Lembre se que um dia eu te Amei

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Quando você machuca o coração de uma menina, é como se você afogasse um gatinho.

Privado de uma paixão, o homem ficaria mutilado como se o privassem de um dos sentidos!

Todo grito é um pedido de socorro... inclusive aqueles gritos de quem visa intimidar alguém.

⁠A Arte Secreta de Partir

Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.

Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.

Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.

Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.

Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.

E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.

Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.

Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.

E ser lembrada da melhor forma possível.

Sorrindo.

⁠Nos braços da saudade

Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.

Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.

Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.

O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.

Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.

⁠Cores de um Amor Transbordante

Em terra caída, cai de amores. Feito tela pintada à mão, em tons de azul e rosa, o amor transbordou através dos meus olhos e fez de cais meu coração.

Cada toque da vida, cada nuance do sentimento, pinta no meu peito uma obra única. O amor não se limita a um único traço, ele se espalha, se funde, se torna infinito como a combinação perfeita entre as cores do céu e da terra.

Nas cores que o amor me oferece, vejo a beleza de um coração que se entrega sem medo, que se permite fluir como tinta sobre uma tela que nunca foi tão viva. O que é o amor, senão um retrato de quem somos, pintado com os tons que mais ressoam na alma?

Cada movimento do coração é uma pincelada que a vida faz, e em cada cor, vejo o quanto posso me perder para depois me encontrar.

⁠Deixe Que o Amor Transborde

Deixe que o amor transborde,
como um rio que não tem fim,
pintando a vida de cores
que o coração nunca viu assim.

Deixe que cada gesto seja um traço,
cada palavra, uma cor no ar,
pinte a alma com o abraço
que só o amor sabe entregar.

Não tema as tintas que se espalham,
não tenha medo de se perder,
pois só quando o amor transborda
é que podemos realmente entender.

Deixe que o amor transborde,
sem medo, sem pressa de parar,
ele vai colorir os caminhos,
e ensinar a beleza de amar.

A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não pode obrigá-lo a beber.
(O Fio da Navalha)

W. Somerset Maugham
O Fio da Navalha

Sentada no chão da cozinha,ouvindo Lana Del Rey “ West Coast ” com um cigarro na mão,e milhares de piolas no chão,uma garrafa de Vodka e outra de Whisky,maquiagem escorrida,e suas lagrimas molharam toda a sua roupa,seus pulsos mergulhados em sangue aliviava algo que parecia ser uma dor que nunca acabava.Virou a cabeça pro lado,e viu um retrato,era ela,sorridente em um campo belíssimo,grama verdinha,e um lindo pé de macieira,ela tinha apenas 5 anos na foto,e então ela lembrou do tempo em que era feliz,em que não tinha preocupações,que a única coisa que importava pra ela,era seus estudos,e só fazia brincar e brincar,sem lembrar do ontem nem pensar no amanhã,apenas viver o hoje.

Neste mundo, voce paga um preço todos os dias.
As vezes gasta tudo o que tem.

Você conhece Hitler melhor do que Nietzsche, Napoleão melhor do que Pestalozzi. Um rei significa mais para você do que Sigmund Freud.

Você deve separar-se de um grande amor enquanto ainda não tem razão para separar-se dele. Porque, mais tarde, quando você já tiver uma razão, nem lembranças gostosas restarão desse amor. Quando surge uma razão de separar-se de alguém — ainda que seja uma só razão — a saudade se torna impossível. Não vale a pena correr esse risco.
Portanto, salte profundo — de cabeça, no coração da Surpresa!
Mas você, você tem medo. Você tem medo da Solidão... Você tem medo de ficar sem ninguém. Então, você quer agarrar esse amor como se fosse o último da tua vida. Você, pessimista, acha que não consegue mais arranjar outro igual — nem melhor...
Esse, o teu grande erro.
Teu maior erro.

⁠Por Só Sol

O sol se põe,
mas nunca é só um pôr do sol.
Ele dança na linha do horizonte,
escorrega lento pelo céu,
como quem promete sumir,
mas nunca parte de verdade.

Pisca em tons de ouro,
derrama fogo sobre o mar,
e, num sussurro de luz,
diz que amanhã volta.

