Lamento pela Morte de um Ente Querido
O ABRAÇO QUE É TODO SEU.
BY: Harley Kernner
Te abraçar… é como se eu me embrulhasse inteiro, e fizesse de mim um presente só para você.
É o momento em que capricho em ser seu,
todo seu — sem sobrar nada de mim para o mundo.
Esse abraço não é sobre mim,
não é o meu desejo que nele mora.
É sobre você: sobre como você me acolhe, me segura, me conforta quando estou à sua frente
e me sinto esmagado… mas esmagado de carinho.
Talvez, para você, seja também igualdade:
um dar e receber que se encontram no mesmo ponto.
Mas uma coisa eu sei, e ninguém me faz mudar de ideia: ninguém, em toda a minha vida, me abraçou como você.
Ele muda o rumo das nossas respirações,
desliza devagar, bem de leve, pelo pescoço,
e termina com um friozinho bom na barriga,
daqueles que a gente nunca quer que passe.
Começa com uma aflição doce, saudável,
como quem tem pressa de estar mais perto,
mas logo vamos devagarinho…
suspirando pouco a pouco,
num ritmo que é nosso só:
compassado, sereno, harmonioso,
até que a nossa respiração se acalma,
e vira uma só, dentro do mesmo abraço.
Te abraçar foi para mim,
mais do que uma experiência,
foi como viajar dentro da sua alma,
de mãos dadas com o seu coração.
Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
A NOITE ME ENSINOU TE AMAR NO SILÊNCIO.
BY: Harley Kernner
A noite me ensinou a te amar no silêncio,
pois na calada dela não existe risco de rejeição.
E quando a solidão desce com a escuridão,
é nela que aprendi a te amar só minha —
inteiramente minha, e de mais ninguém.
A noite me ensinou a te amar na distância,
porque é ela que cobre o espaço entre nós
e protege meu coração de toda a dor.
Aprendi a te beijar pelo vento frio da madrugadas, onde minhas lágrimas molham nossos lábios.
Vento frio que passa leve entre as árvores,
muito mais suave do que meus lábios cheios de desejo.
E foi nessas noites que descobri o melhor jeito de te ter, mesmo sozinho ainda que venho a morrer.
Aprendi a te abraçando forte dentro dos meus sonhos, onde o tempo não corre, onde nada muda,
e onde você, meu amor, nunca, nunca vai embora.
E quando o sol finalmente rasgar o céu,
e a luz nos obrigar a abrir os olhos para a verdade,
não olhe para trás, nem pare para ver o meu chão desabar.
Vá devagar, mas vá…
Deixo com você o melhor de mim,
levo comigo tudo o que você me ensinou a ser.
Não foi ódio que nos separou, foi só o tempo,
e isso nos deixa em paz, mesmo com o coração partido.
A manhã quando o sol finalmente rasgar o céu,
e a luz nos convidar a abrir os olhos para a verdade, não olhe para o lado, nem pense em se afastar…venha devagar, mas venha.
Guardo com você o melhor de mim,
e levo comigo tudo o que você me ensinou a ser.
Não foi o tempo que nos separou, foi ele que nos uniu,
e isso nos deixa em paz, com o coração inteiro.
Abro a porta sem barulho, para deixar entrar a saudade boa,
e fico aqui esperando, ouvindo o som dos seus passos se aproximando.
Na noite passada foi o nosso jeito bonito de selar o que é nosso: amando até o último segundo, para que a nossa história nunca termine, não com um ponto final, mas com continuidade…daquilo que somos, e que para sempre seremos.
Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
POR QUE ESCREVO!
BY: Harley Kernner
Escrevo porque trago em mim o DNA do maior e eterno poeta, dono da minha alma.
Escrevo porque nasci para divulgar o amor e para amar, ainda que não seja correspondido.
A razão de tantas orações poéticas existirem é que, por muitas noites, o amor dormiu ao meu lado.
Escrevo porque um dia o ladrão de sonhos roubou o meu amor.
Escrevo também por gratidão: pois Deus é especialista em ressuscitar sonhos.
Disseram que a alma de um poeta é um universo sensível:
que sente o que os olhos não veem, que escuta o silêncio,
que transforma dor, amor e sonho em versos que tocam o coração.
É verdade. Mas não é uma escolha é um resultado.
É o fruto da dor que também gera amor.
Aprendi com Jesus: quando esteve na cruz, ferido pela raiva e pelo rancor da multidão,
nos entregou uma das poesias mais lindas da humanidade:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
Mesmo desprezado, escreveu com sangue o maior verso de compaixão e misericórdia que o mundo já conheceu.
Eu aprendi com Ele.
Minhas lágrimas não caem à toa; minhas dores não são desperdício.
