Linha Tenue entre o seu Olhar

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Entre o medo e o tempo

Se temo a morte? Talvez mais o erro
de não morrer, ou de partir
quando ainda ecoam promessas,
ou então tarde — soterrado em silêncio,
só ocupando o ar de quem respira por inteiro.

Queria partir no compasso certo,
quando ainda se nota minha ausência,
mas não tarde demais a ponto
de ser alívio e não lembrança.

Que sobrem uns poucos que, sem afeto,
ainda me lancem um olhar torto —
porque amar de verdade
exige também saber o peso do desprezo.

E se nada mais restar de mim,
que fiquem estas linhas dispersas,
talvez num papel amarelado,
ou na leveza de uma nuvem digital,
soprando um sopro meu
em quem se dispuser a escutar.

Roberval Pedro Culpi

Entre fantasias e realidade,
o coração guarda mistérios,
que somente a alma sabe.

Respeito ao nosso povo não é favor, é honra, nosso povo é bravo entre todas as nações do mundo, não houve povo tão miscigenado quanto o nosso.Povo brasileiro; todos deveriam saber que flui em nosso sangue as cores da humanidade.

👉🏼 Salvar Vidas ou Seguir Regras? O Choque entre Dogma e Consciência

“Alguns são ensinados a rejeitar a transfusão de sangue, mesmo quando ela pode salvar vidas. Quando o dogma religioso entra em conflito com a vida, a espiritualidade nos lembra que ouvir o coração é honrar o divino. Você salvaria uma vida ou seguiria a doutrina?”

✨ A Mulher dos Meus Sonhos ✨


Dayane
Mais bela entre todas as mulheres,
com sua pele morena e suave,
seu encanto é doce mistério
que minha alma sempre buscava.


Teus olhos brilham mais que as estrelas
no céu mais claro do verão,
e cada luz que deles emana
clareia todo o meu coração.


És a mulher dos meus sonhos,
o presente que a vida me deu,
és resposta das minhas orações,
a quem sempre pedi a Deus

Nenhuma ansiedade vence o amor verdadeiro entre duas pessoas

Entre a cruz e a pena, ergo palavras contra o silêncio, para que a verdade sobreviva ao esquecimento e a luz atravesse as trevas.

Entre milhões de pessoas, aqui estou eu — apenas mais um, ou talvez algo único.

"A Falta de Entendimento dos Irmãos Mais Velhos e Mais Novos”


Entre irmãos existe um laço que parece inquebrável, feito de sangue, infância e lembranças. Mas, ao mesmo tempo, esse laço é atravessado por diferenças que tornam o convívio um território delicado. O mais velho sente o peso da responsabilidade, como se fosse chamado a ser exemplo, guia, quase uma extensão dos pais. Já o mais novo cresce à sombra desse exemplo, desejando liberdade, querendo ser visto por si mesmo, e não apenas comparado.
Daí nasce a falta de entendimento. O irmão mais velho olha para o caçula e o vê como imaturo, irresponsável, sem a seriedade que a vida exige. O mais novo, por sua vez, enxerga no mais velho alguém duro, exigente, que parece ter esquecido o que é sonhar e brincar. Ambos se cobram, ambos se julgam — e pouco se escutam.
Essa distância não é apenas de idade, mas de percepção do mundo. O filósofo diria que cada um vive em sua própria temporalidade: o mais velho já se preocupa com o futuro, enquanto o mais novo ainda se agarra ao presente. É como se olhassem a mesma estrada por ângulos diferentes.
O problema é que, nessa falta de entendimento, se perde algo precioso: a possibilidade de aprender um com o outro. O mais velho poderia ensinar paciência e prudência; o mais novo, leveza e espontaneidade. Mas muitas vezes ambos preferem se proteger em suas certezas, em vez de abrir espaço para a escuta.
No fundo, irmãos se amam, mas também se estranham. Talvez a verdade seja que esse estranhamento é inevitável — e, paradoxalmente, é nele que mora a chance de crescimento. Porque compreender o outro, quando ele é tão diferente, é também compreender melhor a si mesmo.
Assim, a falta de entendimento entre irmãos é uma escola silenciosa: ensina que o amor não é feito de iguais, mas de diferenças que precisam ser acolhidas.

"Deus e a Escuta Silenciosa com os Adolescentes.”




Na correria dos dias, entre relógios apressados e adultos sempre ocupados, os adolescentes crescem em meio a um silêncio que não é apenas ausência de palavras, mas ausência de atenção. O coração jovem, cheio de perguntas, sonhos e inseguranças, encontra muitas vezes portas fechadas: pais cansados, professores sobrecarregados, e amigos que também lutam com seus próprios ruídos internos.
Os adultos não têm tempo. Estão sempre correndo atrás do trabalho, das contas, das preocupações que o mundo exige. Os mais velhinhos, quando poderiam oferecer escuta, já carregam em seus corpos a doença, o cansaço e a fragilidade do tempo. Assim, o adolescente, com seu turbilhão de emoções, muitas vezes se vê sozinho.
E é nesse espaço de solidão que um silêncio diferente se abre: o silêncio onde Deus se encontra.
Quando ninguém mais escuta, só resta Deus. Ele se faz presente na oração tímida antes de dormir, no pensamento escondido no meio da aula, no choro abafado no travesseiro. Deus é a escuta silenciosa que não julga, não se apressa e não cansa. Ele acolhe a inquietude, o grito e até o silêncio dos jovens que não encontram eco em mais ninguém.
É nesse colo invisível e eterno que os adolescentes descobrem que não estão sozinhos. Porque, mesmo quando os adultos não têm tempo e os velhinhos já não têm forças, Deus continua sendo o ouvido atento e o coração aberto.
No fim das contas, quando as vozes do mundo se calam, só resta Deus — e é justamente aí que o adolescente aprende que o silêncio pode ser cheio de presença.

