Lamento pela Morte de um Ente Querido
1556 📜 "Com a morte do Ateu, a viúva encomendou missa. 'Missa?' Perguntei. Ela respondeu: 'Missa, sim. Agora a Coisa é comigo. Então, missa, sim!' "
0773 📜 "A morte não existe? Então, uai, por que fabricam caixões? Por que cemitérios? Por que cremam corpos? Por que velório? Por que missa de sétimo dia? Por que choro? Por que saudade? E por que ninguém quer morrer?"
2524 📜 " 'A Morte não Existe'! Aí está uma das Teses (ou 'Filosofia') que eu chamo (ou denomino) de Rasteira (ou Filosofia de Boteco)!"
0974 📜 Se você acredita em vida após à morte, não coma bicho, planta, fruta nem qualquer outro ser vivo ou morto. Já imaginou uma melancia "voltando" e, por vingança, esborrachando-se na sua cabeça? Poizé! Ah, o 'Cerhumano'!
Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)
Não tenha medo da morte; ela não dói. O que pode doer é o que vem depois dela. E o que vem depois, você decide enquanto vive.
“Todos nascemos sentenciados à morte; por isso, a maior rebeldia da existência é viver de tal forma que o fim encontre uma vida que valeu a pena.”
“Todos estamos condenados ao mesmo destino: a morte. Mas alguns cumprem a sentença apenas sobrevivendo; outros a transformam em legado. A diferença entre existir e viver está no que fazemos enquanto o tempo nos executa.”
“Todos estamos sentenciados à morte; portanto, que a nossa maior sentença seja fazer da vida uma obra tão intensa que nem o fim consiga anulá-la.”
Vamos repensar?
Nietzsche — “Deus está morto.”
“O maior perigo não é a morte de Deus, mas a morte da capacidade humana de buscar sentido. Uma sociedade sem valores superiores não se torna livre; pode apenas se tornar perdida.”
Carlos Eduardo Balcarse
“A Morte do Amor”
Dizem que o casamento deve durar
até que a morte os separe.
Mas ninguém nos preparou
para a morte que acontece antes do funeral.
A morte do amor.
Há sepultamentos que nunca encontram um cemitério.
Porque existem corpos que morrem.
E existem sentimentos
condenados a permanecer vivos debaixo da própria lápide.
O amor raramente morre de uma vez.
Ele agoniza.
Morre em pequenas hemorragias invisíveis.
Sangra no silêncio das palavras
que deixaram de ser ditas.
Na ausência do abraço
que já não encontra morada.
Na indiferença que lentamente substitui o encantamento.
Descobri que o oposto do amor
não é o ódio.
O ódio ainda olha.
Ainda reage.
Ainda se importa.
O verdadeiro coveiro do amor
chama-se indiferença.
Mas há uma morte ainda mais cruel.
O dia em que o respeito. Abandona a casa.
Porque quando o respeito parte, o amor perde o endereço.
Onde o respeito morre,
o amor apenas sobrevive por aparelhos.
E aquilo que continua sendo chamado de casamento
muitas vezes já é apenas
a convivência de duas solidões
dividindo o mesmo teto.
Sem respeito, o carinho torna-se obrigação.
O toque transforma-se em protocolo.
O diálogo converte-se em disputa.
E os olhos, que antes eram janelas, passam a ser muros.
Poucos percebem que a violência começa muito antes do grito.
Ela nasce quando deixamos de enxergar a humanidade do outro.
Quando a compaixão é substituída pela razão.
Quando vencer uma discussão
se torna mais importante
do que preservar um coração.
É nesse instante que a alma começa a ser aprisionada.
Porque não existe prisão maior
do que permanecer onde o amor já partiu, mas a esperança insiste em vestir suas roupas.
A alma deixa de viver.
Passa apenas a sobreviver.
Respira.
Mas já não floresce.
Sorri.
Mas já não habita o próprio sorriso.
Existe.
Mas já não encontra sentido
na própria existência.
E então compreendi que a pior solidão não é dormir sozinho.
É deitar ao lado de alguém
que deixou de nos encontrar.
Há mãos que se tocam sem jamais se alcançarem.
Há beijos que nunca chegam à alma.
Há alianças que unem os dedos, mas jamais os destinos.
Talvez seja por isso que tantas pessoas permaneçam presas
não por amor, mas pelo medo.
Medo do julgamento.
Medo da culpa.
Medo da mudança.
Esquecem-se de que o amor nunca aprisionou ninguém.
Quem aprisiona é a ausência dele.
O amor verdadeiro sempre foi liberdade.
Nunca cárcere.
Nunca sentença.
Nunca sobrevivência.
No fim, descobri que a promessa não era permanecer
ao lado de alguém até que a morte os separasse.
Era impedir, todos os dias, que o amor morresse antes da vida.
Porque, quando o amor morre,
não são apenas duas pessoas
que deixam de se amar.
Morre a delicadeza.
Morre a empatia.
Morre a compaixão.
Morre o respeito.
E quando o respeito morre,
a alma continua respirando…
mas deixa, lentamente, de viver.
Carlos EDUARDO Balcarse
“O homem não teme a morte da carne; teme a morte daquilo que chamou de ‘eu’. Porque, quando o personagem morre, a consciência revela que a maior mentira que ele sustentou foi acreditar que precisava ser alguém para finalmente ser.”
"O luto começou antes da morte. Começou ali, no silêncio, enquanto ela deixava ir tudo o que a vida estava arrancando."
Pelos filhos separados de seus pais — pelas Agendas, pela Morte ou pela Rejeição — rezemos ao Senhor!
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