Lamento pela Morte de um Ente Querido
Em meio ao caos e à agitação, é essencial saber se retirar para um espaço de calmaria, onde reinem a paz e o silêncio. Esse é o lugar onde nossa mente criativa e sábia encontra espaço para se expandir. É ali, na quietude, que surgem os pensamentos mais profundos e verdadeiros, e onde conseguimos enxergar com a clareza da mente. Às vezes, o silêncio é o que precisamos para realmente ouvir a nós mesmos e entender o caminho que devemos seguir.
Então, veio o silêncio —
um silêncio que, embora pesado,
guarda em seu peito a beleza do que foi verdadeiramente vivido.
Mesmo com o tempo, o teu “bom dia” persiste na minha memória,
como um sol suave que nasce devagar,
aquecendo o coração e deixando uma marca
que, silenciosa, permanece em mim
Liberdade é um estado de ser
Há momentos em que a alma sente a necessidade de respirar, de romper as correntes invisíveis que a mantêm presa.
Liberdade não é um destino, é um estado de ser, algo que flui dentro de nós, esperando para ser reconhecido.
Não precisamos ir longe, apenas aprender a nos soltar, a nos permitir.
E quando a liberdade se apresenta, ela não grita — ela sussurra, suave, como uma brisa leve que nos envolve.
É no silêncio da mente que ela se revela, no instante em que nos libertamos da constante pressão de sermos algo que não somos.
E, nesse momento, tudo se torna possível: o peso do mundo desaparece, e somos simplesmente nós mesmos, inteiros, em paz.
Muitas vezes, buscamos fora o que está dentro de nós.
Mas a verdadeira liberdade não vem de conquistar, de ser mais, de ter mais.
Ela vem de abandonar, de desapegar, de aceitar que, no fundo, já somos completos.
E quando entendemos isso, nos tornamos capazes de viver de forma plena, sem medo, sem limitações.
Eu aprendi que ser livre não é um ato de rebeldia, mas um gesto de autocompreensão.
E, ao olhar para o que sou, vejo que a liberdade está em cada passo, em cada respiração.
Não é algo que se conquista, mas algo que se permite.
E quando me perco nesse estado, eu me encontro.
E sigo, sem pressa, sem pressões, apenas sendo.
Cultivar a felicidade não é correr atrás de um ideal, mas permitir que ela surja naturalmente, respeitando nosso ritmo e o dos outros.
“A ciência suave de amar”
Amar é um estado químico que aprende a ser humano.
Começa no corpo antes de virar escolha.
No início, o amor é dopamina em festa: euforia, foco absoluto, aquela vontade quase infantil de estar perto, de repetir o encontro, a conversa, o cheiro. É o cérebro dizendo “mais disso, por favor”. A pessoa vira ideia fixa, não por fraqueza, mas porque a serotonina cai e a mente passa a orbitar um só nome — como se pensar nela fosse um hábito involuntário.
Aí vem o frio na barriga: a noradrenalina e a adrenalina aceleram o coração, suam as mãos, deixam tudo mais vivo. O amor, nessa fase, é risco gostoso. É expectativa. É o corpo em alerta, como quem sabe que algo importante está acontecendo.
Com o tempo — se houver cuidado — a química muda de tom.
A paixão barulhenta aprende a falar baixo.
Surge a ocitocina, que não grita, mas fica. Ela constrói confiança, abrigo, vínculo. É o conforto do abraço que acalma, da presença que não exige performance. O amor amadurece quando deixa de ser só fogo e vira lareira: menos urgente, mais constante. A vasopressina entra em cena e sustenta a ideia de “nós” ao longo do tempo.
Então, pelas experiências humanas, amar é isso:
Um processo onde o corpo se apaixona primeiro
e o coração aprende depois a ficar.
Amor não é só química — mas também não existe sem ela.
É quando os hormônios acendem a chama,
e as escolhas diárias decidem mantê-la acesa.
Quando pensamento e ação começam a caminhar juntos, a vida deixa de ser um lugar de espera e passa a ser um espaço de construção. E é aí que tudo muda: não porque o mundo ficou diferente, mas porque você finalmente se alinhou com ele.
Além da Conquista
Existe um momento na vida em que deixamos de procurar respostas em todos os lugares e começamos a encontrá-las dentro de nós mesmos. Não porque sabemos tudo, mas porque aprendemos a confiar no caminho percorrido.
