Lamento pela Morte de um Ente Querido

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Um colar floresceu.
Vida gerando vida.
Anunciam os pássaros,
Nas árvores frondosas,
Num canto unificado,
A celebração do Paraíso,
Sem dor,
Sem choro,
Sem morte.
Apenas um sonho realizado.
Além do rio da vida.

⁠Encontro (microconto)

Foi uma longa viagem. Não foi apenas para prestigiar um amigo. Quando a vi, encanto. Quando a ouvi, encanto. Dois anos depois, nem te conto. Seis anos depois, eu conto e ainda me encanto.

Para Camila Mielnik

Quando o nome de um famoso desperta mais interesse em você do que o nome de Deus, não é apenas uma distração espiritual. É um sinal de que o trono do seu coração pode já estar ocupado.

Sonhos suaves como um anelo arcano na introspectiva melancolia na aura de um espírito que se desvia de pensamentos inequívocos na alvorada do dia. São uma bruma cândida no âmago beneplácito do langor de um lago a se perder no remancear de cores quentes a se espraiar longamente. No deleite de um devaneio diletante que espreita a ponta do vento alvoroçado na dissonância efêmera de lânguidas begôneas que se estendem na luz solar a sonhar com vastos campos de papoulas coloridas. No enlevo escarlate de flores de antúrio esmaecido em salas escuras, cujo elísio é promessa de recompensa na terra. O fulgor de um campo de girassol resplandesce nas planícies incertas de nossas aspirações ocultas. E muito se diria de um inóspito solo em que florescem certezas ambivalentes a perder as lentes da retina, no inefável júbilo de alegrias expressivas que convidam a sorver a existência. Na lascívia lúgubre dos desejos impossíveis e por isso mesmo, muito mais desejáveis. É magnânimo nosso ser contradito que são um mísero abrigo de corações que não sabem mais arder na voluptuosa intercessão do agora urgente em pétalas de açucena alcançando o nirvana na terra vermelha de uma opulência insolente a se desmanchar em gotas suaves da madrugada. Pálidas rosas brancas ferem os dedos de sangue em seus espinhos inocentes. A plenitude terrestre vislumbra mares distantes. Sentir é preciso. Viver não é preciso no abismos que convidam. A profusão de grandes quimeras ardem em primaveras radiantes que enumeram flores no crepúsculo prístino de primazia em recôndidos pássaros que somem no horizonte. Meu rosto rubro falava de amor, mas minhas pálidas mãos mostravam sentimentos frágeis. E ressoavam cantigas antigas a perder de íris. O amor sereno se despedia soturno. E em vão as mãos buscavam um corpo que longe se exilava em outras ramagens. Solenemente acenei e na distância fui ignorada. Otimista pensei: Talvez em outra alvorada. Sigo sublime como um vagalume. E oscilo entre apagar e acender a luz, na vasta vereda de minha sina. Eis minha vida.

Em um navio em processo de naufrágio, arrasta todos para o desastre: os mais afortunados conseguem sobreviver, enquanto os que não se precaveram sucumbirão.

No mundo que vivemos onde as pessoas são drogadas pelo físico e financeiro, julgar um livro pela capa ( aparência ) ou julgar um livro por uma página ( episódio ) é lei, por isso a moral, a ética e o caráter são pouco cultivados !

São as noites escuras que trazem o silêncio
A calmaria da brisa, um leve vento

Num oceano de imaginações fora do tempo
O céu fechado, sombrio do meu pensamento

Cansado, refletindo no que se passou
Nas supostas horas felizes, ficaram a dor

Na angústia, na falta, nos risos de momento
Percebi que só falava por respeito e agradecimento.

Em reduzir-se o amor a apenas um desejo
Na finalidade de querer algo que não se tem
Almejar o que não o pertence
Esse é o amor que temos em nosso mundo presente

Em reduzir-se o amor a apenas uma satisfação
Na finalidade de confortar o ego
Sem pensar se faz bem ou mal
Esse é o outro amor que temos em nosso mundo presente

De forma que quando se obtém o que se quer, o desejo se vai e esse sentimento se acaba...
De forma que quando se conforta o ego, a satisfação se acaba com o tempo e o sentimento de vai...

Mas qual o amor completo afinal? Ora aquele que não se baseia somente no desejo de ter, nem na satisfação egoísta do que se tem, sim, o que vai além das fronteiras do desejo e da satisfação, sem condições. Incondicional então.

⁠Certa vez parei pra observar um padrão de ação que o ser humano sempre repete: o da ingratidão. Nesse instante refleti sobre essa atitude e observei que não importa a boa dádiva que se oferte a alguém no ontem, se não a ofertar hoje a pessoa se torna o pior ser "desse mundo". Errar e dizer não é o método de autodestruição das boas dádivas que ofertamos aos outros.

