Lutar por quem Nao te Ama
"Jamais permitirei que a esquizofrenia das pessoas com quem convivo o meu dia a dia, me obrigue a mudar a minha maneira de ser, de agir e de pensar. Posso garantir que será mais fácil os médicos aumentarem as doses dos medicamentos utilizados pelos esquizofrênicos, para que estes possam conviver em paz ao meu lado."
"Quem se alimenta do ódio e do rancor, consome sua paz interior, se afasta de Deus e acaba mergulhando no fundo do poço."
Acorda, caramba! Quem se vicia em pornografia vira escravo de ilusão e perde o respeito pela mulher de verdade. Isso é o cúmulo da fraqueza!
"Quem consome pornografia trata a mulher como objeto; quem é grosso trata o próximo como lixo. Ambos estão longe da verdadeira masculinidade."
Quem romantiza soluções apaixonadas ao alcance das mãos, por descuido, maldade ou capricho, romantiza qualquer coisa: até agendas ocultas.
Quem se empanturra com cortes e recortes de conteúdos para matar a fome apressada de informação pode acreditar em qualquer coisa, menos estar alimentado o bastante para sair arrotando verdades fabricadas por aí.
Quem aluga a cabeça para Discursos Prontos, Frases Feitas e Verdades Fabricadas, quando tenta pensar, caloteia seus Inquilinos Intelectuais.
Talvez porque, no fundo, pensar de verdade sempre nos cobrou um preço muito alto: autonomia, coragem e responsabilidade.
E quem passa tempo demais terceirizando a própria mente se acostuma ao conforto do aluguel — ao luxo de repetir sem compreender nem se comprometer, de defender sem examinar, de acreditar sem investigar.
Assim, quando finalmente tenta pensar por conta própria, não encontra ideias, mas ecos; não encontra convicções, mas slogans; não encontra caminhos, mas trilhas já pisadas por multidões que também desistiram de pensar.
Mas os Inquilinos Intelectuais — aquelas perguntas antigas, as dúvidas legítimas, as inquietações que formam nossa identidade — voltam para cobrar o que lhes foi negado: espaço, voz e moradia na consciência.
E cobram com juros altos demais.
Porque não foram expulsos à força, mas abandonados à própria sorte, por preguiça, por medo e por conveniência.
E o calote, nesse caso, não é financeiro — é existencial.
É a dívida contraída quando se troca pensamento por manual de uso, reflexão por receita pronta, consciência por pertença cega a discursos que prometem tudo e não entregam nada, senão menos liberdade.
Pensar, então, deixa de ser tarefa e volta a ser risco.
Risco de desaprender certezas, de desmontar ilusões, de contrariar a própria bolha.
Risco de descobrir que a cabeça nunca deveria ter sido posta para alugar — porque aquilo que se aluga pode ser devolvido, mas aquilo que se entrega… se perde.
No fim, quem caloteia seus Inquilinos Intelectuais descobre que vive em uma casa grande, mas vazia, abandonada.
E que só há um jeito de recuperar o lar interior: desocupar a mente das verdades fabricadas e permitir que a dúvida — sempre ela — volte a habitá-lo.
Quem se precipita no infortúnio de renunciar à Liberdade de Pensar por conta própria, acaba assinando um contrato tão medonho que só se rompe tropeçando na graça de poder se questionar.
Que a Humildade Intelectual nos abrace!
Amém!
Quando a descuidada Vale do Rio Doce conseguiu tornar imbebível as águas de um rio, do qual quem bebeu jamais esqueceu, eu já suspeitei que ela era muito mal seletiva.
Mas quando ela fingiu indenizar uma parte da população valadarense, fingindo não ter aniquilado o Doce do Rio que também era da outra parte, ela aniquilou também a suspeição.
Há indignações que não nascem apenas do que vemos, mas daquilo que sentimos ser arrancado de todos nós.
Quando a lama tornou imbebível as águas de um rio cuja doçura acompanhou gerações, não foi só o sabor que se perdeu — foi a memória líquida de um povo, sua identidade, sua história escrita em correnteza.
Naquele instante, já não era preciso grande esforço para desconfiar da seletividade de quem, por dever, deveria zelar e reparar.
Mas o espanto maior veio depois, quando o teatro das indenizações começou a escolher rostos e CPFs, a dividir dores, a parcelar perdas como se um rio pudesse ser fatiado em zonas de sofrimento e leiloado por migalhas.
E ali, naquele gesto que soou mais como cálculo do que como cuidado, não foi apenas o Rio Doce que se viu diminuído — foi a própria confiança que secou…
Que foi para a lama.
Porque quando uma parte é acolhida apenas para que a outra seja silenciada, deixa de existir dúvida: o que se aniquila não é só o rio, mas o respeito que deveria correr com e como ele.
No fim, a indignação que sobra é também a que educa.
Ela nos obriga a olhar para além da superfície barrenta e perguntar: que tipo de sociedade permitimos construir?
E que tipo de humanidade ainda queremos salvar do fundo dessa lama contaminada que insiste em não decantar?
No jogo democrático, quem precisa diminuir, demonizar ou desumanizar o outro para sustentar uma opinião, pode — também — acreditar que a única ideia válida seja a dele.
