-se em instrumento de orgulho?
A qualidade da fé não está apenas na intensidade da crença, mas principalmente nos frutos que ela produz.
Como ensinou Jesus:
"Pelos seus frutos os conhecereis."
(Mateus 7:16)
A fé que conduz ao bem manifesta-se pela transformação moral do indivíduo.
A FÉ MAL ORIENTADA: QUANDO A CRENÇA SE AFASTA DO BEM.
Uma pessoa pode acreditar firmemente em algo e, ainda assim, estar equivocada.
A convicção, por si só, não garante a verdade.
A história humana oferece inúmeros exemplos de indivíduos que possuíam absoluta certeza de suas ideias, mas cujas ações produziram sofrimento.
O problema não está na existência da fé, mas na ausência de reflexão sobre aquilo que se acredita.
A fé dominada pelo orgulho transforma-se em fanatismo.
O fanático não questiona sua própria compreensão; ele acredita possuir a verdade completa e passa a negar ao outro o direito de pensar diferente.
A fé verdadeira, ao contrário, não teme a análise, porque possui humildade diante do conhecimento.
Ela reconhece que o ser humano está em processo de evolução intelectual e moral.
FÉ E RAZÃO: UM ENCONTRO NECESSÁRIO NA EVOLUÇÃO HUMANA.
Durante séculos, muitos pensadores discutiram a relação entre fé e razão.
Para alguns, a fé deveria existir separada da investigação racional.
Para outros, somente aquilo que pudesse ser comprovado pelos métodos científicos deveria ser aceito.
A humanidade caminhou entre esses dois extremos.
A filosofia, a ciência e a religião passaram por grandes transformações porque o ser humano aprendeu que o conhecimento não cresce pela imposição, mas pelo diálogo.
O Espiritismo apresenta uma proposta singular nesse campo: a fé raciocinada.
Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, apresentou uma afirmação fundamental:
"Fé inabalável só é a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade."
Essa frase contém uma profunda visão filosófica.
Kardec não propõe uma fé inimiga da razão, nem uma razão inimiga da espiritualidade.
Ele apresenta uma fé dinâmica, capaz de dialogar com o conhecimento humano.
Uma fé que não teme perguntas.
Uma fé que não depende da ignorância para sobreviver.
O QUE É A FÉ RACIOCINADA SEGUNDO O ESPIRITISMO?
A fé raciocinada não significa substituir a espiritualidade por uma análise puramente intelectual.
Também não significa transformar a razão em uma ferramenta para justificar opiniões previamente estabelecidas.
Existe uma diferença entre:
Raciocinar sobre a fé
e
usar a razão apenas para defender uma crença pessoal.
A primeira atitude busca compreender.
A segunda apenas procura confirmar aquilo que já se deseja acreditar.
A fé espírita, dentro da perspectiva kardequiana, permanece aberta ao aprendizado.
Ela dialoga com:
a ciência;
a filosofia;
a experiência humana;
a investigação dos fenômenos espirituais.
É uma fé que aceita o aperfeiçoamento constante.
Como observa Luiz Signates ao analisar a filosofia espírita da fé raciocinada, a fé espírita deve permanecer em diálogo permanente com os diversos saberes humanos, construindo uma compreensão capaz de enfrentar a razão em qualquer época da humanidade.
A RAZÃO FACE A FACE COM A HUMANIDADE.
O que significa "encarar a razão face a face"?
Significa que uma ideia espiritual verdadeira não deve depender do medo, da censura ou da proibição de questionamentos.
A razão é uma faculdade concedida ao ser humano para buscar compreensão.
Desde a Grécia Antiga, filósofos como Sócrates ensinaram que o conhecimento começa pelo reconhecimento da própria ignorância.
René Descartes, séculos depois, estabeleceu a dúvida metódica como instrumento para alcançar maior segurança no conhecimento.
A ciência moderna avançou justamente porque aceitou revisar conceitos diante de novas evidências.
Portanto, uma fé madura não considera a dúvida como inimiga.
A dúvida responsável é uma etapa da busca.
A dúvida que investiga conduz ao conhecimento.
A dúvida que apenas nega tudo também pode transformar-se em uma forma de dogmatismo.
A FÉ E O PROCESSO EVOLUTIVO DO ESPÍRITO.
Dentro da visão espírita, o ser humano é um Espírito em evolução.
Sua compreensão sobre Deus, sobre a vida e sobre si mesmo amplia-se conforme desenvolve inteligência e moralidade.
Por isso, a fé também evolui.
A fé infantil necessita muitas vezes de símbolos e formas exteriores.
A fé madura compreende princípios.
A fé inferior pode prender-se ao medo.
A fé superior conduz à responsabilidade.
A fé baseada apenas em interesses pessoais procura receber.
A fé iluminada procura servir.
Jesus demonstrou essa dimensão quando colocou o amor ao próximo como fundamento da vida espiritual.
A VERDADEIRA FÉ É AQUELA QUE PRODUZ TRANSFORMAÇÃO.
Não se mede a fé pelo número de palavras religiosas pronunciadas.
Não se mede pela quantidade de conhecimentos acumulados.
Não se mede pela aparência espiritual.
A verdadeira fé manifesta-se pela transformação interior.
Ela torna o indivíduo:
mais paciente;
mais compreensivo;
mais humilde;
mais fraterno;
mais consciente de seus deveres.
Uma pessoa pode falar muito sobre Deus e permanecer distante dos valores divinos.
Outra pode demonstrar pouca exteriorização religiosa, mas carregar profundo sentimento de bondade e respeito.
A espiritualidade real está ligada ao caráter.
FÉ, LIBERDADE E RESPEITO À CONSCIÊNCIA.
O Espiritismo, seguindo a orientação de Allan Kardec, valoriza o livre pensamento.
A crença espiritual deve nascer da consciência esclarecida, não da imposição.
Cada pessoa possui seu caminho de compreensão.
Respeitar diferentes formas de pensar não significa abandonar convicções pessoais.
Significa reconhecer que todos os seres humanos encontram-se em diferentes etapas de aprendizado.
A verdade não necessita de violência para ser defendida.
A luz não precisa destruir a sombra; basta iluminar.
CONCLUSÃO: A FÉ QUE CAMINHA COM A RAZÃO É A FÉ QUE ILUMINA.
A humanidade sempre buscou respostas para os grandes enigmas da existência.
A fé ofereceu esperança.
A razão ofereceu investigação.
A ciência ofereceu métodos.
A filosofia ofereceu reflexão.
Quando essas dimensões dialogam, o ser humano amplia sua compreensão.
A fé sem reflexão pode transformar-se em cegueira.
A razão sem sentimento pode transformar-se em frieza.
Mas a fé iluminada pela razão e orientada pelo amor torna-se instrumento de evolução.
A fé verdadeira não teme perguntas.
Não teme o conhecimento.
Não teme o diálogo.
Porque aquilo que possui fundamento profundo permanece capaz de atravessar os séculos.
Como afirmou Allan Kardec, a fé que permanece firme é aquela que pode olhar a razão diretamente, face a face, em todas as épocas da Humanidade.
Essa é a fé que não aprisiona.
Essa é a fé que liberta.
Essa é a fé que conduz o Espírito ao encontro do bem.