⁠Disse um sábio:

“ Muitos têm falado em ano novo, mas esquecem do que de fato faz a diferença.
Não adianta um ano novo sem um novo ser, se nossas atitudes continuarem as mesmas, que ano novo chegou?
Para se ter um ano novo, de fato, deve haver uma nova perspectiva, deve haver notas atitudes, deve-se abandonar maus hábitos:

- Deve-se arrepender daquilo que se fez erro e do ato errôneo;
- Deve-se perdoar quem lhe fez mal e abandonar as magoas;
- Deve-se pedir perdão pelas ofensas cometidas;
- Deve-se falar menos e agir mais em prol do amor e das virtudes em si;
- Deve-se abandonar o velho eu, a velha e maculada essência.

Se estas coisas e as que podemos acrescentar aqui, que tenham bom efeito, não forem nosso alvo, nossa convicção e nosso modelo de novo ser, ter um ano novo não faz nenhum sentido. ”

Como diria o sábio: “ Sem um ser novo não tem sentido um ano novo !”

⁠Um dia fizeram a pergunta: quando você erra o que você faz, na época foi dito que perdoaria a si mesmo, seguiria em frente e não é mentira essa afirmação, porém sempre lembraremos do que fizemos, sentiremos o incômodo, e isso que impulsiona nossa mudança. A mundança só acontece quando se enxerga quem se é, enxerga o que não se é, reflete no que pode ser feito e anda num novo caminho, para o alcance de uma mudança de atitude mesmo o passado desferindo varios golpes na sua face.

Um dos maiores erros do ser humano é tentar ser "politicamente correto" em situações que devem ser tratadas com unilateralidade.

Somente atingiremos um ponto humano evoluído, o dia em que não olharmos somente para nosso próprio umbigo. O dia enxergamos o outro, que estendemos as mãos, e nos movemos em nos doar em boas dádivas aos outros, aí sim, chegaremos a um nível elevado. Sem acepção, sem elitismo, não levando as diferenças em conta. Sim, e é nesse dia que agimos dessa forma (não por obrigação, mas por essência e princípio) que vamos observar a mudança em nós mesmos.

Ela aprecia os pequenos prazeres: o vinho que aquece, um perfume marcante que a descreva, a companhia de um bom livro, o bem estar dos que ama e o silêncio da própria alma.
Gosta de escrever como quem sangra bonito e prefere a própria companhia ao barulho de conversas vazias.
Pensa demais, sente tudo, observa com a alma, pensa com o coração, sente intensamente e se entrega ao luxo de ser instável, porque no fundo sabe: ser de um jeito só, nunca a caberia.

Hoje, completo mais um ciclo na vida.


Sou a expressão exata do tempo que me trouxe até aqui.
Sou minha história que se faz presente.
Sou a idade que o tempo me deu, perfeita para viver o agora, com a sabedoria e a euforia necessárias para abraçar os momentos que vivencio e compartilho.
Hoje, sou um espírito mais desperto, enriquecido pela experiência do que vivi e pela promessa do que ainda serei.

O que é o amor?


O amor é um sentimento⁠
Que vive no pensamento
Nunca vai deixar de existir
Porque não tem para onde ir.

Se por um momento
Ele surge no pensamento
Ele nunca vai embora
E ali para sempre mora.

‎A vida é breve demais e, diante da nossa fragilidade humana, ela está sempre por "um fio".
De repente, um sopro... Eis que as cortinas do grande teatro da vida se fecham, para sempre!
O destino, sem ao menos pedir licença, muda a nossa vida e até a nossa história e depois nos convida a rir ou chorar!
Aceitar, sem compreender, eis o que nos resta E para vencer este desafio só mesmo o Amparo e a proteção de uma força maior chamada,"Deus"! Texto por Você agora mesmo

A força de uma nação está na capacidade do seu povo de acreditar e trabalhar por um amanhã melhor.

Os lábios que um dia beijavas,
hoje tornaram-se marcas de pneus,
poças de lama numa estrada abandonada.


O amor que um dia existiu
e a doçura do mel de nossas lágrimas,
hoje são desertos,
campos sombrios,
o tenebroso rio de mágoas.


Vivemos o êxtase da primavera,
semeamos esperança
e colhemos flores.
Chegou o inverno,
superamos.


Mas, no outono onde estamos,
vivemos sós,
como folhas mortas carregadas ao vento,
separados por abismos silenciosos
que as repetições das ofensas constroem.


Então nos perguntamos:
qual foi a causa?
Onde foi que erramos?
Erramos, talvez,
por persistir em mudar,
mudar a si próprio
e mudar o outro,
para pertencer ao grupo dos normais.
Mas somos pessoas,
somos humanos,
seres distintos,
pobres mortais.

"Chega um momento da vida em que as conquistas deixam de ser medidas apenas pelo que acumulamos e passam a ser avaliadas pelo que somos capazes de transmitir. Nesse estágio, o sucesso já não consiste em chegar mais longe do que os outros, mas em deixar sinais no caminho para que outros possam caminhar com mais segurança. É quando a experiência deixa de ser patrimônio individual e se transforma em serviço."