Livre em Jesus
Adão no Éden: Em um jardim de delícias, disse: "Seja feita a minha vontade" e mergulhou o mundo em trevas.
Jesus no Getsêmani: Em um jardim de agonia, disse: "Não seja o que eu quero, mas o que Tu queres".
O choro que só nasce na perda não prova o amor, mas confessa a ausência dele; quem não cultiva a presença, apenas lamenta o vazio.
Antes que houvesse pecado, já havia redenção prevista; antes que o homem caísse, o Cordeiro já estava separado.
Enquanto a
libertação do Egito era celebrada nos lares, a libertação
do pecado estava sendo executada nas ruas.
A Cruz possui um eixo vertical (reconciliação com Deus) e um horizontal (reconciliação com os homens). É teologicamente impossível amar a Cruz e nutrir ódio pelo irmão por quem Cristo morreu.
A morte não foi negada; foi vencida no espaço e no tempo. O cristianismo não venera uma sepultura, mas proclama uma ausência: "Ele não está aqui".
A cruz pagou o preço. O túmulo confirmou a morte. A ressurreição proclamou a vitória. O terceiro dia mudou absolutamente tudo.
A obra da cruz é perfeita e autossuficiente. Ela não precisa de complementos humanos; ela precisa ser proclamada, vivida e adorada.
Para o Império Romano o Gólgota,
terminava a vida de quem desafiava César; para Deus, ali
começava a vida de todos os que creem.
