Lamento pela Morte de um Ente Querido

Cerca de 445224 frases e pensamentos: Lamento pela Morte de um Ente Querido

A velhice é a paródia da vida.

Simone de Beauvoir

Nota: Simone de Beauvoir citada em "A Arte de Envelhecer Com Sabedoria" Abrahão Grinberg, Bertha Grinberg, NBL Editora, 2002

...Mais

As mulheres coram por ouvirem falar daquilo que não receiam de modo algum fazer.

Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados.

Morremos quando não há mais ninguém por quem tenhamos vontade de viver.

É o desejo que cria o desejável e o projeto que lhe põe fim.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. The Ethics of Ambiguity,1947

Muito se perde por falta de inteligência, porém muito mais por preguiça e aversão ao trabalho.

Contra o calar não há castigo nem resposta.

Os homens estimam-vos conforme a vossa utilidade, sem terem em conta o vosso valor.

Temos na filosofia uma medicina muito agradável, pois, nas outras, sentimos o bem-estar apenas depois da cura; esta faz bem e cura ao mesmo tempo.

Os superiores nunca perdoam aos inferiores que ostentam a aparência da sua grandeza.

A demasiada atenção que se emprega em observar os defeitos dos outros, faz que se morra sem ter tido tempo de conhecer os próprios.

A paixão da leitura é a mais inocente, aprazível e a menos dispendiosa.

As desgraças buscam o desgraçado mesmo que ele se esconda nos cantos mais remotos da terra.

São curtos os limites que separam a resignação da hipocrisia.

A descoberta

Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados
primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.

Oswald de Andrade
ANDRADE, Oswald. Poesias Reunidas, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978

O pobre lastima-se de querer e não poder, o avarento ufana-se de que pode, mas não quer.

Nunca devemos dizer tudo, pois seria tolice; mas é indispensável que aquilo que se diz corresponda ao nosso pensamento; de contrário, é maldade.

Quando não podemos gozar a satisfação da vingança, perdoamos as ofensas para merecer ao menos os louvores da virtude.

Todo o nosso mal provém de não podermos estar sozinhos: daí o jogo, o luxo, a dissipação, o vinho, as mulheres, a ignorância, a desconfiança, o esquecimento de nós mesmos e de Deus.

Se, por vezes, o juiz deixar vergar a vara da justiça, que não seja sob o peso das ofertas, mas sob o da misericórdia.