Lamento pela Morte de um Ente Querido
Carta de um amor
Jaz um sentimento no que se punha toda verdade em forma de emoções e atos; e os transmitia em palavras de gratidão e zelo então. O sentir era transcrito das mais diversas maneiras de afagar o coração.
Ao fechar os olhos, seu sorriso involuntário traduzia um carinho na alma resgatado por uma lembrança inefável.
O sinônimo rodeava seu corpo nas mais diversas cores e sensações; e de dentro de uma ostra nascia a mais bela das ilusões.
Jaz um envolvimento no qual o egoísmo não conjugava verbo algum. Desmedido, solto, livre! Em suas asas continha um porção extra de um mágico antídoto, que destilado na ponta da língua através de um doce beijo, paralisava toda a terra em seu redor. A dor como um ato de amor tinha seu papel em sua melhor transcrição sentida; era a saudade desmedida, que em suas visitas com sua partida, a conhecia salteado e de cor.
Dizem que existiu, que quem o sentiu teve sorte, quem viveu teve em suas mãos o mais precioso bem já sentido e tocado. Que tinha o poder de transformar todo o planeta em um único ponto, onde o pensamento faz morada.
Jaz a necessidade de amar, o desejo de afagar e indistintamente transformar o sentir no mais nobre sentimento já permitido e jamais compreendido.
Amor de céu, amor de terra, amor de fogo, amor de mar, amor de amar.
Amor de se envolver sem medo, amor de cultivar desejos, amor de banhar a alma, amor de se entregar.
Jaz amor, aqui o amor, já sentido em sua mais forte e única verdadeira forma de estar. Jaz, o amar.
É de um amor inigualável, quando o peso nos ombros passa a ser reflexo de uma luta constante dentro de si. Quando os farrapos humanos são enxergados como motivos para continuar andando. E mesmo sem acreditar, com os os olhos inchados pela mágoa da egocentricidade alheia, seguimos em frente. O amor talvez seja isso: um sentimento totalmente desprovido de culpas, rumores, observações e despido de frustrações banais. Sua essência está nas entrelinhas, no recomeçar, na vida.
Ah, braços!
E como é tudo um abraço seu.
sinto que ele é tão meu naquele momento.
E a minha pouca altura me permite dependurar.
O Efêmero Retrato da Existência.
A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.
A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.
O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.
A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.
O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.
O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão
Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível
Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.
Eu me tornei um amante do flerte, amante da sedução — dessa possibilidade de existir, mesmo que não exista.
Cumplicidade, respeito, reciprocidade.
Um verso, um riso, uma canção.
Seus olhos, seu jeito, sua verdade
Você – Eu . Nossas mãos.
Lene Dantas.
Cada pessoa tem seus medos, suas verdades. Cada um sabe onde doí pisar. A vida é uma constante descoberta, temos que estar abertos para o novo, para as surpresas que ele nos prepara. Sabendo que, seja o que for, vai levar e deixar algo em nós.
Mas não podemos é deixar as oportunidades passarem por nós sem a apreciarmos. Nenhum caminho é totalmente sem graça, tudo tem magia, tudo tem seu por quê. Se ficarmos analisando a dificuldade, se a buscarmos e alimentarmos, ela ganhará força. Seja mais forte do que ela, seja mais forte do que seus medos, seja mais forte. Você é um ser iluminado e merece toda a alegria. Desprenda-se do que te limita e siga onde o horizonte é mais azul, onde as flores tem mais cores. Encontre este lugar que é seu.
Não trace fronteiras entre o agora e o depois; faça de cada sopro um renascer, e do horizonte, um eterno ponto de partida.
Vi um lugar que todo mundo é feliz, tatuagens eram a única cicatriz — um lugar onde não existia fim.
Um dia a cortina se fecha para todos, brilhe enquanto estiver no palco, mesmo que tenha apenas um espectador.
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