Lírio
Mata minha sede querido, cria a sua mulher.
Quero ser usada aos poucos; ser jogada ao lobo, que tu sempre és.
Mata minha sede querido, já criou sua mulher.
Meu cabelo entre seus dedos, me da mais desejo, serei sua qualquer.
Mata minha sede querido, doutrine a sua mulher.
Viole meu corpo inteiro, faça sempre dele o que você quiser.
Não desapontou querido, talvez eu seja a sua mulher.
Mas só se eu for o seu refugio;
Estar no seu mundo, servindo em tudo, da alma aos pés.”
Lembre a ela todo os dias que és sua.
Faça se sentir como se fosse a única.
Irá sempre te manter em pé, rastejará ao seu lado mesmo se você não quiser.
Ela não precisa segurar seu coração.
Se contenta todas as vezes que segura a sua mão.
Foi criada e moldada para ti, a cultive, cuide dela como fosse o teu jardim.
E entendeu o seu olhar, se encantou com seu sorriso, mas foi a sua ira que a fez ficar.
Ela não precisa segurar seu coração.
Se contenta todas as vezes que segura a sua mão.
Esteve e sempre estará aqui, com tropeços ou conquistas. Pronta sempre para te seguir.
Se acorrentar nunca é em vão, é insana e profana, vivendo sua doutrinação.
Ela não precisa segurar seu coração.
Se contenta todas as vezes que segura a sua mão.
Ela está entregue para ti, fira o corpo, não a alma e ela sempre permanecerá aqui.
16 de Outubro - 2018
Ela – part. I.
Tarde da noite, tudo se cala.
Almeja a distância do infinito.
A vontade aumenta a descoberta do mito.
E enfim se passa a vontade amada.
Errada? Atrasada? Sustentada.
Por vilões de sua mente acabada,
Errada. Atrasada. Sustentada?
Mente acabada por seus vilões.
Frio, congela.
Fome mata.
Sede seca.
Dinheiro acaba.
Tudo se encerra.
A solidão mata.
A solidão estraga.
A solidão vicia.
E vício é o infinito, e seu fim.
Final de dia chato;
Lua sem brilho, estrelas sem cor;
Vento trás cheiro que gosto, mas é fato...
Que ele trás frio e eu quero calor;
O meu pensamento inquieto, pirraça;
Coração apertado, mais forte a bater;
Pois nada no mundo me tem muita graça;
Desde que insisto em lembrar de você.
Uma vez olhei para o céu, sorri ,olhei para o lado e fiquei emocionado ,pois em todas as direções que olhava via motivos para ser feliz ,de um lado o sol brilhava ,iluminando o dia ,do outro você com seu sorriso iluminava minha vida .
O cuscuz é o sol que amanhece no prato, tingindo de ouro a vida de quem tem no peito a força do sertão.
Esta é a minha poesia
Com caneta na mão
Escrevo a minha vida
No papel, sem razão
O ar sopra em meus versos
Linhas que a alma traça
Emoções que irrompem
Em cada palavra escrita
No papel, a vida pulsa
Em forma de poesia
Somos apenas passageiros neste vasto planeta Terra, e é nosso dever cuidar dele com amor e respeito, preservando sua beleza e harmonia para as gerações futuras.
A ironia da jornada individual reside em que o sucesso, conquistado em reclusão e esforço, pode ser ofuscado pela mera presença em um palco alheio, onde a atenção se volta para a ausência, não para a vitória.
Sou piauiense de nascimento, mas herege por vocação climática: gosto do frio, não sou calorenta, e isso me coloca numa categoria à parte, quase teológica, entre os meus conterrâneos.
TEA
Um espectro diferente
Um jeito singular de ser
Com um coração de amor
Em busca de aprender
Há mentes que se agitam
Outras em calmaria
Hiperativo ou passivo
Em busca de harmonia
Atraso na fala, às vezes
Mas a alma se expressa
Com gestos e olhares
Uma linguagem sincera
A paciência é a ponte
Que une corações
A rotina, um porto seguro
Em meio às emoções
O acolhimento é a chave
Para um mundo melhor
Quebra-cabeças da vida
A inclusão é um fervor
TORQUÁLIA
Minha terra tem Torquato
Onde canta a Tropicália
Quem não se arrisca?
Um poeta não se faz com versos, mas com a gentalha
Um anjo torto caiu do céu
Filho da contradição
Sem crendice de ordem estética
Rasgou as asas da perfeição
Não crê em amor de múmias
Em corações petrificados
Dança na areia movediça da história
Sem medo, abraça atribulados
Pra dizer adeus, go back ecoa
Sem dor, apenas a força da canção
Geleia Geral, sabor de nostalgia
Todas as horas do fim, em louvação
Era uma vez
Um lindo lugar
Na arte e na escrita
Buscar ensinar
Seu nome é escola
Com carinho vem motivar
Educando com amor
Para cidadãos formar
Na escola eu exploro
O meu aprender
Incluo empatia
Na construção do meu ser
Com meus amiguinhos
Eu busco brincar
Respeito as diferenças
Para a paz reinar
Criança pequenina
Com bracinhos no ar
A leitura diária
Quer abraçar
Professora querida
És minha estrada do saber
Com paciência explica
O meu direito e meu dever
Voa, minha poesia
Passarinho do sertão
Leva o sopro da palavra
Nas asas do coração
Cruza rios, corta o vento
Faz do verso o firmamento
Da minha inspiração
A beleza da lingua portuguesa reside na sua capacidade de transcender a mera comunicação, tornando-se arte.
Os livros são jardins onde semeamos sementes de ideias, cultivando o fruto do conhecimento e colhendo a sabedoria que floresce em nossas mentes.
Verdadeira Amizade part. I
Cadê você, para onde foi?
Você que jurou lealdade a tudo.
Cadê você que se julga intimo de mim, que enfrentaria o mundo?
Cadê você que se deitou em pés e retratos depois?
Cadê você? Oh inseparável pessoa do crepúsculo do dia-a-dia.
Cadê você? Que era tão perto se tornou tão distante, tão amargo?
Eu fiquei pra trás? Ou você que se mudou de mim?
Pessoas ultimamente mudam, mas deixam de serem elas.
Torno-me um pouco do monstro que sou em você.
Ah, se eu soubesse disso antes, nem te olharia.
Versos a esmo escrevem-lhe sem tua companhia.
E junto, e solto, e reto.
Que mundo incerto.
Porque te viera a mim?
Assim, por fim, em ti.
Que droga, que incerto.
Meu mundo em ti está acabado e,
Para finalizar esta falta gramatical esplêndida.
Venho em única estrofe com introdução,
Expressar minha indignação perante a você e,
Que feche os portais e disputes seu medo.
Aqui! Neste papel, serei seu grande segredo.
