Lutarei Ate o Ultimo Minuto

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⁠Muitas vezes, até o poeta precisa ler outros pensamentos, para refletir sobre o seu universo interior.

Inserida por rodrigosantospoeta

⁠Os Obstáculos
Podem até te fazer Desistir;
Mas a Sua FÉ
te levará ao sucesso;
E o seu equilíbrio
Será constante.

Inserida por rodrigosantospoeta

Quando você ajuda as pessoas e que seja de coração, Deus te devolve tudo em dobro, até mesmo sem você perceber.

Inserida por rodrigosantospoeta

Até que o dia escureça, mesmo a imensidão do oceano seja salgado, não desista dos seus objetivos, do seu propósito.

Inserida por rodrigosantospoeta

"Seguindo em frente você constrói novos caminhos e até mesmo reconstrói momentos que ficaram para trás. Encontre a felicidade em sorrisos sinceros, em momentos simples, em sorrisos bobos, na humildade, no carinho, na atenção, no amor e na compreensão. Tenha fé em Deus e assim a sua caminhada será perfeita e feliz

Inserida por rodrigosantospoeta

⁠O ser humano, será sempre um aluno que terá de aprender na vida, até ao cair do pano.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Deve procurar-se a felicidade toda a vida, até que a vida nos faça felizes, muito antes da partida.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Até hoje, nunca duvidei que a morte é uma força estranha, ignorante, estúpida, porque se não fosse, quereria ser sempre vida.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Até hoje, ainda não consegui descobrir o mistério do silêncio, do olhar e da fala dos humanos. Só sei dizer, que os únicos seres de sangue quente que conheci ao longo do meu atribulado viver e souberam ler e entender as palavras não ditas pela boca dos meus olhos, foram os cães que tive e amei.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠ATÉ AMANHÃ CAMARADA NOITE

Preso, que nem animais de circos
Em gaiolas sem horizontes
De ferros que cortam de tão frios
Que regelam corpos e mãos
Como águas gélidas das fontes
E matam de fome nos montes
O poeta eremita dos chãos.
Um dia, ele vai quebrar as correntes
Do mal da maldita união
Em que o afundaram na ilusão
De vidas coloridas, tão diferentes.
E quando as grades estalarem
Por força do seu querer,
As águas da revolta soltarem
Os gritos do seu sofrer
Ele vai querer dizer à noite
Do seu acoite:
Até já,
Até amanhã,
Camarada noite!

(Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 23-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠CIGARROS QUE NÃO FUMO

Antes de sair de casa eu disse e redisse:
Até logo, eu volto já
Ao meu lar,
Vou só ali ao quiosque comprar
Cigarros,
Escarros,
De grumo
Que não fumo.

E fui ao quiosque da esquina
Do meu esquinal
E, não me levem a mal:
Foi aí que encontrei
E desejei
Uma mulher pequenina
A vaguear no seu andar sem rumo,
Junto ao quiosque do meu fumo,
Que ficava naquela esquina.

Intestina
Da minha esfumada sina
Que já foi de nicotina,
Mas ao conhecer a pequenina
Deixei tão amarga amarra
O fumo, ao som de uma guitarra.

Farra,
Louca por amar
E nunca,
Nunca
Mais voltei ao meu lar...

(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 05-08-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

SENTIR SEM TI

Senti em mim
Até que enfim,
Que o dia
Quando nascia,
Era já noite para mim.

E assim, em sinfonia,
Se o fosse, eu completaria
O ciclo atroz da morte,
Que de outra sorte
Numa centelha de luz
Que mesmo apagada,
Reluz
Na madrugada,
Momento de enganar a morte,
Eu escolheria.

E daria
As voltas à vil tosa,
Engenhosa,
Manhosa,
Fantasiosa,
Folclórica
Esclerótica.

Essa feia patuta
Bruta
Infiel
Cruel
E já em desnorte.

Viva a vida
Morte, à morte!

(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 19-08-2022) ⁠

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠CONSTRUÇÃO

Ele construía tudo.

Desde o alicerce mudo
Até ao telhado
Que lhe cobria o pecado
De pintar as paredes
Com cordas e redes
Para sustentar o verbo
Das falas que adjetivava
Um presente sem futuro
Quando mergulhava
Nos advérbios do obscuro
Sem pretéritos perfeitos
Ou mais que imperfeitos.

Ele, o poeta, contruía tudo,
Mas a si próprio, não!
Arquiteto de ar sisudo,
Com a pá da paz na mão.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-09-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A TRAIÇÃO DOS DEUSES

Ele rezava confiante, até desfalecer
De joelhos num chão duro e frio,
Não suportando mais a dor do desvario,
Pobre idiota que cria sem nunca querer.

