Larissa Amiga Irma Saudades
O passado é como uma mão cheia de poeira, que passa pelos seus dedos, desaparecendo pouco a pouco. Eu queria, por um dia, poder voltar atrás. Em outra vida, eu faria as coisas de outra forma.
Eu sei que eu tenho um coração inconstante e uma amargura,
E um olho errante e um peso em minha cabeça.
Eu posso dizer pelos seus olhos
Que você provavelmente esteve sempre chorando
E as estrelas no céu não significam nada
Para você, elas são um espelho (...)
"Ela fez o impossível. Muitas vezes. Por tempo demais. Mas era insuportável continuar. Então ela esboçou um sorriso de lágrimas nos olhos e pensou nele, enquanto a solidão pesava e a saudade lhe acarinhava o rosto que humedecia."
"As coisas más acontecem. (...) Ninguém está livre da dor. Ninguém está livre dos contratempos. Sofrer é o único direito verdadeiramente universal."
"Sim... sou louca! Sou louca porque as pessoas enlouquecem no amor que queima as veias. As pessoas são loucas... ri-te. Ri-te delas e da loucura que é abrir o coração para deixar alguém entrar."
"Mesmo que a minha alma não retorne. Mesmo que a minha vida seja uma morte acordada. Mesmo assim, ainda quero saber que, algures, seja onde for, seja com quem for, tu és feliz."
Às vezes eu pareço estar perdido em um mundo que não faz sentido, como se estivesse flutuando por ai em outra dimensão.
Os lábios dele estão saltando mel
Mas ele te picará como uma abelha
Então, tranque todo seu amor
Vá e jogue fora a chave.
"É a loucura dos tempos. Tu sorris e o meu mundo sorri contigo. Destróis as muralhas em meu redor. Dilaceras os meus exércitos. Condenas-me. E és tudo o que preciso para saber que a vida vale a pena."
"A memória deu-lhe a mão, limpou-lhe as lágrimas, arrancou-lhe um sorriso e sorriu também. Depois, qual amantes, deixaram a sala deserta."
E quando eu pensei em desistir de nós
Você se virou e me deu um último toque
Que fez tudo parecer melhor
E, ainda assim, meus olhos ficaram mais úmidos
Tão confusa, quero te perguntar se você me ama
Mas não quero parecer tão fraca
Talvez eu esteja tendo um sonho californiano (...)
"Há rumores pela cidade. Sopram na voz do vento e entranham-se na pele das pessoas que passam na rua. Dizem que apagaram o brilho dos teus olhos."
Teu corpo tem o cheiro do meu, quando a gente dorme.
Os teus olhos são da cor dos meus pensamentos e eu pintei os meus, só pra serem da tua cor preferida.
Você rouba todas as minhas frases enquanto eu roubo você inteiro.
Você trapaceia, eu percebo.
Eu invento qualquer motivo pra te ver, te sentir, te respirar. Você me abraça e pergunta quem me criou assim… Mas, na real, foi você quem nasceu pra me mimar.
Eu te dou um tapa na testa, você finge que luta de verdade comigo até eu achar que tô ganhando, mas a gente já sabe que eu sempre perco, no final.
Perco os sentidos, os pudores, os medos. Me perco em você.
Eu quero brigar pra você me calar com um beijo, quero gritar pros teus braços me segurarem forte. Eu quero lançar meu corpo pra fora da sacada, só pra ver os teus olhos abrirem incrédulos e me dizerem pra não brincar assim.
Mais tarde a gente liga a TV, assiste alguma coisa sangrenta e come pipoca com manteiga.
Bebendo do mesmo copo, sempre.
Corpo colado no corpo presente.
E aí você já sabe o que eu quero, e como eu te espero, pronta. Já sabe onde, como, quanto e… É.
A gente é aquela história de filme, aproveitando um dia de cada vez do nosso “felizes pra sempre”. A gente é aquela música linda que você queria ter feito pra mim e o poema que eu deveria ter escrito pra você.
A gente tem aquele ar de “dois contra o mundo” e no fim, qual a graça do que é fácil?
