Limpar a Casa
Terra-Céu
Depois de mais uma volta no Sol sem ter saído de casa,
reconheço não ser um bom visitante.
Troquei mais um dia na Terra por um mundo recém criado e desmoronando.
As escrituras estão certas, é preciso que o mundo acabe,
que as pontes sejam queimadas,
e não tenhamos a opção de idolatrar labirintos.
Nessa altura do campeonato tanto faz a cor da parede, o lustre no teto,
se esse mesmo teto me impede de olhar onde estou... entre as estrelas.
Difícil não é ficar rico, comprar alguns carros bonitos e comprar uma bela casa! O difícil mesmo é viver acima dessa mediocridade.
Para se conquistar uma mulher,só é preciso Três coisas;Carro,Casa,e Dinheiro. Ninguém vai ao primeiro encontro à pé.Ninguém constroi um lar sem uma Casa.Ninguém consegue viver sem Dinheiro.
A festa
Hoje a alegria bateu na porta da minha casa...
E juto dela trouxe o amor e o carinho
Sentou em minha mesa, tomou do meu chá,
Riu dos meus enfeites, a alegria começou a falar e explicar...
Disse que eu estava certo
E que ela veio para ficar
O amor disse que nunca mais vai embora
E o carinho vai voltar sempre que der saudade
A saudade ficou de fora, mandou postal lá de longe
Disse que um dia volta... Mas sem data ou hoje ou mais adiante
Disse que foi visitar a irmã
Uma tal discórdia
E a festa se instalou na minha casa
Foi alegria, amor, euforia
As sensações logo chegaram para me avisar
Que minha convidada de honra, estava para chegar com sua companhia
Era a felicidade, acompanhada da sabedoria
Estava feita a festa, e foi ai que veio a surpresa
E quem poderia imaginar que uma ilustre convidada como a beleza, pudesse assim do nada vir a ficar?
Até os anjos se ajuntaram para abençoar divina reunião
Foi um dia pra se guardar em todos os corações
Foi um dia em que entendi
Que eu não preciso correr atrás de nenhum desses meus doces amigos
É só abrir meu coração e alma
Enfeitá-los com bons sentimentos
Que todos se reúnem de maneira natural
Para fazer da minha vida uma festa sem fim
Bem vindo à festa
Que vôo provisório as andorinhas
ensaiam nos telhados desta casa?
O inverno se aproxima com
seus ventres falantes
E elas vão ensaiando
as montanhas distantes.
Vão lembrando o futuro
Exercitando as asas.
Voltarão sempre
cada vez
mais longe.
Até que não encontrem
esta casa branca
sinalizando o nevoeiro.
Faço de mim casa de sentimentos bons, onde a má fé não faz morada e a maldade não se cria. Me cerco de boas intenções e amigos de nobres corações, que sopram e abrem portões com chave que não se copia.
Acordei bem, sorrindo pro nada e com vontade de passar o dia todo em casa, pra não correr o risco de alguém acabar com isso lá fora.
Recomeçar é o verbo que nos leva de volta pra casa com os mesmos sonhos sustentando as páginas e um amor - próprio à tiracolo querendo ser poema de novo.
RECORDAÇÕES
Pela janela do ônibus vislumbro a velha rua da minha infância,
As casa, as calçadas de cimento partido, tudo como antes...
Sem grandes mudanças, a não ser as pequenas árvores, que cresceram
Os antigos amigos e as brincadeiras que também se foram,
Mas há outras crianças brincando, nas mesmas ruas que brinquei.
A velha casa lá... batida pelo tempo, mas em pé, assim, como eu, marcada
Pela vida, mas vivendo cheia de lembranças.....
O ônibus vai passando e eu recordando.
O tempo bom, a vida sem problemas, a felicidade inocente do primeiro amor,
Passo no ônibus pela minha antiga rua.
E vou passando pela minha vida, levando lições amargas, mas também muitas lembranças boas das coisas e pessoas que vieram e passaram…
E levo comigo a esperança de coisas novas e boas que ainda virão…
Quando você chegou em casa
Eu te tratei naturalmente
E quando fiz amor contigo
A noite inteira lentamente
Foi a canção da despedida
Foi de verdade diferente
A última noite de amor da gente
Ter uma união instavel com a ilusão é como viver em uma casa de estruturas ruins,é questão de tempo para que tudo venha abaixo.
