Lamento pela Morte de um Ente Querido

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⁠O medo flagelado,de um espírito torturado, , é mais forte que a morte.

Assisto como a um anjo caído
minha vida passar
controlo a morte em um sonho,
enquanto um anjo queima meu coração,
nessa luz que controla minha vida,
tudo é uma cena que já passou,
em um beijo que deixou para o além...

Aqueles que têm fé demais na própria sorte um dia receberão a surpresa de um doce beijo da morte.🕊

⁠Trouxe flores para enfeitar o nosso fim.
Porque a morte de um amor bonito nem sempre precisa
parecer tão ruim.

Se há um destino que sei que não me aguarda após a morte, é o inferno. Fosse o caso, eu seria condenado a vivê-lo duas vezes.

A morte do fim.


Criamos e idealizamos um divino que possa aliviar o nosso sofrimento de existir sem respostas e sem sentido. A falta de respostas da vida e do que vem depois da morte inquieta a nossa mente, fazendo com que esperemos que a nossa existência se encha de alguma esperança.


Ao mesmo tempo, também queremos nos sentir seres especiais, carregados de significado aqui e além daqui. A vida parece injusta quando pensamos que a morte pode ser apenas o fim, mesmo que o fim seja, de fato, a própria morte.

⁠"Vejo um Brasil de luto, de bandeira a meio mastro, Pela morte da Justiça, da ordem e da liberdade".

A morte pode ser um risco. Você está disposto a percorrê-la?

A morte!!!

Quando morremos, entramos em um sono profundo: perdemos a consciência de tudo e de todas as memórias. Permanecermos em sono pós-morte até que sejamos concebidos novamente. Ao nascermos, recebemos novamente o sopro da vida e teremos um novo ciclo de vida — como uma folha em branco. Não trazemos nada, lembranças ou ideias da vida passada. E assim a vida se repete. Não existe céu ou inferno, apenas um sono pós-morte.

Prof. Mendes

⁠Cada escolha é uma morte possível, um caminho abandonado que nos define mais do que as decisões que tomamos.

Se a morte é um descanso eterno, porque razão os humanos têm tanto medo dela?!

A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.

A morte não é um mistério para aqueles que sabem o que é vida.

Confinado em um corpo que envelhece,rumando na direção da morte. Qual a finalidade disso?

Um certo dia falávamos da morte,alguns planejando seus funerais eu ali só os ouvia.
Chegaram a mim e perguntaram, como seria o meu.
Respondi assim que liberado meu corpo da autopista, iria direto para Cremação, sem Velório sem choros.
Me perguntaram porquê, sem Velório sem Cerimônia ?
Porquê devemos ser lembrados todos os dias.
Devemos Amar um ao outro todos os dias.
⁠Devemos abraçar mesmo que sem vontade.
Devemos sempre dar um bom dia boa noite.
Devemos ser sempre o oposto da Solidão ou do esquecimento.
Devemos chorar e blindar a vida.
Devemos sentir falta em vida.
Mais jamais chorar da morte.
Pois o dia de cada um de nós, está por vir !
Assim como o meu.
Vivamos o hoje o amanhã poderá ser tarde demais !

“Confundir um leão com um cachorro é como brincar com a morte achando que é só diversão.”

⁠A solidão é um ensaio para a morte.

⁠Atraentes rosas negras,
lindas e misteriosas
com um ar de nobreza,
onde a vida e a morte se mostram, tristezas e amores
numa essência rara externada
nestas simples flores.

O berço da vida na terra é um cemitério de incontáveis extinções, a morte de muitos por causa de poucos.⁠

Começo por acreditar e desenvolver o que um rapper brasileiro SID, falou dizendo a morte de um cachorro, por vezes, gera mais desconforto, mais revolta pública e maior repercussão do que a morte de uma mulher negra e grávida, de homens esquecidos pela pobreza ou de crianças abandonadas à própria sorte.

Eu concordo.
Isto não significa negar os direitos dos animais. Todo ser vivo merece respeito. Humanos, animais, plantas e até os próprios malfeitores carregam dentro de si o direito de existir. O problema não está no amor dedicado aos animais. O problema está na indiferença selectiva que a sociedade desenvolveu diante da dor humana. Chegámos a um tempo em que muitos choram diante de um vídeo de um cão ferido, mas deslizam o dedo com frieza diante da notícia de uma criança morta pela fome, de uma mulher assassinada ou de famílias inteiras destruídas pela miséria.

Não porque o animal não mereça compaixão, mas porque o sofrimento humano foi banalizado pela repetição, pela política, pela desigualdade e pelo costume. A dor tornou-se espectáculo. E o espectáculo escolhe aquilo que provoca mais emoção instantânea. Um animal, muitas vezes, aparece aos olhos do povo como inocente, puro e incapaz de maldade. Já o ser humano é constantemente julgado pela sua cor, pela sua classe social, pela zona onde vive, pela forma como fala ou até pela roupa que veste.

A sociedade aprendeu a humanizar certos animais, mas continua a desumanizar muitos humanos. É triste admitir que, em certos casos, um cachorro recebe mais atenção médica, mais campanhas de solidariedade e mais defesa pública do que um cidadão pobre abandonado num hospital sem medicamentos. Enquanto isso, mulheres continuam a morrer nos corredores da negligência, crianças crescem sem saneamento, e homens desaparecem silenciosamente dentro da depressão e da fome.

Não se trata de escolher entre defender animais ou defender pessoas. Uma sociedade equilibrada deve proteger ambos.

"Que a poesia continue a ser um meio de libertação"