É que eu passaria por cima de qualquer coisa pra ver o teu olhar, que é o mesmo da primeira vez que nos vimos, de novo.
Daí você pode me fazer alguma coisa pra comer e eu faço a cama com o cobertor mais caído pro teu lado, pra não te deixar sem ele quando você me empurrar, com aquela desculpa linda de “tô indo ficar perto de você”.
E eu vou sonhar os teus sonhos.
E você vai me prender nos teus olhos-meio-abertos.
E eu vou te soltar no meu coração-meio-fechado.
E a gente vai viver assim, até amanhã.
E depois.
E depois.
E depois… Até eu ir pro céu e ficar te esperando por lá.
Daí a gente faz tudo de novo, só que dessa vez - literalmente - nas nuvens.
Pra viagem.
Então eu perdi os sentidos mais uma vez, quando você me disse pra puxar com força e prender o ar nos pulmões, como quem prende um amor.
Perdi o timing pra dizer que subiu, lá pros meus pensamentos, o teu cheiro de poeira nova, bem daquelas que, chatas, cobrem a mobília e tudo o que mais estiver aberto em nós.
Deve ter sido assim que você cobriu meus olhos, dançou no ar até preencher meu coração, e escapou dos meus lábios feito as palavras turvas, embrulhadas na fumaça envergonhada, que eu acabei por dizer baixo demais.
Eu posso repeti-las agora, se você preferir, pra não te deixar esquecer que foi no teu colo que eu me deixei pra trás. Posso repetir pra te lembrar, e pra você gravar, moreno, que é no teu caminhar que eu faço os meus passos.
Eu sei que você já não me espera na entrada ; sei que não me procura na saída e nem nada… Mas fica pra escutar o que o teu sorriso torto fez em mim.
E senta daquele jeito, meio solto, me mostra o teu olhar de quase-louco, me manda embora daqui.
Diz que não me quer porque me quer demais, me deixa vestir a tua marra de “eu-sou-mais”, me chama com o corpo só pra eu dizer que pode, assim…
Você vai dizer, de novo, que não veio pra jogar o meu jogo. E cê já sabe bem o que eu vou dizer, criança, com você não tem jogo nenhum…
Então fecha os teus olhos pra fugir dos meus, enquanto me chama pra ir ali fazer mais um…
E me esquece.
Mas vê se me esquece de vez que eu já não te aguento mais.
Não aguento teu jeito vazio de viver sempre cheio, teu jeito sério de não ser sério at all, tua mania insuportável de limpar os vestígios de solidão e a recíproca verdadeira: Essa mania que a solidão tem de te deixar limpo, só com marcas de ninguém.
Eu to te soltando com a fumaça essa noite, moreno, porque eu te quero no pacote pra viagem.
Entende, te mastigar agora não vai me fazer bem.
Decidi que ia completar o meu dia com outros olhares.
A verdade é que eu queria - ou melhor: precisava - encarar olhos que não fossem os seus, pra espantar os pensamentos que acordaram comigo nessa manhã.
Precisava gritar pro sol me devolver um brilho que não sufocasse, mas o que sobrou em mim foi a luz do teu sorriso procurando o meu, num escuro que tornava ainda mais clara essa vontade.
Então, hoje, eu me dei folga do papel e da caneta pra fugir de te encontrar perdida nas linhas que vazam das minhas mãos ou nas palavras que se pintam, assim, de meio-suas, e me entregam num verso só.
Entregam essa falta que você faz nos meus lábios e o silêncio que deixou no meu corpo.
Tô me perguntando, ainda, onde foi que você me prendeu.
Qual bordado da minha roupa que enroscou na tua alma, pra me desassossegar assim?
Largou um pedaço comigo, levou um pouquinho de mim.
É engraçado como, quando a gente vive uma festa, todo mundo dança junto. A questão é que, quando disseram que “pra saber quantos amigos você tem, você deve ficar doente”, eles estavam falando a verdade.
Chegou a vez da música triste, do open bar de lágrimas e guess what?
Pobre de mim, conto nos dedos quem me tirou pra dançar.
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