Elas se transformam em poesias e crônicas:
são sementes que choram na terra, são noites de sonhos que pareciam perdidos.
E toda semente que chora, um dia floresce em felicidade.
Por isso escrevo:
para eternizar o que seria passageiro,
para mostrar beleza no que é simples,
para lembrar que da cruz também brota vida.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
QUER SABER MAIS SOBRE MIM.
BY: Harley Kernner
Quer saber mais sobre mim?
Vamos, que no caminho te conto…
não guardo segredos trancados,
nem escondo o que é meu, nem o que eu ponho
de mais verdadeiro em cada passo.
Vou te falar da minha história,
de ser homem simples, de pele negra,
que cresceu com pouco, mas com muita glória
em ter o coração maior que a própria terra.
Te conto dos meus erros, dos meus defeitos,
de quando acharam que eu não valia nada,
disseram que eu não tinha beleza, nem jeito,
que era só um “calo no pé”, uma estrada cansada.
Mas te mostro também o que poucos viram:
o amor que carrego, raro e profundo,
que muitos bonitos e ricos não sentiram,
amor que eu dou, sem pedir nada ao mundo.
Falo das cinco vezes que amei de verdade,
de como me entreguei, sem medo, sem fim,
mesmo que só uma, com toda a sinceridade,
tenha me amado como eu merecia, para mim.
Te conto da poesia que é a minha vida,
das noites que me ensinaram a amar em silêncio,
de como a dor também foi minha amiga,
e como eu transformo saudade em começo.
Vou te mostrar que eu sou feito de tudo:
de choro, de riso, de fé e de calma,
não sou perfeito, nem nunca fui mudo,
mas tenho amor que cabe o mundo na alma.
Quer saber mais? Então vem comigo,
que a minha história é longa e tem cor…
sou apenas um homem, seu amigo,
que viveu para aprender o que é o amor.
Harley Kernner
VIDA E LINGUAGEM DO BEIJO
By: Harley Kernner
Na minha arquitetura de poesias, trago à tona a vida que habita os meus sonhos e devaneios. Nessa arte que é escrever, misturo elementos rústicos a outros estilos, o moderno, o clássico para construir um equilíbrio visual e um universo único, capaz de emocionar o próprio coração que o cria.
E hoje, me emocionei ao sentir saudade dos beijos que me fizeram viver.
O beijo é algo que possui alma e vida própria, movido por sentimentos que transcendem qualquer matéria. É uma expressão profunda de afeto e conexão, símbolo de amor, desejo ou amizade. Carrega em si a força de transmitir emoções intensas da paixão avassaladora à mais doce intimidade e tem o poder de criar memórias que nunca se apagam. Eis a razão dessa saudade que hoje me visita!
A emoção de um beijo nos conduz a um estado de vulnerabilidade e entrega, fortalecendo os laços que nos unem e, por vezes, revelando verdades que nenhuma palavra, verbo ou idioma seria capaz de traduzir.
Até onde nos levará essa emoção, que não obedece a limites nem sinais? Creio que depende sempre da relação e do momento. Porque quando o beijo nasce de sentimentos verdadeiros e recíprocos, ele ganha vida. Nesse instante de encontro, transcende o simples toque físico e se transforma numa experiência que vai muito além da matéria: é como se ele carregasse uma energia capaz de despertar o que há de mais profundo em nós, alinhando o que sentimos por dentro com o que expressamos por fora.
O beijo torna-se, então, um portal para os sonhos. Ao tocar os lábios de quem amamos, somos transportados a um espaço onde o tempo parece parar, e cada sensação se amplia, tornando-se mais viva. É como se, por um breve momento, pudéssemos tocar o infinito, navegando entre o que é real e as fantasias que guardamos no peito.
Essa fusão de sentimentos nos leva a uma realidade paralela, onde nossos desejos mais íntimos e a beleza de compartilhar o amor nos elevam a um estado de puro êxtase.
Sinto como se o beijo, por si só, também sonhasse e falasse juntamente conosco — moldando nossos desejos, alimentando nossas esperanças e desenhando dias felizes onde o amor é a única lei.
Harley Kernner
Narrador, “Personagem”, “Onisciente”
De Sua Própria Vida
Escritor Particular no Anonimato
POESIA
ORAÇÕES NO DESERTO.
BY: Harley Kernner
Três décadas de uma história sólida,
de um amor que desenhamos para ser eterno.
Então, os desvios humanos mudaram o roteiro.
Uma espécie de loucura sutil, fantasiada de razão, fraturou a nossa maturidade.
Escolhas erradas, que pareciam saídas abriram um portal inesperado, arremessando-me na vastidão de um deserto.
