Lamento pela Morte de um Ente Querido
O horizonte existe para nos lembrar que o futuro a nossa frente é incerto e que as decisões tomadas no presente determinarão o que encontraremos além do horizonte.
A vida é dividida em ciclos.
Onde os ensinamentos e aprendizados caminham juntos. Onde ensina-se pouco e aprende-se muito.
Gostaria de nascer de novo! Infelizmente é impossível. Então temos que agregar todos arrependimentos e, olharmos para eles no espelho a cada manhã. Sigamos em frente sem chorumelas.
"Na matemática do amor o resultado é sempre Dois,se entra outro número no meio dos Dois,a soma da matemática tá errada".
Velejar
Meu coração precisa
Do prazer que ultrapassa a razão
Estar numa constante metamorfose
Transbordando de desejos de amor
Estou pronto para voar
De Norte a Sul a todo instante
Para o teu corpo velejador
E assim poder atracar
No caís do seu coração
E por luas adentro
Viver volúpias febris
No vaguear do teu corpo
Entre a beleza e a inteligência, excluo a primeira sem hesitar. Não há feiura maior que a ignorância.
Uma mulher que se projeta segundo os olhares alheios e de acordo com os reflexos das pedras polidas, ainda não percebeu que a maior cegueira do universo é ostentar um coração que se alimenta de ilusões.
apesar de tudo que há de ruim para os pequeninos que moram e sobrevivem nesse pais minguado, que é chamado de Brasil. temos que ter fé e acreditar que ele um dia será grade para os pequenos que nele sobrevivem, passarem a viver.
Vontade de pegar a estrada, seja ela de ferro, ouro ou prata, saindo sem rumo ou destino, apenas apreciando a paisagem da janela, no vagão do imaginário.
No meu peito, eu não escondo as cicatrizes, que outrora a vida as feriu.
Mas sim eu faço uma grande questão de expor todas elas, como meus troféus de superação!
Eu nunca precisei pedir a resposta sobre algo que eu suspeitava ...
Apenas observei e ela veio com tempo
Irmã Doroty
Irmã Doroty
Tenta o silêncio para não deixares rastro
Para os teus perseguidores.
Busca a religiosidade dos conventos de clausuras
Sem o contato com o mundo cão.
Não!
Não apares as arestas da sociedade sem lei
E impiedosa para com teus pobres.
Pára de falar mal dos maus.
“Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.”
Foge sim, irmã.
Do contrário não verás “as águas de março”
Enxurrarem as valas e o magnetismo das aluviões
Arrebanhando tudo o que se lhes impedem o caminho.
Não molharás mais os pezinhos ligeiros nas poças d’água
Das ruas desnudas por onde trilhas para evangelizar.
Senta irmã,
Os meninos ainda precisam ouvir tuas estórias de amor
Que contas nas aulas de catecismo
E espalhar seus risos inocentes quando fazes cócegas
Em suas orelhas pequenas.
Os olhares deles não repousarão mais
No semblante amoroso de mãe e amiga,
E não terão mais o carinho da mulher solidária
Que lhes levava alegria
E amparo para atravessarem suas travessuras
Com mais gosto.
Ah! Não irmã.
Quem irá lhes informar sobre
O Sol do céu que solda os corações
Em festa quando a primavera orquestrar
No Paraíso as pegadas dos rebanhos do Senhor?
Finge que não tem importância
Os conflitos que trovejam aí no seu Xingu.
O do Brasil dos brasileiros que só querem ver nascer
A esperança de uma Pátria Gentil
Com riquezas mil
Para todos.
Depois que será tão sombrio o amanhecer
Sem a amiga e batalhadora.
A orfandade desencadeará a morte
Dos filhos também.
Morte de sonhos,
Morte das ilusões,
Morte do alimento que lhes chegava à boca com fartura,
Pois tinham Dorothy lutando braviamente por eles,
Por geração de rendas e emprego.
Suas bocas ficarão escancaradas à espera
E famintos calarão o grito da desilusão e da revolta.
Quem importa?
Ninguém mais os ouvirá.
Cadê a pastora que lhes conduzia pelos trilhos
Da abundância
E despejava nos seus corações
A esperança de uma terra rica e generosa?
Ouve irmã,
O grito da araponga ressoando no sertão.
Dizendo não.
Não vás ainda,
O teu rebanho se perderá sem o teu norte
De tão grande porte,
Que nem tem comparação com os outros que ficarão
Chorando a verdadeira,
A filha de Maria,
A irmã da caridade que sem vaidade abarcou os pobres do
Xingu com seus mil braços de perdão,
Compaixão, generosidade,
Piedade e de amor.
O amor expandirá suas garras tentando em vão retê-la.
Quem o usará com igual propriedade?
Por caridade irmã, fica.
Só mais um pouco, uns trinta ou menos,
Vinte anos,
É claro.
Para que desprendas das mangas
Tuas cartas contra a escravidão
Dos corpos frágeis e necessitados de Anapu,
Do Xingu,
De toda a Amazônia e de Ohio também.
Têm pobres lá,
O rastro dos impiedosos atravessa fronteiras
E atinge os extremos
E até os ricos países gordos de mandos e desmandos.
Tem também famintos na América?
A tua que deixaste para trás para vires
Para o fundo do mundo.
Sim, irmã, ela os têm.
Mas quiseste viajar numa caravana de bondade
E adentrar a famigerada floresta com pertencimento
Ao estrangeirismo.
Que abismo!
Estão levando-a como se leva algo insignificante
E assim “como quem não quer nada”,
Roubam-na a impenetrabilidade
E a grande biodiversidade.
Irão reduzi-la, nesse passo, ao nada absoluto
E o pulmão do mundo morrerá.
Junto com ele, também, a Stang.
Que pena amiga!
Saudade...
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