Depois de tantas batalhas, desafios e aprendizados, percebemos que a verdadeira conquista nunca esteve apenas nos resultados. Ela sempre esteve na capacidade de continuar seguindo em frente, mesmo quando não tínhamos certeza de onde chegaríamos.
Chega um tempo em que compreendemos que viver não é uma corrida. Não se trata de provar nada para ninguém. Não se trata de acumular conquistas para preencher vazios. Trata-se de encontrar significado na própria existência.
Aquilo que antes parecia urgente perde a força. Aquilo que parecia impossível passa a ser apenas mais um desafio superado. E aquilo que buscávamos no mundo começamos a reconhecer dentro de nós.
A maturidade não nasce da idade. Ela nasce das experiências vividas, das dores enfrentadas, das escolhas assumidas e das vezes em que fomos obrigados a recomeçar.
Quando alcançamos esse entendimento, deixamos de lutar contra a vida. Passamos a caminhar com ela. Entendemos que existem momentos para agir e momentos para observar. Momentos para falar e momentos para silenciar. Momentos para conquistar e momentos para simplesmente agradecer.
A felicidade então deixa de ser um destino distante e passa a ser uma forma de viver. Não porque todos os problemas desapareceram, mas porque aprendemos que a paz não depende da ausência de dificuldades. Ela nasce da forma como escolhemos enfrentar cada uma delas.
O ser humano passa boa parte da vida buscando algo que acredita estar faltando. Porém, em determinado momento, descobre que a maior riqueza não está em possuir mais, mas em compreender melhor. Não está em chegar mais longe, mas em enxergar mais profundamente.
E assim, sem perceber, surge uma nova conquista.
A conquista de viver.
Viver sem a necessidade constante de provar. Viver sem o peso de carregar expectativas que não pertencem a você. Viver sabendo que cada dia é uma oportunidade de aprender, evoluir e compartilhar aquilo que a jornada lhe ensinou.
Talvez esse seja o verdadeiro propósito da caminhada.
Não apenas alcançar sonhos.
Mas tornar-se alguém capaz de viver plenamente aquilo que conquistou.
Muitas vezes nosso coração escolhe um caminho , mas a voz da razão e intuição gritam o contrário . Uma guerra se trava em nosso interior , onde se mostra que a verdade está onde o caminho é Jesus .
João Batista Barbosa
Se apaixonar por um sorriso, e enxegar profundamente a beleza da alma e não deixar o coração não sangra pelos os olhos
Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.
Estamos vivendo um momento bastante conturbado
A confiança que antes havia entre as pessoas desapareceu.
Os convites para visitar familiares e amigos praticamente cessaram
A desconfiança passou a ser vista como imprescindível
Aquela amizade verdadeira, baseada em confiança mútua, acabou
As pessoas têm se atacado de forma até extrema por causa de política
Essa política nociva tem afastado relacionamentos.
A honestidade por parte dos políticos não existe mais
E cada um tenta dar uma derrubada no outro
Essa maldita política alterou o comportamento das pessoas
"Chega um momento da vida em que o maior patrimônio de uma pessoa deixa de ser aquilo que conquistou e passa a ser aquilo que compreendeu."
PRECE DE UM VELHO
---Por favor seu moço ,
dê-me sua mão!
Calejado, cansado , com fome ,estou a lhe implorar:
por favor erga este velho corpo do chão...
Você que ainda é novo e sadio,
não sabe as dores desse velho caído,
junto ao chão frio e calado,
que nem mesmo consegue refletir seus atos.
Estenda um pouco os seus braços,
faça o meu corpo reagir ao tempo,
pois o frio gela e leva meu ser...
Talvez nunca passe por isso,
pois é dor demais por quem chora o desprezo,
depender de alguém que nem mesmo conheço
para desprender este meu corpo,do solo...
Que nem sequer um teto tem para se abrigar.
No passado desfrutei de tantos bens
e hoje vivo a me rastejar.
Tive ilusões, trabalho, mulher, casa e filhos.
Todos se foram, pela força dos bens que eu tanto lutei.
Levaram-me tudo, restou-me somente meu corpo,
onde bem perto você esta...
Estou com a alma dilacerada e embebida...
Mas por favor seu moço:
erga pelo menos minha cabeça com os olhos ao céu
para que eu possa elevar minha última prece ...
Que eu possa perdoar,
pedir perdão, esquecer a dor...
Só assim deitarei este velho corpo de novo a terra
e morrer em paz com a minha consciência...
AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA
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