Mas há um vício muito silencioso neste jogo: quando alguém precisa diminuir, demonizar ou desumanizar o outro para sustentar uma opinião, já não está defendendo ideias — está protegendo certezas.
E toda certeza que não suporta a existência do contraditório passa a exigir exclusividade, como se o debate fosse ameaça e não fundamento.
É nesse ponto que a democracia deixa de ser arena de escuta e vira palco de monólogos.
Não se argumenta para convencer, mas para calar.
Nem se discorda para construir, mas para anular.
Quem acredita que só a própria opinião é válida, não busca diálogo; busca submissão.
E onde a divergência é tratada como inimiga, a democracia não perde só o tom — perde o sentido.
Quem sabe a dimensão do barulho de um diagnóstico é só quem o vive, os que fazem disso um espetáculo, só imaginam.
Os que atravessam o instante em que um diagnóstico cai sobre a própria vida, sabem: não é apenas uma palavra, é um estrondo que reverbera por dentro.
O barulho não vem do som, mas do silêncio que se instala depois — aquele em que o futuro precisa ser reaprendido, os planos se recolocam em caixas frágeis e o coração passa a ouvir demais.
Para quem vive, o diagnóstico não é manchete nem assunto de corredor.
É matéria de oração, de medo contido, de coragem silenciosa.
E é o peso de ter que continuar respirando enquanto a alma tenta entender o que mudou sem pedir permissão.
Já os que transformam isso em espetáculo ou comentário ligeiro escutam apenas o eco distante.
Imaginam o impacto, mas não conhecem o abalo.
Confundem curiosidade com empatia, opinião com presença e ruídos com cuidado.
Talvez por isso, diante do diagnóstico alheio, o gesto mais humano não seja perguntar, expor ou explicar — mas silenciar, respeitar e permanecer.
Porque há dores que não pedem palco, mas abrigo.
E há barulhos que só quem os escuta por dentro sabe o quanto ensurdecem.
Quando acabar a beleza, vai sobrar quem você é, e é nesse quem você é que a beleza continua ou acaba...
A felicidade está nas coisas simples, a complicação quem causa somos nós msm com a ignorância de perfeição, e de querer provar as coisas para os outros e na ganância de sempre quere mais.
Quem sugere que a justiça se valha de outro crime para se cumprir, pode ter qualquer sede, menos de Justiça.
Tentar legitimar um crime, em detrimento de outro, revela muito mais sobre suas próprias carências do que sobre qualquer virtude moral.
Porque a justiça, quando precisa caminhar sobre as sandálias do delito, já não é justiça — é vingança disfarçada de princípio.
A verdadeira justiça não nasce do atalho, nem se sustenta no erro alheio.
Ela se constrói justamente no compromisso de não reproduzir aquilo que condena.
Do contrário, perde o direito de apontar o dedo, pois passa a caminhar no mesmo terreno que finge combater.
Há quem confunda sede de justiça com fome de punição.
Mas justiça não se alimenta de excessos, nem se satisfaz com a quebra das próprias regras.
Quando alguém aceita um crime como meio legítimo, o fim já se encontra corrompido.
No fundo, quem defende esse tipo de lógica não clama por justiça — clama por triunfo, por alívio emocional, por aplacar ressentimentos.
A justiça, ao contrário, exige sobriedade, limites e, sobretudo, integridade.
Porque só permanece justa aquela que se recusa a se tornar aquilo que combate.
Quem prefere guardar dinheiro do que recorrer à medicina particular, certamente tem muito pouca vida para tentar salvar.
Há uma diferença sutil — e muito profunda — entre economizar por prudência e economizar por medo de viver.
Os que preferem guardar dinheiro a recorrer à medicina particular, mesmo quando a urgência bate à porta, talvez não estejam apenas protegendo o bolso; talvez estejam, sem perceber, revelando a dimensão da vida que acreditam merecer preservar.
O dinheiro, em si, é ferramenta.
Pode comprar conforto, segurança e oportunidades.
Mas quando ele passa a ocupar o lugar da prioridade absoluta, a saúde vira detalhe contábil — e a existência, uma planilha.
A pergunta que fica não é sobre cifras, mas sobre valores: que tipo de futuro alguém imagina ter quando hesita em investir no próprio presente biológico?
Há quem acumule recursos como se estivesse comprando tempo, mas se esquece de que tempo não se negocia, apenas se vive.
Guardar dinheiro pode ser sinal de responsabilidade; negligenciar cuidados essenciais por apego ao saldo pode ser sinal de que a vida já está sendo vivida pela metade.
No fim, não se trata de julgar escolhas individuais — cada realidade tem suas dores e limitações —, mas de refletir sobre prioridades.
Quem trata a própria saúde como gasto supérfluo, talvez esteja dizendo, ainda que em silêncio ensurdecedor, que sua existência é adiada, que seu corpo pode esperar, que sua história não é tão urgente.
E a vida, quando não é urgente para quem a vive, torna-se insignificante demais para ser salva.
Quando a segurança financeira supera a autopreservação, o indivíduo deixa de ser o senhor do seu patrimônio para se tornar o vigia de um tesouro que ele mesmo não usufruirá.
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