Lembre se que um dia eu te Amei

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RITUAL


Mente vazia, eu me dou nó
No vidro embaçando, meu nome surgiu
Farol cortando o meu suor
Que a noite inteira me perseguiu


Tô com pressa no peito
Sem lugar pra pousar
A cidade me mastiga
E eu mastigo de volta no olhar
Meu tênis risca o asfalto
Meu sangue quer fugir
Eu carrego esse incêndio
Sem deixar ninguém sentir


Dormir virou ameaça
Meu quarto é uma prisão
A janela tá pedindo
Que eu quebre a direção
Riso curto, dente cerrado
Fome de sair do eixo
Se a rotina vem me cercando
Eu atravesso no peito


Sobe, sobe essa pressão
Eu tô na beira do fim
O torpor vira rotina
E a rua clama por mim
Meu corpo pede a ruptura
Minha alma pede um sinal
Tudo em volta vai gritando
Eu vou quebrar esse ritual


Me salva dessa rua
Me salva dessa peste
Tenho que arder inteiro
Pra não voltar pra rede
Me salva dessa rua
Me solta, eu quero ver
A noite, ela me puxa
E eu não sei mais conter
*(não sei mais conter)*


Tem fumaça nos meus olhos
Tem futuro no calçadão
Cada esquina é um aviso
Cada risco é uma ilusão
Eu não quero uma resposta
Quero vento e cicatriz
Quero a sorte me mordendo
Quando a cidade diz


Sobe, sobe essa pressão
Eu tô na beira do fim
O torpor vira rotina
E a rua clama por mim
Meu corpo pede a ruptura
Minha alma pede um sinal
Tudo em volta vai gritando
Eu vou quebrar esse ritual


Me salva dessa rua
Me salva dessa peste
Tenho que arder inteiro
Pra não voltar pra rede
Me salva dessa rua
Me solta, eu quero ver
A noite, ela me puxa
E eu não sei mais conter
*(não sei mais conter)*


Tira o peso do meu ombro
Deixa eu respirar
Tô cansado de parecer
Que nasci pra aguentar
Se eu cair, eu saio andando
Se eu gritar, deixa ecoar
No final dessa ruína
Eu ainda vou escapar


Me salva dessa rua
Me salva dessa peste
Tenho que arder inteiro
Pra não voltar pra rede
Me solta dessa rua
Me solta, eu quero ver
A noite, ela me puxa
E eu não sei mais conter
*(não sei mais conter)*


Me salva dessa rua
Me salva dessa peste
Tenho que arder inteiro
Pra não voltar pra rede
*(não voltar pra rede)*

Eu Admiro Somente Quem é Decente.

Deixa eu partir


Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?


Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.


Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.


Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.

Caminhada


O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.


Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.


A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.


Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.


Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.

Que eu não me perca
entre a brasa e a bruma,
entre o toque que destrói
e a mão que quer abençoar.

Que eu seja labirinto e mapa,
raiva e silêncio,
pesadelo e oração,
até que a manhã me reconheça
entre os escombros do meu ser.

Não sei se é noite ou tempestade,
se o chão queima ou se sou eu,
ou se o vento carrega minhas mãos,
incapazes de segurar o que foge.

Lá no fundo eu já sabia


Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.


Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.


Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.


Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.

As cem razões para amar lá


Eu poderia listar cem razões para te amar,
mas nenhuma caberia inteira nas palavras.
Te amo no que explico e no que escapa,
no que fica e no que insiste em ir.


Te amar é perceber que o mundo silencia
quando tua presença atravessa o dia.
É encontrar sentido no simples,
como se tudo ganhasse outro nome.


Há razões que nascem do teu riso,
outras do silêncio que me entende.
Algumas vêm da calma,
outras da saudade que você deixa.


E quando as razões acabam, eu continuo.
Porque amor não é conta exata,
é escolha diária,
é ficar
— mesmo quando não há mais porquê.

Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.


Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.


Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.


E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”

Que seja só 1% —
eu coloco nele toda
a coragem que me resta.
Porque às vezes o amor não nasce da certeza, nasce do salto que a gente dá mesmo tremendo.


Os 99% são medo, eu sei.
Medo do silêncio depois da pergunta, do olhar que não fica,
da resposta que desmonta o coração.


Mas esse 1%
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
É o instante em que penso em você
e tudo dentro de mim decide tentar.


Se eu for rejeitado por você, vou seguir a minha vida sem você — mesmo que os 99% já tenham tomado conta de quem eu sou.”

⁠No fundo, talvez eu só esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilíbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo “tô bem”,
não porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui —
e isso, por enquanto, é o que consigo ser.

Eu digo que tô bem
como quem fecha a porta devagar.


Por dentro,
tudo faz barulho.