Saúde é o equilíbrio entre corpo, mente e alma.


Cuidar de si é o primeiro ato de amor.

Entre o passo e o horizonte

No silêncio dos dias,
a esperança cresce devagar,
como semente que insiste
em quebrar a terra dura do olhar.

Cada tropeço se torna ponte,
cada queda, lição sutil.
O futuro nasce nos detalhes,
na coragem de seguir, no brilho do abril.

O impossível se curva
ante quem insiste em caminhar,
e o sonho, mesmo tímido,
começa a florescer no ar.

Reflexão nos brinquedos


A sua vida é vida igual e sonhável,
Entre os espinhos e leões do dia a dia,
Você desenha os teus sonhos.


Não importa a cor, não importa o cabelo;
Nada disso tem valor
Quando se refere a ser humano e a Deus.


Ninguém nasce ruim, ninguém nasce odiando.
Crianças brancas e negras brincam
Como se nada disso impedisse cada sorriso.


Mas a gente cresce, e a falta de amor
Cresce junto.


Infelizmente, um dia os ouvidos ouviram
Uma podridão que se alastra.


E, como um brinquedo quebrado,
Simplesmente não deveria mais ser brincado!


Livro: Negros 2025

Às vezes, o amor parece uma dança entre luz e sombra. Na euforia dos primeiros momentos, os sorrisos são garantia de felicidade, mas com o tempo, as tempestades se tornam inevitáveis.


É nesse espaço impreciso que encontramos a tristeza, como um lembrete sutil de que cada relacionamento é um reflexo de quem somos.

O Atrito Interno
​"O estresse mais corrosivo é o atrito diário entre o Ser que somos e o Potencial que, por má-fé, insistimos em não liberar."

​Parece uma antítese entre estranheza e verdade. O tempo da leitura é humanamente mensurável; o tempo do escritor é imortal. E é por isso que o espírito que habita a obra é eterno.

⁠Às vezes sou só silêncio tentando respirar entre lembranças. O pôr do sol me entende — ele também se despede bonito, mesmo doendo.

⁠Quarta-feira é o meio da ponte entre o que já passou e o que ainda pode ser. Não é tarde demais para recomeçar, nem cedo demais para reconhecer. Respire fundo, ajuste o passo e continue — cada pequena escolha de hoje constrói o amanhã que você sonha.

⁠As Estações

No meio dessa aventura,
Que se chama viver,
Entre flores, nuvens, chuvas,
Estações marcam sem perceber.

Em cada detalhe da vida,
Uma estrela, um horizonte,
Aprendemos que, pra ser sentida,
Não se deve atentar ao ontem.

O presente, mesmo inconstante,
Com surpresas, aventuras, tristezas,
Traz uma certeza de um instante:
Eis o segredo da leveza.

Queria transpor essas dimensões,
Ultrapassar todas as montanhas,
Sem nome, endereço, destino...
Onde mora a esperança?

Esse vislumbre de ter e perder,
A incapacidade de suportar,
Lembra-nos: a beleza de viver
É ter caminhos a trilhar.

⁠Visita no Cárcere

Entre muros altos, grades e vigias,
Chega ela, frágil, sob o sol que ardia.
Na bolsa, um pão duro, um doce, um afago,
Carrega o peso de um profundo estrago.

O olhar procura, entre rostos fechados,
O filho amado, dos caminhos errados.
Encontra-o ao fim, pálido, cabisbaixo,
Um corte no rosto, um silêncio no espaço.

Separados pelo vidro frio e grosso,
As mãos se buscam, num gesto forçado.
A voz, através do telefone embaçado,
Treme: "Meu filho... como estás? Tive pressa..."

Ele baixa os olhos, vergonha profunda,
Enquanto ela vê a ferida, a juba desgrenhada.
"Trouxe teu bolo...", a voz quase sumida,
"E rezei, meu menino, por tua vida."

Lembra o colo quente, a mão pequena na dela,
A infância leve, sem sombra de cela.
Agora, o abraço é feito de saudade,
E de uma dor que corta como espada.

Fala de casa, do irmão, do cachorro,
Do céu lá fora que ainda é o mesmo.
Fala baixinho, com medo do erro,
Evita o "porquê", evita o desespero.

"Coragem, meu filho!", sussurra baixinho,
"Um dia isso passa, te juro, caminho...
A mãe tá contigo, onde quer que andes,
Até nestas grades, até nestes andares."

O tempo escoa, cruel, impiedoso,
O guarda avisa, o momento é pesado.
Um beijo no vidro, um olhar que não mente,
O amor mais forte que qualquer corrente.

Ela sai devagar, carregando a dor,
Mas carregando intacto, o maior amor.
Aquele que vence o erro, a queda, a sina...