Linha Tenue entre o seu Olhar

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A vida não pede pressa,
pede presença.
Ela acontece
entre um cansaço e outro,
num suspiro,
num recomeço discreto.
Viver
é continuar mesmo sem certeza,
é existir
do jeito que dá
e isso já basta.

Entre páginas e orações, descubro que a maior força está em confiar.

' PINTANDO SONHOS '


Por entre diversos caminhos nessa vida,
vou sempre semear, poções da alegria,
Na terra quero ter uma vida bem vivida,
ter a vida feliz, e levar doses de empatia.


Plantei, cuidei do meu jardim tão florido,
Eram flores tão formosas, tão cheirosas,
Deixando então, meu cantinho colorido,
No cheiro do jasmim, e das belas rosas .


Feliz cantarolava, cultivava meu jardim,
Com tantas flores, a exalar seu perfume;
Fui me apaixonar pelo aroma do jasmin,
Da rosa negra, a rosa na cor de betume.


Pela estrada da vida, sigo o meu caminho;
Vou pintar sonhos, parecendo um algodão
vou pintar o amor com todo esmero,carinho,
Na Cor vermelha, cor de uma grande paixão !
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei -9.610/98
REGISTRO N° 122958067065

⁠Nunca faça comparação entre uma pessoa e outra. Às vezes, as pessoas te mostram somente o que ela quer que você veja.

Mundo versus vida: existe uma tensão entre liberdade e interesse, com o risco de o ambiente "colonizar" a natureza da gente; é necessário às vezes olhar para trás e perceber o quanto progrediu sozinho!
Quando o mundo controla a informação que chega a alguém, ele controla a realidade dela; quando um sonho prefere o exílio à volta para casa, isto não é apenas notícia!
Sonhos são caçadores de crepúsculos, quando ele é projetado para executar ordens, em vez de improvisar, apenas a imaginação pune impiedosamente sua hesitação!
Não é sobre a natureza, mas "uma natureza": o ambiente insiste em moldar a essência de alguém independente de sua cultura, exceto o de um sonho enraizado!

Não entre em uma batalha como se já houvesse perdido.

Equilíbrio


Entre o norte e o sul, um caminho a trilhar
Calma e tranquilidade, o equilíbrio a encontrar
Nem muito além, nem muito aquém
O meio é o lugar, onde a paz tem seu lugar


Pensar e refletir, o caminho a escolher
Com equilíbrio e harmonia, o novo projeto a vencer
Um ponto de equilíbrio elevado, a meta a alcançar
Com calma e foco, o sucesso a conquistar


Hoje sou uma pena ao vento, sem direção
Leve e solta, seguindo o fluxo da emoção
O vento me leva, me guia e me traz
Para onde a vida me chama, sem pressa, só paz


Mas no meio da jornada, um propósito encontro
Um ponto de equilíbrio, um lugar de pronto
Para criar, para sonhar, para me encontrar
E no equilíbrio, a paz e a liberdade de estar


Em harmonia com o todo, eu me sinto ser
Uma parte do universo, sem medo de viver
O equilíbrio é a chave, que abre a porta
Para a paz e a alegria, que me fazem sorrir agora. Leila Boás 05/12/2025

ENTREGACIONISMO × CONTROLE


O confronto entre a entrega e a dominação do existir


Há duas forças que atravessam silenciosamente a experiência humana: o impulso de se entregar e a necessidade de controlar. Nenhuma delas é neutra. Nenhuma é inocente. Ambas disputam o centro da existência.


O Entregacionismo nasce como reação. O controle nasce como medo. Entre esses dois polos, o sujeito tenta sobreviver.






I — O CONTROLE: A PROMESSA DE SEGURANÇA


O controle surge como resposta ao caos. Ele organiza, delimita, estrutura. É o esforço humano de transformar o imprevisível em algo administrável. Através dele surgem normas, sistemas, crenças, rotinas, morais.


Controlar é tentar garantir continuidade.


O problema não está em sua origem, mas em sua ambição.
Quando o controle deixa de ser ferramenta e passa a ser finalidade, ele se torna tirânico.


O controle promete:


* segurança
* estabilidade
* previsibilidade
* proteção contra o erro


Mas cobra um preço alto:
a renúncia à experiência viva.


Sob o domínio do controle, o sujeito passa a existir como projeto. Mede-se, compara-se, vigia-se. O erro vira falha moral. O desejo vira ameaça. A dúvida vira pecado.


O controle não suporta o imprevisível — e a vida é, por natureza, imprevisível.






II — O ENTREGACIONISMO: A RECUSA DA DOMINAÇÃO


O Entregacionismo nasce quando o sujeito percebe que o controle não o salvou.


