Linha Tenue entre o seu Olhar

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Vou me encontrar definitivamente
quando eu te seduzir o bastante para se perder no penhasco entre meus seios.
... Ajuda-me à encontrar-me meu bem.
Perca-se!

Bruxas vivem entre nós.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos.
Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual.
Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

Filosofia é a batalha entre o encanto de nossa inteligência mediante a linguagem.

Dividir o tempo entre aprender a lutar, cansar e seguir novamente...
Buscar sabedoria para multiplicar nosso melhor apesar do nosso pior... Tentar errar menos, amar mais e ter paz...
Seguir a claridade.
É preciso.

Amor X Obsessão


Você sabe a diferença entre amor e obsessão?

Fico olhando as pessoas a minha volta e não acredito em como o amor pode nos tornar cegos, burros e fantasiosos. Aí surge a dúvida: Será que é amor mesmo?

Vejo sofrimento, humilhações, loucuras, na grande maioria das vezes atitudes em vão que só demonstram a fraqueza e o vício pelo outro e isso me assusta. Não quero dizer que é sempre assim, não, não é! O amor de verdade vai além da pele e da química, prioriza o respeito, vocês me entendem?

Quem foi que disse que no amor tem que ter sofrimento? Pra mim amor significa companheirismo, lealdade, amizade, cumplicidade, é tranqüilo, sensato, confortante, não feito de cobranças, desconfianças e ataques.

Quem ama cede.

Valoriza.

Compreende.

Escuta.

Deixa livre.

Acho que é justamente por pensar assim que continuo sozinha, prefiro a solidão que um relacionamento doentio, violento, que não me traz paz de espírito.

Vejo as pessoas tentando, insistindo, sangrando por “amor”. Eu prefiro sorrir, agradar, confiar e respeitar por ele. Continuar insistindo em um erro e fingir que não enxergam o mal que fazem a si mesmo é optar por sofrer, falo isso por experiência própria.

Não sou a melhor pessoa no quesito relacionamento, na maioria das vezes só me meto em furada, mas hoje, mais que nunca, sei distinguir a diferença entre amor e obsessão. Posso até ser exagerada, mas não dou a ninguém mais o direito de brincarem com o que eu tenho de sagrado.

http://fabianagoncalves.blogspot.com

Entre dor e revolta, não sei o que fazer... Se mato, se morro, ou se finjo viver.

O único passo entre o sonho e a realidade é a atitude.

Não há oposição entre Ciência e Religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.

Desespero abaixo escuridão acima chamas ao redor e por dentro sem vida e tudo que a de melhor entre a vida e o resplendor.

Entre tantos vícios, observar vidas era o que mais lhe dava prazer.

Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!

Encontre alguém que, entre as idas e vindas da vida, prefira ficar.

⁠Antes que o tempo leve a chance de mostrar

Sinto que há algo entre nós e o sentir pleno.
Como um véu suspenso no tempo.
Um tecido invisível que nos impede de ver com clareza os sentimentos, as pessoas, a essência.
Nos acostumamos a olhar pela metade, a amar pela metade, a entregar menos do que o coração sente.
E deixamos o resto guardado, como se sempre houvesse tempo.

Mas o tempo… não espera.

Quando alguém parte, esse véu cai.
Aí, sim, a enxergamos.
Aí, sim, sentimos.
Aí, sim, verdadeiramente notamos e percebemos o que sempre esteve diante do nosso olhar — e não enxergamos.
E o que transborda é uma dor sem nome —
a dor do que não foi dito, do que não foi oferecido, do que não foi vivido.
O abraço negado pelo costume.
O "eu te amo" que ficou para depois.
O gesto de afeto sufocado pela ideia de que o outro sempre vai estar ali.

Eu não quero isso pra mim.
Não quero ser compreendida só depois da partida.
Não quero ser vista quando meus olhos já não puderem mais devolver o olhar.
Tenho um desejo profundo:
Transcender esse véu.
Que as pessoas me enxerguem enquanto eu ainda estiver aqui.
Que possam dizer, tocar, sentir, entregar.

E quando eu for…
Ah, quando eu não estiver mais aqui…
Eu queria, só por um instante, ver.
Olho no olho.
Tudo aquilo que foi reservado pra mim, mas que o medo, o tempo ou o orgulho não permitiram que chegasse.
Porque eu sei: tem tanta coisa linda dentro das pessoas, pronta pra ser dada.
Mas, quase sempre... elas esperam demais.

⁠Não há diferença entre comunismo e socialismo, exceto nos meios de alcançar o mesmo fim: o comunismo se propõe a escravizar os homens pela força, o socialismo – pelo voto. É apenas a diferença entre assassinato e suicídio.

Ayn Rand
Foreign Policy Drains U.S. of Main Weapon. The Los Angeles Times, 9 set. 1962.

Você é o melhor ser humano entre os piores que já conheci. Ou o pior entre os melhores. Não sei. Sei que eu inexplicavelmente estou na tua e você sabe disso.

⁠Entre o Ímpeto e o Silêncio

Hoje é um daqueles dias em que as palavras querem saltar, atropelando o tempo e a razão. Elas pesam no peito, se acumulam na garganta, ansiosas para serem ditas. Mas minha mente está inquieta, desorganizada, e eu não posso confiar nelas agora.

Não quero falar no calor da emoção e depois me arrepender. Não quero que a pressa transforme sentimento em ruído ou que uma palavra mal colocada machuque quem não merece. Então, respiro fundo. Seguro o ímpeto. Não por medo de sentir, mas por respeito ao que sinto.

Às vezes, o silêncio é a pausa necessária para que a verdade se alinhe dentro de nós. Estou tentando organizar o que há em mim antes de transformar em voz.

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
DE funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
com o poema do tempo.

É fraqueza entre ovelhas ser leão.

Luís de Camões
Os Lusíadas

⁠Entre o Vazio e a Criação

Às vezes, parece que minhas ideias vivem em um limbo, presas entre o que desejo expressar e o medo de que não seja suficiente. Eu as deixo flutuar no ar, na esperança de que um dia elas se tornem reais, mas, na verdade, sinto que o tempo as dissolve, como se eu fosse incapaz de lhes dar forma.

Sinto uma imensa vontade de criar, de dar vida ao que se agita em minha mente, mas ao mesmo tempo, me encontro paralisada pela insegurança. O medo de não conseguir traduzir o que vejo, de não ser capaz de fazer com que os outros sintam o que eu sinto, me deixa à deriva. Em vez de tomar as rédeas da minha própria criação, acabo jogando ideias ao vento, esperando que outros, talvez mais capazes ou mais ousados, consigam construir o que eu não consegui.

O que me impede de dar esse passo? O que me paralisa ao ponto de ver minhas ideias nas mãos de outros, enquanto eu fico à margem, assistindo sem saber como agir? Sinto que há um valor no que faço, mas, ao mesmo tempo, o medo de ser incompreendida me impede de dar a cara a tapa. A frustração cresce, e as palavras ficam guardadas, as imagens permanecem em arquivos, e o desejo de ver o fruto do meu trabalho se perde na incerteza.

Mas, por dentro, algo ainda insiste. Um fio de esperança que não me deixa desistir. Mesmo que o medo se faça presente, mesmo que eu me veja hesitante e sem confiança, sei que não posso deixar de tentar. Porque minha essência, minhas ideias, meus sonhos, são meus. E, de alguma forma, precisam ganhar vida. Porque, no final, o único risco verdadeiro é o de não tentar.
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