FONTES E REFERÊNCIAS:
Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIX – A Fé Transporta Montanhas.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. 1857.
Allan Kardec. A Gênese. 1868.
José Herculano Pires. O Espírito e o Tempo.
Bíblia. Evangelho de Mateus 7:16.

"Jesus é a Luz do Mundo, nós somos as lanternas, é quanto mais lanternas, mais Luz haverá"

"Jesus é a Luz na escuridão, é a tocha de fogo que ilumina o seu coração e sua mente"

Mesmo na noite mais escura, o mar sempre encontra uma forma de refletir a luz.

​I. A Origem e o Olhar Infantil
​Na luz do eterno desejo primordial,
éramos crianças observando os céus,
reluzindo os sentidos do microcosmo.
​A jornada começa na pureza do olhar. O microcosmo da mente humana se alinha à imensidão do universo, enxergando no espaço não um vazio inerte, mas uma simplicidade carregada de significado. É a escuridão que busca, na sua própria solidão, compreender a existência.
​II. O Caos, a Lágrima e a Grande Obra
​Vórtices dentro do cosmos são expostos nos níveis mais profundos:
achamos sentido no puro caos.
Depois que a órbita elíptica se transformou numa lágrima do universo,
o olho de Deus aprimorou seu brilho.
Numa nuvem que corta os nuances do tempo e espaço,
transcendendo sua própria existência magnânima,
a ópera magnânima se torna resiliência cósmica.
​Aqui, o caos não é destruição, mas a matéria-prima do sentido. A figura da órbita que se molda como uma lágrima reflete a dor e a beleza da criação. A resiliência cósmica surge como a grande resposta da matéria e da vida contra a finitude.
​III. O Despertar da Primeira Molécula
​O degelo do foco num despertar arcaico da ilusão oponente
das falanges momentâneas são fragmentos esquecidos
da primeira molécula criada no universo.
​Há um retorno às origens mais remotas. Ao dissolver as ilusões passageiras do cotidiano (as "falanges momentâneas"), a consciência humana reconhece sua ligação direta com a química primordial do cosmos. Somos feitos do mesmo tecido da primeira criação.
​IV. O Crepúsculo do Espírito e a Fissura do Tempo
​No envelhecer do meu espírito, vejo ventos solares dos sóis binários:
abre-se a subversão do mar do buraco negro,
difundindo numa ponte entre minha decadência,
vendo seus sonhos num buraco de minhoca.
Sendo instável a evolução de sina de outra era,
irrelevante — pois ainda estamos apaixonados
entre as eras do conhecimento.

A luz que ultrapassa as barreiras da incerteza, traz a certeza do que se quer buscar.

Sou feita de carne e osso, mas minha alma é de luz e intensidade

Segredos da Alma...


Dona dos olhos que emanam luz
Tez clara, jeito sóbrio e sereno
De mulher sempre bem vinda
Onde chega e razão dos lamentos ao sair


Mulher que trás no peito materno
Um coração que derrama temporais de bem
Voz que cativa, não pelo tom, mas pela fala
Que sempre surpreende e me abala


Dona de meus sentimentos libertos
Que não conhecem amarras nem silêncios
Somente entregas e quereres
Que silentes, a ti pertencem


Senhora do tempo passante
Décadas de ferrenha distância
Que impediu voltarmos
Naquela esquina onde anoitecendo


Eu, inda vagando pela adolescência
Sem noção, leigo de valores
Flexado pelo arruinante ciúme
Não me dei conta de dar-lhe flores


E a vida seguiu seu rumo
O tempo foi o carrasco das memórias
E a consciência vilã de meus enganos
Impôs a minh'alma, incuráveis danos