Não é um grito de revolta, mas uma lucidez tardia. A constatação de que nenhuma estrutura conseguiu conter o caos interno, nenhuma promessa garantiu sentido, nenhuma disciplina impediu a perda.


Entregar-se, aqui, não é desistir.
É abandonar a ilusão de domínio.


O entregacionista não rejeita a responsabilidade, mas recusa a tirania do planejamento absoluto. Ele entende que a vida não se deixa capturar por esquemas.


A entrega é um ato de coragem porque exige aceitar:


• a incerteza
• a impermanência
• a fragilidade
• a ausência de garantias


Enquanto o controle tenta congelar o mundo, o Entregacionismo aceita o fluxo.

No neopentecostalismo de bastidores, você podia ser um demônio entre quatro paredes, desde que parecesse um anjo no púlpito.

A diferença entre sonhar e realizar é o quanto você aguenta trabalhar por isso.

Beleza e Conteúdo


Entre livros, teu sorriso se levanta,
Como quem sabe o peso e a luz do mundo.
Lês a dor, mas teu olhar é fecundo,
Flor que nasce onde a história mais sangra.


Tens Anne Frank no peito que encanta,
E lobos livres no espírito profundo.
Não foges do escuro — vais ao fundo
E voltas mais inteira, mais franca.


Teu corpo é verso, mas tua alma é livro,
Página viva escrita com verdade,
Onde fé e coragem fazem abrigo.


E quem te vê, entende com clareza:
Não é só forma, não é só vaidade —
É inteligência vestida de beleza!


São Paulo, 25 de janeiro de 2026


Edson Luiz ELO

As pombas que debicavam serenaste-me a água, hesitando entre um gole maior e o risco acarretado da voracidade, levantaram voo ziguezagueando como bêbados nas ruas do ar.








In, "Ensurdecedor"

Tu estas nos meus pensamentos nos meus sonhos; não sei se estou nos teus, mas entre estar ou não, eu só sei te amar.

"Vivemos a eterna contradição de sermos divididos entre: o que sinto, penso e desejo, criando um universo de intenções que é distante das nossas ações concretas.
A cura reside em um ato de coragem: reacender a chama da verdade que ilumina a ponte entre o querer e o agir."

"O ponto que vivemos é o mesmo ponto que não vivemos. A distância entre o que queremos e o que conseguimos é equidistante."

Entre o amor e a desconfiança
Amamos com culpa nas mãos,
e medo nos olhos.
O amor veio torto,
nasceu de um erro
e quis se endireitar no caminho.
Eu pedi paz,
ela pediu confiança.
Mas o silêncio gritava
mais alto que as promessas
e os gestos desmentiam as palavras.
Carregamos passados como sombras,
seguindo a gente mesmo ao meio-dia.
Ciúmes não eram falta de amor,
eram excesso de insegurança,
era o pavor de ser trocado
do mesmo jeito que um dia alguém foi.
Ela dizia “confia”,
mas não largava as portas abertas.
Eu dizia “fico”,
mas já estava cansado de vigiar.
Nos amamos…
mas amor sem credibilidade
vira dúvida,
vira nó no peito,
vira guerra fria entre dois corações cansados.
Talvez não tenha faltado sentimento.
Talvez tenha faltado coragem
de ser inteiro,
de ser claro,
ou de admitir que amar
não é suficiente quando não há paz.
E assim seguimos
não por falta de amor,
mas por excesso de medo
de ficar
ou de partir.

Existe uma semelhança fundamental entre matrícula e emprego, ambas estão como um tipo de vínculo.

Entre Mensagens, Nasceu o Amor


É estranho a sensação de se apaixonar por alguém que ainda não conheci pessoalmente, mas que nasceu virtualmente. A internet cria grandes possibilidades, inclusive a de amar. Conhecer você há apenas 55 dias fez com que eu me apaixonasse, e essa paixão cresce a cada dia de conversa.


Quando converso com você, Karen, tudo fica mais leve. Foi assim que me entreguei a um amor que não é físico, mas é real, sincero e presente. Um amor que, a cada dia, me dá mais coragem para atravessar minhas fronteiras até Goiânia, que hoje se tornou a cidade da minha paixão.


Você me fez entender, mais uma vez, que o amor não escolhe pessoa nem cidade. E quando somos predestinados a encontrá-lo, ele chega com paz, leveza e calmaria, sem pressa, sem medo. Não é turbulento como a turbina de um avião, nem caótico como uma destruição.


Ele é calmo como o vento e leve como o arco-íris. Esse é o amor que eu sinto quando converso com você, Karen. Você me fez enxergar novamente a dádiva do que é amar.

Não há ligação alguma entre agressão verbal e diálogo, apenas desculpas.

Uma porta consegue portar muitas outras, por isto existe porta-fotografia, porta-relógio entre outras.