Ledo Ivo poemas
Ditos populares, existe vida após a morte, mas alguém já conseguiu ter um vida após uma vida? O ser humano quando encontra uma pessoa com vida, muda sua vida, pois o que rege o ser humano, além de mudar é amar. Assim é com aqueles que depois de certa idade acha que nunca vão amar, mas se um dia você achar uma vida, em vida que te promova amor, você verás que sua vida vale mais apena agora. Permita-se amar, a vida que chegar na sua vida, precisa te dar vida. Eu achei a minha vida. Como sei? Pois agora estou amando.
relacionamento para se manter de pé, ou perdurar é necessário que ambos queiram, ambos lutem, mas principalmente que ambos tenha o amor na mesma intensidade, pois nas dificuldades.vemos se existe amor de palavras ou atitudes. Quem fica é porquê de verdade ama, pois como dito nas escrituras: O amor é paciente, tudo sofre, tudo que crê , tudo espera, tudo suporta, o amor jamais acaba.
Um conto de outras primaveras passadas. Como era....
As moças de famílias com mais recursos financeiros, tinham que namorar os rapazes que fossem da mesma estirpe, ou que tivessem um bom emprego, de preferência em algum banco,. se fosse no banco do Brasil, melhor ainda. O pretendente que não se enquadrasse nos requisitos exigidos pela família da moça, só podia namorar "escondido." A moça que namorava "escondido", para ir ao cinema, tinha que sempre estar acompanhada com alguma amiga, ou com os pais, mas nunca sozinha.. O mancebo atrevido e sem os requisitos necessários, ficava por ali , na espera, na ante sala do cinema. Quando começava o filme, ele, na penumbra, saia procurando a moça. Vez ou outra,depois de estar sentado e curtindo a namorada, acontecia algum problema com o filme e as luzes se acendiam, era hora de se levantar e sair, deixando a moça sozinha. Assim que resolviam o problema com a fita, apagavam se as luzes, voltava o rapaz novamente a se sentar ao lado da namorada. Quando terminava o filme, aliás, antes do fim, o namorado já tinha que ir saindo, deixando a namorada sozinha. Normalmente alguns pais ficavam esperando a filha na saída do cinema, ou então, ela ia para casa acompanhada de alguma amiga, mas nunca com o mancebo. Os encontros extras, ou seja, fora da sala do cinema, eram sempre furtivos e rápidos. Quando os pais da moça descobriam aquele namoro, vinha o desfecho sempre com o argumento de que eles não haviam criado uma filha para aquele tipo de rapaz. Fim do idílio. Ivo
O valor de um homem não se mede pelo que ele possui ou pelo que ele sabe, mas sim pela maneira como compartilha o que tem e o que sabe.
Se você for um gênio solitário, misantropo e desconhecido; se jamais divulga o que sabe e ninguém tem conhecimento de quem você realmente é ou do que faz, então, o seu valor social passa a ser igual ao do mais comum dos homens.
" O ser humano não nasceu para se adaptar mas só sobrevive aquele que se adapta às intempéries da
da natureza"
Pensar e raciocinar não são a mesma coisa. Pensar não exige esforço nem método. Raciocinar exige esforço, método, crítica e autocrítica.
Por todas as vezes que eu disse: te amo, tenho certeza que não foram suficientes, ainda. Há quarenta e cinco anos eu te perguntei -"Quer namorar comigo? (naquela época era assim que as pessoas agiam), até hoje você continua dizendo que sim. Você é parte da minha alma.
Te amo.
ma vez, mês de junho, dia bem frio, eu e mais dois meninos, pegamos uma lata vazia, colocamos estopa embebecida em óleo diesel, (dois deles trabalhavam na oficina mecênica e eu no auto peças) e fizemos um fogueira para esquentar do frio, que estava bravo. Naquela época, a roupa era bem simples, Normalmente a gente usava um calção de elástico,uma camiseta e uma blusa de flanela, que nossas mães mesmo faziam. Descalços e da canelas cinzentas. Estávamos por ali, com frio, mas dando risadas, se divertindo, quando chegou um menino, filho do dono, com uma roupa totalmente diferenciada da nossa. Estava de luvas, uma bota, gorro na cabeça e um cassaco, azul. Ele olhou pra nós, riu da nossa situação e perguntou: --Vocês não te roupa de lã, não? Lã? Que que isso? .Ele permaneceu um tempo, ali, tentando se entrosar, mas ele só tinha a roupa de lã.ele não era igual a gente, jamais seria. /i
"Se não houver política e religião, como os insanos e iníquos poderiam viver como seres humanos "
IvoElétricPower.