Nunca se perde,
nunca se esquece de ser sol.
Brilha onde os olhos não alcançam,
suspira calor em outras terras,
ilumina, mesmo quando não o vemos.

Porque ser sol
é mais que estar à vista—
é existir,
ardendo eterno
em si.

⁠Sem Reembolso

O tempo não espera troco,
não aceita devolução.
Cada segundo gasto
é um passo sem retorno,
um eco que some no vão.

Ou se vive, ou se perde.
Ou se lança ao agora,
ou fica contando migalhas
do que não foi.

A vida não se guarda em bolsos fundos,
não se deixa para depois.
É fogo que pede sopro,
rio que exige corpo,
vento que chama voz.

O relógio não faz acordos,
nem as horas dão desconto.
A urgência é hoje.
O tempo,
esse, já foi.

Medo

O medo é um guardião do desconhecido. Ele segura sua mão no limiar daquilo que você ainda não viveu, como se quisesse te proteger. Mas às vezes, ele protege tanto que te impede de sentir o gosto da vida.

⁠Às vezes, me perco
na imensidão do que sinto.
Há em mim um sentir que transborda,
que atravessa o infinito,
que ecoa em vazios desconhecidos.

Luto para me conquistar,
mas sou terra em tempestade,
vento que se dobra ao tempo
e ainda assim resiste.

Carrego o peso de mil batalhas,
a exaustão de quem sempre luta,
mas também a força de quem,
mesmo em ruínas,
se reconstrói.

As lágrimas caem por um motivo e são sinal de força, não de fraqueza.

O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo
O menino, a toupeira, a raposa e o cavalo. Rio de Janeiro: Sextante, 2020.

⁠Silêncio da Partida: Quando Só Para Mim Tinha Importância


Às vezes, chego a um ponto em que finjo estar tolerando tudo. Tenho preguiça de argumentar, de tentar explicar. Calo-me, mas não engulo. Apenas me preparo para partir. A decisão já está tomada, mesmo que a tristeza ainda me acompanhe. Porque, ao longo do caminho, percebo que aquilo que para mim tinha tanta importância, para o outro não significava nada. E isso dói. A dor não vem do afastamento em si, mas da constatação de que, mesmo quando entregamos o nosso melhor, muitas vezes somos deixados para trás.

A tristeza não é uma fraqueza, mas um reflexo de tudo o que tentamos construir, das esperanças que alimentamos, e das promessas que não se cumpriram. O que resta agora é seguir em frente, mesmo com os olhos ainda voltados para o passado. Porque, mesmo sabendo que só para mim tinha importância, há algo mais forte dentro de mim, algo que me permite seguir. A liberdade vem da escolha de ir, mesmo quando a partida se faz silenciosa, e a dor é uma lembrança do que não foi recíproco.

E, com o tempo, essa dor se transforma. Não mais como um peso, mas como a sabedoria de quem se escolhe, de quem aprende a se dar valor, mesmo que o outro não tenha visto. O fim não é o fim, mas o começo de algo que só a mim importa agora.

⁠O Desejo como Chama que Só Queima pelo Certo

Há um incêndio em mim, queimando lento e constante. Mas não é qualquer toque que aviva essa chama, não é qualquer presença que alimenta esse fogo. O desejo não é só calor no corpo; é fogo na alma. Muitos tentam acender essa chama, mas o vento leva, dispersa. Eu espero por quem saiba se tornar brasa junto comigo, quem compreenda que a intensidade do desejo precisa ser alimentada com a pessoa certa, no momento certo, sem pressa, sem imediatez. Não sou uma chama fácil de acender, mas quando o fogo se inflama, ele consome tudo.

⁠Oceano de Desejo

Meu corpo é maré alta, um oceano que se agita, sempre à espera de algo que o toque, que traga a calma ou o caos. Não são todas as mãos que sabem navegar esse mar profundo. Algumas apenas afundam, outras seguem sem perceber a profundidade. E eu espero por quem tenha coragem de mergulhar, por quem entenda que desejo não é só pele, mas a união de duas almas que se reconhecem no abismo e se elevam juntas, sem medo de se perder, mas prontas para se encontrar.