Lamento pela Morte de um Ente Querido
"As vezes precisamos de um pouco de calma, seja a sua própria paz enterna e sua plenitude se torna mais facíl".
Desadormecer
Um atual despertar dá-se início, onde o desamor impera com um coração passível de angustia.
O oxigênio se torna pesado e os olhos trêmulos piscam com pânico de um novo dia a se enfrentar.
Um choque aparenta não conhecer limites. É preciso se revestir com armadura ou que será de um ser maníaco sem sua proteção?
É frequentemente considerado forte, mas ao se levantar, percebe que aquele dia comum e tão menos importante se torna um grande tormento.
É mais um dia chuvoso, e você está aqui comigo. Juntos, nós contemplamos a beleza de sua criação, e eu percebo o quão cuidadoso foi, desde as flores a serem regadas ao cheirinho de terra molhada, e mais uma vez eu digo “você caprichou em cada detalhe”.
Sou um jardim a florescer em uma tarde de quarta-feira, o céu está azul e o vento está fazendo com que os meus galhos se movam de um lado para o outro, até que ouço você dizer “meu jardim particular”, fiquei feliz.
Sou quilombola, carrego em meu ser o eco das lutas ancestrais e o poder de um povo que nunca se rendeu.
Rosane Jovelino
Invisível
No mar de rostos, sou a sombra esquecida, um eco perdido, sem voz, sem vida.
Mas em meu silêncio, encontro a beleza, a força de ser invisível, uma sutileza.
Nas entrelinhas da multidão que passa, eu me escondo, observo sem ser visto.
É nos detalhes que encontro meu encanto, na solidão, sou livre, um ser em pranto.
Não ser notado é uma dádiva secreta, um refúgio para a alma que inquieta.
Pois na quietude encontro meu abrigo, e na invisibilidade, sigo meu caminho.
Não busco aplausos nem olhares atentos, prefiro a paz dos cantos mais desertos.
Sou o verso esquecido nas páginas do tempo, um segredo guardado no vento.
Então sigamos na sombra do anonimato, descobrindo a magia do ser ignorado.
Pois é no silêncio que encontramos a luz, e na singeleza do invisível, somos conduzidos à cruz.
Um amor até o fim
Um amor eterno, uma chama que não se apaga,
Um sentimento puro, que nunca se desgasta.
É um amor para toda vida, e não tem fim.
É um amor que enfrenta todas as tempestades,
Que supera as dificuldades e as adversidades.
É um amor que cresce a cada dia que passa,
E se fortalece com o tempo, sem pressa.
É um amor que se enraíza na alma e no coração,
Que transcende todas as barreiras e a razão.
É um amor que se doa por inteiro,
Sem pedir nada em troca, verdadeiro.
Um amor para toda vida é raro de encontrar,
Mas quando se encontra, é preciso valorizar.
É um tesouro precioso, uma dádiva divina,
Que ilumina nossas vidas e nos ensina
Ó Amor Infinito, Vazio Eterno
Ó amor infinito, quão vazio és tu,
Tua imensidão, um abismo sem fim.
Promessas eternas, que se desfazem ao vento,
Deixando-nos à mercê do desencanto sem fim.
Neste mar de sentimentos, afogamo-nos sem cessar,
Tentando agarrar-nos a um amor que não pode parar.
Mas, ai de nós, pois esse amor, tão grande e intenso,
É, na verdade, um vazio que nos consome por dentro.
Que ilusão cruel é este amor sem medida,
Que nos faz crer em uma paixão infinita.
Porém, a realidade nos mostra, sem piedade,
Que esse amor, na verdade, é pura vaidade.
Ó amor, quão enganoso és tu em tua grandeza,
Pois, em tua imensidão, encontramos apenas a solidão e a tristeza.
Que nos reste, então, a sabedoria de aceitar
Que o amor infinito, muitas vezes, é um vazio a se contemplar.
O tempo é um editor impiedoso, cortando cenas, apagando personagens e nos obrigando a seguir em frente.
"A Torre que tocava o céu"
Construiu-se um dia, em pedra dourada,
uma torre tão alta, tão bem desenhada,
que o próprio céu, em sombra e fulgor,
curvou-se ao seu ápice, tomado de dor.
O rei que a erguia dizia sorrindo:
— Tocaremos os deuses, estamos subindo!
Ninguém mais morrerá, ninguém mais cairá!
Seremos eternos, além do que há.
Mas quanto mais alto se erguiam os muros,
mais fraco tornavam-se os elos futuros.
A torre, tão firme, perdeu sua base,
e o rei, cego em glória, ignorou a fase.
Até que um dia, sem som ou aviso,
uma pedra caiu do paraíso.
Depois outra, e outra, e então o trovão
desfez a torre com a mesma mão.
O rei foi soterrado no brilho que quis,
num império que nunca o fez feliz.
E dizem que ainda, por entre os escombros,
ecoam seus gritos: desejos sem donos.
Pois a queda é o fim de quem se recusa
a aceitar que a alma também tem sua lusa.
A ruína não nasce da noite ou da sorte —
ela é o preço de zombar da própria morte."
O Tecelão de Fios Invisíveis
"Um velho chamado Telmar, o Tecelão,
vivia no alto da torre da mão.
Tinha um tear de fios tão sutis
que ninguém via, mas todos sentiam.
Ele tecia o destino dos homens,
criava vitórias, moldava os nomes.
Com um puxar, fazia um nascer,
com um laço, fazia esquecer.
O povo dizia: “Telmar é poder”,
e o temiam, sem nunca o ver.
Mas um dia, um menino subiu
até a torre onde o medo fluiu.
— Senhor dos fios, por que nos prende?
— Porque vocês me pedem, e nunca compreendem.
Vocês temem a vida que escapa das mãos,
e preferem viver em minhas ilusões.
O menino então cortou um fio,
e o mundo parou, caiu o frio.
Pois todos estavam atados demais
às tramas que Telmar fazia por trás.
Aprenderam, então, que o poder que domina
é aquele que nasce do medo que mina.
E que o controle é a mais doce prisão
para os que recusam ouvir o coração."
O Umbral Invertido
Há um véu que se ergue no fim da ladeira,
tecido de névoa, bordado em madeira.
Ali onde os olhos já não têm abrigo,
a morte se curva — e retorna contigo.
Não vem como faca, nem sombra de açoite,
mas como um regresso ao ventre da noite.
Um porto sem nome, um espelho sem rosto,
um vinho ancestral sorvido com gosto.
O corpo se cala, mas algo persiste:
um traço, um sopro, um rumor que resiste.
E tudo que foste — promessa e engano —
recolhe-se ao pó do primeiro arcano.
A morte é um caminho que volta ao princípio,
um sino que ecoa num templo fictício.
Não leva, devolve; não cessa, transborda,
abrindo no nada uma porta sem corda.
E os que partem, dizem, não vão tão distantes —
permanecem na alma em forma de instantes.
São brisa que sonda o mundo adormecido,
são nome esquecido num canto contido.
Morrer é despir-se da forma do vento,
e ser o que sempre se foi por dentro.
É ter, no silêncio, um berço escondido —
é mais que um fim: é um umbral invertido.
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