Loucos e Felizes
"Há esperança para quem perde a razão, mas nenhuma para quem se recusa a enxergar. Os loucos, raramente, encontram a cura; já a imbecilidade e a ignorância são doenças da alma das quais o homem nunca se recupera."
— Ginho Peralta
Segundo Shakespeare, nascemos chorando nesse teatro de loucos.
Eu nasci negando.
Nego tudo, nego a origem.
Nego o passado, nego o presente, nego o futuro.
Nego a ideia de túmulo eterno,
a ideia do pó que volta ao pó.
A intensidade do pensamento é tão grande, tão imensa,
mas a gente pensa que isso, essa energia etérea,
aprendeu a migrar para outros mundos,
outros fundos, outros abismos.
E aí, mesmo essa ideia que seria sublime, confortante, eu nego,
porque não há plenitude na mente que estaciona
e aceita qualquer coisa como verdade absoluta.
Acho que todos nós ficamos loucos de vez em quando.
O loucos estão lá fora se matando
Os daqui são só vítimas do sistema.
Eles sofrem, sentem tanto
E os de fora não veêm problema..
Na pele eles deveriam sentir
Como é viver preso sem poder sair
Ser dopado de medicamento
Ter hora obrigatoria pra dormir
A liberdade é tomada a força
Não se pode mais agir tranquilo
Não se sabe o que pode ruir
É melhor aqui em meu cantinho.
Aqui dentro tomam-se remédios
Dizendo que é pra testamento
A humanidade toda precisa disso
Pra ver se curam esse mal tratamento.
Quem não é visto não é lembrado.
E é assim que somos esquecidos
Passamos de um lindo retrato
A um papel velho,rasgado, sem brilho
Ser normal, no meio dos loucos, é ser visto por eles, como careta. Não precisamos ser como os loucos, podemos ser feliz, sem as loucuras deles.
Estamos todos loucos. Eu, você, seu vizinho, a sua mãe...(caso tenha perfil aqui ou em outra Rede social, caso contrário, ignore). Sim, estamos. Malucos à cata de imagens, textos, bisonhices e afins. Perdemos horas preciosas do nosso dia, desperdiçamos pores-do-sol, conversas animadas na cozinha, afagos no cachorro da casa, sonecas preguiçosas ao sol, para gastar as nossas vistas nessa catacumba de vidas fictícias e pouco prováveis. Sim, estamos todos doidos. Muitos nem viram se há lua no céu hoje. Se haviam nuvens durante o dia. Se ventou. Empanamos a nossa realidade com esse mundo de faz-de-conta. Alguém me belisque. Ou me salve enquanto é tempo.
Quando o mundo te chamar de louco, agradeça; é um elogio que tão te fazendo; os "loucos" do passado são considerados sábios hoje.
Prefiro os ignorantes, os mal-humorados, os rejeitados, os loucos, os depressivos, os humildes e os babacas do meu lado, não os sábios; os sábios não precisam de mim, até porque são "sábios"...
Apaixonados são poucos, mais apaixonados são loucos e apaixonados são poetas.
Apaixonados matam e morrem por amor, que amam sem vergonha e sem juízo pelo amor ou pela dor.
Apaixonados é o retrato da insistência e da coragem.
Apaixonados ver a vida com amor sem frustração, Pois apaixonados é um grande coração.
Encontrei mais pessoas sinceras e de coração simples, no meio dos "loucos" do que no meio daqueles que se dizem "normais"
Sendo assim eu que era estimado pela massa e esperava ser normal me vi também como louco, por não aceitar despir-se da liberdade!
No silêncio onde o medo floresce, vivem os loucos; como o Cazuza exagerado, que rompeu limites em busca de verdades maiores. Essas flores não são fraqueza, mas pontes para a profundidade do ser. Jonas, engolido pela grande baleia, simboliza o mergulho no abismo necessário para a transformação. A esperança de um amanhã melhor é mais que desejo; é a coragem de enfrentar o medo e deixar que as flores da alma cresçam. A verdadeira libertação nasce quando a loucura do exagero encontra o amor e a consciência.
"Deixe que chamem sua visão de loucura; os livros de história são cheios de loucos que mudaram o mundo."
Somente os loucos colhem rosas e espalham lírios, mas somente os maus plantam cactos e semeiam espinhos.
Ambos loucos de amor, mas perdidos no que dizer. Meu maior erro foi dizer que era o fim, quando meu coração sabia que você era o único começo possível. Sem você, a realidade virou apenas um sonho do que poderíamos ser.