Não é dor,
é cansaço de existir acesa.


Queria um lugar sem nome,
onde eu pudesse cair
sem ninguém me pedir força.


Se eu ficar em silêncio,
talvez eu me encontre.

Eu vivo no improviso
mas meu coração rima sem querer Entre notas e versos.
Me encontro de novo, como quem volta pra casa sem perceber.


Sou apaixonado pela música que cura, pela poesia romântica que acende o peito , conto histórias vivendo sentimentos, e no silêncio mais fundo encontro meu jeito.


Tudo o que toco vira verso, tudo o que sinto vira canção. Sou feito de melodias e memórias de saudade, amor e inspiração.

Nos nossos sonhos,
Eu te encontro em cada batida,
Em cada suspiro que o vento sussurra em segredo,
E mesmo acordado,
Levo contigo cada fragmento,
Porque amar-te é atravessar sonhos e torná-los vida.

Sou ou Me Tornei em Você?


Fiquei pensando em nós,
e uma pergunta repousou no meu peito: eu sou assim…
ou me tornei quando te encontrei?


Sou silêncio,
ou foi em teus braços que aprendi a descansar?
Sou frio, ou teu calor me ensinou a não queimar por dentro?


Gosto de ficar só,
ou foi contigo que a solidão
perdeu o nome?
Sou difícil de amar,
ou só esperava alguém que tivesse paciência com minhas dores?


Sou calado,
ou é que tua presença fala por mim?
Sou forte, ou sobrevivi até te encontrar?


Sou inteiro,
ou você recolheu os pedaços que deixaram pelo caminho?
Sou amor, ou fui aprendendo a amar do jeito que você me olhou?


Talvez eu não seja perfeito,
talvez traga marcas demais…
mas se hoje sorrio com menos medo, é porque teu amor
não me moldou —
me acolheu.


E se alguém perguntar quem eu sou,
talvez eu responda baixinho:
sou quem fui…
mais quem me tornei
quando você ficou.

Na infância, teu nome era refúgio
e o amor morava nos gestos simples.
Eu te amava sem promessas,
como quem ama sem medo do fim.




As memórias ficaram espalhadas em mim,
no cheiro do tempo, nas músicas antigas.
Teu riso ainda atravessa meus dias,
mesmo quando a saudade insiste em doer.




Nesta última carta, confesso o que calei:
que nunca parti por falta de amor.
Parti porque amar também cansa,
quando só um coração insiste.




Infelizmente, o tempo não volta
e nós viramos lembrança.
Mas se um dia pensar em mim,
saiba: eu te amei inteiro, até o fim.

Você foi a flecha,
eu nem sabia que era alvo,
mas quando teu amor veio,
meu coração já estava marcado.


Não foi acaso nem impulso,
foi mira firme, foi intenção,
me atravessou com cuidado
sem destruir meu coração.


Teu olhar fez a promessa
antes mesmo da palavra sair:
“não vim pra ferir teus medos,
vim pra ficar aqui”.


E desde então carrego em mim
essa marca que não se apaga,
não sangra dor, sangra amor,
é ferida que nunca se fecha.


Se eu sou o alvo, eu aceito,
se você é a flecha, eu confio.
Que a promessa seja eterna
no ponto exato onde você me atingiu.

Antes do olhar ( era você )


Quero sonhar com você quando eu dormir, porque acordado o coração já não se contém.
Acho que já te conheci antes,
quando te encontrei num lugar
de onde não se esquece um olhar.
Teu rosto me era familiar,
e minha alma nunca duvidou
que era você.


Você tem ideia do efeito que causa em mim?
É como se o silêncio dissesse teu nome, como se cada detalhe teu
desarmasse minhas defesas
sem pedir permissão.


Você chega sem pressa
e fica sem prometer,
mas muda tudo.
E eu, que nem planejava amar,
me vejo esperando você
até nos meus sonhos.

“O Amor Que Restou”


Disseram-me: o que é o amor para ti?
E eu fiquei sem resposta,
perdido em lembranças,
pois amei demais e cada gesto,
cada toque,
se tornou ferida aberta no peito.


Ela respondeu com a frieza
de quem se protege:
o amor não existe,
é ilusão, só sabe ferir.
E naquele instante, eu senti o eco
de todos os abraços que não me salvaram.


Ainda assim,
há uma chama teimosa,
que insiste em buscar calor
no que resta de ternura.
Mesmo sabendo das dores,
eu ainda tento
entender o que é amar,
mesmo que seja sofrer.


E se amar é ilusão,
que seja minha ilusão,
pois cada lágrima derramada
tem perfume de você.
Mesmo ferido,
mesmo quebrado,
eu guardo a esperança
silenciosa de um amor
que não dói só na lembrança.