Houve dias em que o céu se recusou a falar, e o tempo parecia estagnado.
Foi nesse vazio que aprendi a decifrar o teu silêncio a casa do oleiro.
Muitas vezes orei sem palavras;
meu pranto misturou-se ao calor da areia quente, molhando assim as minhas lágrimas,
e foi exatamente ali, na escassez,
que que percebi, que tu estava aqui,Jesus.
Estou sobrevivendo onde os ribeiros secaram,
mas a Tua presença permanece intacta.
Passo noites imensas, a sós,
escondido em um oceano de relevos áridos,
suportando o frio cortante do abandono
e o sol escaldante que leva a minha alma a soar.
Ainda assim, Teu olhar me alcançou.
Dias que caminhei sem forças, com a fé tateando o fim,
mas um sussurro interno insistia que valia a pena resistir.
Pois nesta vida, até os nossos escombros nos amadurecem.
E embora a areia queimasse meus joelhos,
calejados por tantas orações, minha alma negou-se a ceder.
Estar no deserto não é um decreto de morte.
A sede de vencer me empurrou para mais perto de Ti Senhor.
Da rocha mais estéril e esquecida, tu fizeste brotar um manancial.
Onde os olhos humanos só enxergavam sequidão,
Deus fez romper águas vivas de esperança eterna.
Harley Kernner.
Arquitetura de Poesias e Crônicas.
A CARTA
BY: Harley Kernner
Ei, você ainda está aí? Seus braços ainda estão livres para me abraçar?
Eu tentei também buscar na sua prateleira de palavras bonitas, aquelas que você coleciona. Percorri mentalmente cada termo que já ouvi, li e decorei: as brandas, as intensas, as dramáticas, as sábias, as poéticas e as quase poéticas… Tentei usar aquelas que explicam, as que imploram e até as que tentam silenciar a dor do am
E descobri, na hora mais cruel, que palavras são inúteis quando o coração do outro já decidiu partir. E você tinha decidido ir. Não por falta de afeto, mas por excesso de lucidez. Porque tem gente que vai embora não porque não sente, mas porque sentiu demais e onde havia tanto sentimento, não havia mais espaço para você.
Eu poderia ter dito: “Fica!”. Poderia ter inventado um discurso digno de prêmio, usado vírgulas calculadas, metáforas impecáveis e aquele tipo de sinceridade que só chega quando já não resolve nada. Mas você não ficaria. Nem com “amor”, nem com “perdão”, nem com “eu mudo”, nem com todas as mais de 380 mil palavras alinhadas como soldados diante de uma guerra já perdida.
É estranho como o idioma falha de forma tão humana. As palavras servem para quase tudo, menos para impedir alguém de ir embora. Lidar com isso é quase como descobrir que as chaves não abrem todas as portas, que o tempo não cura todos os ferimentos e que nem todo sentimento pode ser dito, por mais que a gramática permita.
Percebi tarde demais que o seu silêncio agora me diz coisas que nenhum texto conseguiria contradizer. E, às vezes, o adeus não vem em voz alta: ele vem no jeito que você desvia o olhar, no jeito que arruma os óculos devagar, ou no respirar de quem já está longe, mesmo estando perto.
No fim, restou apenas essa constatação incômoda: com mais de 380 mil palavras no dicionário, eu não encontrei nenhuma capaz de mantê-lo ao meu lado. E talvez essa seja a parte mais humana e mais triste da língua portuguesa: ela explica o que sentimos, mas não pode salvar o que perdemos.
Mesmo assim, eu acredito que, na sua prateleira de palavras bonitas, ainda existe um verso que diz: “Sempre vou te esperar”.
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Enquanto os mortos são homenageados.
Os vivos permanecem sendo negligenciados, para que após sua morte, recebam o devido reconhecimento de maneira póstuma.
Na vida é importante...
Ser sincero, sem ser grosseiro.
Ser respeitoso, sem ser bajulador.
Ser divertido, sem ser ridículo.
Ser tolerante, sem ser tolo.
Ser exigente, sem ser tirano.
Ser tranquilo, sem ser inerte.
Ser exemplar, sem ser arrogante.
Ser espontâneo, sem ser inconveniente.
Ser racional, sem ser nocivo.
Ser metódico, sem ser obcecado.
Ser gente, com humanidade!
O dom do profissional de saúde não é apenas cuidar, mas suportar o processo de cura de alguém, mesmo quando ele se arrasta entre dor e incerteza.
A medicina define o fim da vida pela parada do coração; a realidade, porém, é que morremos quando abrimos mão da nossa essência para silenciar o julgamento dos outros.
Nem todo individuo que tem uma tatuagem é malandro, mas todo malandro que conheço tem uma tatuagem...(Zé Beleza)
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