Casa,televisão,computador,telefone,amigos, alcool e então começou aquele dia que eu esperava nao acabar
Eu lembre bem como a gente começou se aproximar
e então meu mundo começou a girar em torno daquela situação, de todos os detalhes eu me lembro beem.
eu lembro de todas as palavras ditas,todos os movimentos feitos, de todos gestos da tua face, eu lembro de tudo aquilo que hoje de mim faz parte.
Ao fechar os olhos então tudo aquilo acabou,
nao durou mais do que as horas exatas para que tudo aquilo se tornasse eterno pra mim.
No dia seguinte chega as cosequencias dos nossos atos não pensados.
Há vários sentimentos misturados na minha cabeça.
Agora eu penso o que eu fui pra ti?
Apenas um noite de diversão?
peça pra relembrar tempos antigos?
piada pro dia seguinte?
O sentimento MEDO tomou conta de mim.
Varias interrogaçoes vem a mim,porque tu foi embora?
Porque tu não és capaz de me dizer o que aconteceu?
Porque vc deixou acontecer se nada eu sou pra ti?
Me mostra tei interior, deixa eu vê o que tu és de verdade,deixe de misterios, conte-me seus segredos, diga-me minhas respostas.
Confesso que tenho medo, mas prefiro sabe-los ao ficar no presa em um segredo a qual tu não queres revelar as respostas.
Resolvi fugir de casa para sempre amém.
Acordei e pus a mochila nas costas. Dentro dela, uma lata de ervilhas, uma maçã e um livro. Destino? Não.
Nada importa agora; nem pessoas, nem casa e nem comida. Serei anti social até o pôr do sol. Sei caminhar até o portão de casa. Depois disso, a estrada é completamente desconhecida.
Na cozinha, encontrei minha mãe.
- Vou fugir de casa para sempre – disse.
- Quando voltar toque a campainha, meu filho.
No caminho até a porta, perguntei-me qual parte do “para sempre” ela não compreendera. Passei do portão, enfim. A chuva começou. Com ela, os trovões. Com eles, meu medo.
Virei-me e hesitei por exatos três segundos em apertar a campainha. Meu lado racional insistia em não fazê-lo, mas como sempre foi vencido pela emoção. Ouvi o barulho do portão sendo destravado e corri imediatamente para os braços de minha mãe.
- Eu estava fugindo para a Terra do Nunca, mãe.
As vezes penso em me excluir da sociedade.
mais ao fazer isso, nasci uma polemica em minha casa, familia e arredores.
Não tenho 100% as rédias da minha vida ainda.
pra dicidir o que fazer com elas.
e então eu tenho que seguir aos desejos de algumas pessoas que tem posse de umas rédias minhas.
fazendo assim, me jogando no mundo.
Eu sinto como se eu estivesse numa batalha.
Onde todos os dias eu tenho que enfrentar as pessoas.
tenho que vê-las, fingir ser o que eu não sou.
Fingir sentir o que eu não sinto.
Ouvir, piadinhas e fingir não ter ouvido nada.
Fingir que nada daquilo está acontecendo.
E então a vontade de um game over é muitoo grande.
Então eu reflito sobre as pessoas que não ageuntaram e desistiram.
Nem todo mundo que desiste, foi pq era fraco.
tem coisas que tá no limite.
E quando passa esse limite, é impossivel aguentar.
sei que somos fortes e problemas são feitos pra serem enfrentados.
mais algumas pessoas nasceram com a infelicidade.
de "defeito de fabrica" assim com problemas a mais da conta, então se o nível de tolerancia passar do nível maximo, então o sistema não aguenta é então dar-se o GAME OVER.
E eu posso falar uma coisa,
meu limite ta chegando, ô se tá!
De um sermão de Rebbe em 1958
Uma menininha chegou em casa com um desenho que tinha feito na sala de aula. Foi dançando até a cozinha, onde sua mãe preparava o jantar.
-Mãe, adivinha só! - gritou, balançando o desenho.
A mãe não levantou a cabeça.
-O que foi? - perguntou, cuidando das panelas.
-Adivinha só! - repetiu a menina, balançando o desenho.
-O quê? - perguntou a mãe, cuidando dos pratos.
-Mãe, você não esta escutando.
-Estou, sim, querida.
-Mãe - disse a menina - você não está escutando com os olhos.
