Lamento pela Morte de um Ente Querido

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A civilização é um baile de máscaras onde o primeiro a mostrar o rosto é devorado pelos convidados.

Muitos veem o fim como destruição; o humanista vê um convite para viver cada instante como uma criação.

Amar é um ato de rebeldia contra o vazio, uma afirmação de que importamos uns para os outros.

O ateísmo devora deuses como um lobo faminto rasga carne podre, deixando apenas ossos para os tolos que ainda uivam preces vazias.

O tempo devora momentos como um predador insaciável, deixando esqueletos de memórias que rangem nos ventos do esquecimento eterno.

O sujeito nunca escreveu um livro, nunca resolveu uma equação que não viesse com gabarito, jamais fez uma descoberta filosófica ou científica digna de nota, não produziu uma obra artística sequer, mas anda por aí pavoneando o resultado de um teste de QI como se fosse um prêmio Nobel emoldurado. É o triunfo do potencial não realizado elevado à categoria de identidade: zero obras, zero feitos, zero contribuições, mas um número decorado para compensar o vazio. Um gênio em estado puramente imaginário, cuja maior realização foi preencher um formulário online e sair se sentindo um titã do pensamento.

Se o amor requer provas, o amor ao desconhecido é apenas um estelionato emocional.

Transformar o afeto em um dever é assassinar a espontaneidade do espírito.

O verdadeiro amor é um privilégio conquistado, não um direito distribuído.

A filosofia não é um acúmulo de respostas, mas uma metodologia viva: um modo rigoroso de pensar que transforma perguntas em caminhos e o pensamento em criação de sentido.

Deus não é ausente, só terceirizou a criação para um estagiário cósmico mal remunerado.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Deus é um roteirista preguiçoso: repete tragédias, recicla vilões e chama isso de “plano perfeito”.

Deus é um gerente cósmico incompetente: cria o caos, culpa os funcionários e se declara perfeito.

Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.

Quando a dívida de um pobre vale mais que sua moradia, a "propriedade privada" deixa de ser um direito e passa a ser um mito!

Um ser imortal não pode se sacrificar de verdade: quem pode morrer infinitas vezes nunca perde a vida, logo, Jesus nunca se sacrificou pela humanidade!

Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.

Para um crente, deus é verdade; Nietzsche absorveu esse preconceito religioso, pois ele sempre afirmou que a morte de deus é a morte da verdade

Deus não dá necessariamente valor intrínseco ou propósito à vida. Será deus um niilista? Se deus existe, a existência continua sem um sentido, pois qual é o sentido da existência divina? Se é deus quem escolhe o seu propósito, se deus dá sentido a si mesmo, então os humanos podem fazer o mesmo e não precisam servir aos desejos da divindade. Então a solução é que sejamos todos deuses, escolhendo nossos próprios destinos.