Cuidado que até sisco no olho te impedi de focar nos alvos que ti faram subir e pessoas vixe... confiança em poucas pessoas, que até no escuro tua sobra te abandona... Mas Deus Levanta pequenos Guerreiros para grandes batalhas🙏
algumas das minhas lembranças viraram contos e saíram por aí, contando suas proezas. já outras, enclausuradas, se escodem no infinito das minhas memórias. feridas de lutas desiguais, se acovardaram, ficando em silêncio, agarradas umas às outras como se defendendo das coisas ilusórias que sofreram..//i
cuidado viu nem todo abraço é verdadeiro nem todo palhaço é feliz Através do seu sorriso contém dores&angústia!
Às vezes se faz necessário que sigamos em frente, todavia é também prudente que não feche a porta para sempre — porque você pode precisar voltar!
O carroção e a bicicleta.
Meu pai, na década de quarenta, foi carroceiro. Trabalhava numa fazenda, aí em Santa Mariana. O serviço dele, conforme ele nos contava, consistia no transporte de cereais de Santa Mariana para Cornélio Procópio ou vice versa. A carroça ou carroção era tracionado por seis burros. Todos com nome. Muitos anos passados ele guardava o nome de cada um deles, Aquilo era um trabalho bastante pesado. Como ele dizia, cada "viagem" era uma aventura. Ele conduzia aqueles animais com um chicote que, dizia ele, tinha uns quatro metros de comprimento. Detalhe, estalava sempre próximo do animal, que respondia com mais força no trabalho. Ele nunca judiava dos animais.Uma vez, conforme a história dele, choveu o dia todo. A estrada praticamente deixou de existir, estava intransitável. A carroça já tinha atolado várias vezes, e como estava bem carregada de sacaria, chegava a encostar o eixo no chão. Naquela lida, barro, chuva,frio, trovões e raios, que não paravam, os animais já ofegantes, cansados e como dizia ele:. bufando fumaça, continuavam tentando tirar a carroça do atoleiro. Foi quando ele começou a escutar um barulho de alguém andando de bicicleta e o barulho foi chegando,mas dado a escuridão, um breu,dizia ele, nada se via, mas o barulho foi aumentando,e Quanto mais próximo, mais os animais ficavam inquietos e até zurravam, De repente um raio muito forte clareou grande parte do local onde ele estava e ele pode ver a bicicleta passando ao lado dele, normalmente, no barro e sobre ela um vulto todo de branco com umas luzinhas no lugar dos olhos. Bem difícil de pegar no sono,depois que ele contava essa história. Vai saber!
Um doce de vó.
Minha vó morava perto do campo de futebol. Era comum, depois de brincarmos no campo que ficava no local onde é o colégio hoje, passar na casa dela. Uma vez, eu e mais um amigo, achamos uma bola de capotão furada e com o couro bem desgastado. Demoramos um tempão para arrumá-la e poder brincar. Fomos, então, até a casa da minha vó, onde existia um quintal bastante grande. Marcamos o gol com nossas camisetas e começamos a "chute em gol". Bate três e depois troca o batedor. Na troca de jogador, minha vó apareceu no nosso campinho com uma faca nas mãos, pegou a bola e furou umas dez vezes a coitadinha., sem antes dar uns cloques na minha cabeça com seus dedos duros. . Acabou com a festa. Passados uns dias eu encontrei a bola que ela havia"matado". Estava jogada debaixo do assoalho da casa dela. Ressuscitei aquele pedaço de couro..Chamei meu amigo, de "bater falta", fizemos um enxerto, agora com areia,e a colocávamos num ponto estratégico da rua, onde existia mais alguns meninos e fingíamos que estávamos jogando. Logo aparecia alguém querendo mostrar suas habilidades em "faltas" e chutava a bola. Aquilo era tudo que queríamos, nós e os outros meninos que já conheciam aquela brincadeira. Um dia, um menino bem maior do que nós, depois de quase torcer o pé, deus uns tapas nos menores, incluindo ali, eu e meu amigo batedor de faltas, pior, ainda levou nossa bola de areia embora. /i