Rompia a memória em orações a arder,
Que repetia sem nexo como galo cantando
O nascimento de um dia inútil e nefando
Numa lengalenga só decorada, sem ler.

Ele era como eu na suposição de o ser,
No testemunho de um desabilitado
Dos deuses loucos e de mal feder.

Deu-lhes tudo e os do mudo planetário
Cá do burgo mundo por nós habitado,
Não merecendo tal traição em seu fadário.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 10-10-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠A PISCINA

Tão pequenina,
Redondinha,
Até acima cheiinha.

Eu parei a olhar
Muito tempo ainda
Para tal coisa linda,
Com o sol nela a espelhar.

Nisto, vem um passarito
Expedito,
Bonito,
E mergulha na piscina
Pequenina,
Redondinha,
E cheiinha.

Bate as asas
E as patinhas,
Levanta ondas
Brancas de espuma.

Um dia, quero uma piscina assim,
Pequenina, só para mim.

Ou então, não quero coisa nenhuma.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 02-11-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠POESIA FRIA

Que fria,
A minha poesia…
Até parece que no meu inverno
Interno,
Ela deveria
Hibernar
E ficar
Sempre naquele letargo,
Sem me dar o amargo
De continuar
A enregelar
Corações
Quentes,
Amantes
Diferentes,
De outras poesias
Menos frias
De emoções,
Porque a minha,
Coitadinha,
Tão mesquinha,
Vive só de ilusões.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-02-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Quando me sinto solitário no meio de falsos confrades, fujo, fujo até ficar sozinho.
Aí sim, estou maravilhosamente acompanhado.

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠EM MIM

Cai tanto nevoeiro em mim...
Enregela,
Amortiça,
Sem justiça,
Os pobres ossos.

Até os pardais se riem de mim...
Dos destroços
Que o nevoeiro
Traiçoeiro,
Deixa nos meus ossos.

Não é nevoeiro do ar
Aquele que me atormenta,
É mais aquele pesar
Pelo que me fazem passar
E mata de forma lenta.

Em mim, há fonte sedenta
De amor, paz e alegria,
Quer de noite quer de dia,
Verdade que não se inventa.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

NA NOITE

⁠Era noite escura,
Tudo invitava ao descanso,
Até o rugido do mar era manso,
Convidando ao remanso.

Nisto, o chiar de pneus no asfalto,
Como um grito alto
Na noite serena e pura
Toda silêncio de negrura.

Gritos e bebedeiras loucas na noite.
Músicas tolas debitadas às paletes,
Que mais pareciam um açoite
Nos ouvidos, como foguetes
Estourando nas retretes.

Era uma discoteca na estrada,
Urros de animais grotescos,
No rebentar de fluidos
Dos possuídos
De duas patas quixotescos.

E a noite ia avançando
A chorar pelo seu descanso,
Já em maré de balanço.

Lembrou-se então,
Com emoção,
Dos tempos
De outros tempos,
Que era a dona do serão.

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 31-10-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠NATAL DOS TEMPOS

Ele teve sempre aquela mania
Talvez até doentia,
Uma espécie de nostalgia,
Quase tara silenciosa
De vestir de cor de rosa,
O Natal da meninice.
E naquela sua tontice:
Saudade da lareira da avó,
As botas velhas engraxadas
Com cheiros a anilinas
No pial limpo do pó,
Simples, sem coisas finas,
À espera do Deus Menino.
Tudo era genuíno
Naquela noite de breu,
Duas meninas e eu...
Que a outra ainda não nasceu...
Noite longa em palha nova
Dos colchões de dormir
Na cama de ferro velhinha,
As fantasias à prova
Num sono que não quer vir.
Sonhavam aquele brinquedo
Ainda que fosse de pau,
Um barquinho ou uma nau,
Talvez uma bola de pano
Bonecas de faces rosadas,
Como as fadas.
Batiam as badaladas
Da primeira missa do dia,
Pé ante pé, em segredo,
Naquela manhã tão fria,
Lá vão eles ao pial...
Nas botas, algo ia mal,
Nenhum brinquedo de pau,
Somente um magro e fatal
Rabinho de bacalhau.
E até ficaram contentes,
Sem chorarem pelos presentes,
Que a vida é feita de nadas...
Restavam as rabanadas,
O que já não era mau.

(Carlos De Castro in Há Um Livro Por Escrever em 21-12-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro