Jesus Cura as minhas Dores
Não se assuste
Quando eu abrir
As minhas asas
Sobre ti,
É só meu jeito
De te proteger.
Não temas!
Não há espinhos,
Só pluma,
Em forma
De braços humanos.
RAIVA
Meu corpo queimava
E minha alma gritava,
Minhas lágrimas caiam e
Minhas mãos tremiam
O ódio que queimou meu coração
É o mesmo que cegou minha visão
Cometi um erro onde não tem perdão
Todos se afastaram e eu me perdi...
Fiquei sozinho
Pela minha decisão
E cego pelo ódio
Que arrancou meu coração
ELETRICIDADE
Estou eletrocutado
Correntes de amor sobem
Em minhas veias me deixando
Louco
Um louco apaixonado no
Castanho do seu olhar,
Um olhar brilhoso e
Misterioso, tão quanto
Amoroso
Olhos em pavor, com
O pavor da dor,
Olhos com feição de amor,
Que demonstram valor,
Um amor correspondido à
Uma corrente elétrica, se um
Lado não está ligado, o outro
Fica apagado
Desejo aqui estar, mas ser apenas um grão das cinzas minhas no mar aberto, aonde estarei, aonde partirei.
Deslizo em mim para despertar o meu coração, tenho certeza que sou muito mais do que as minhas decepções;
Não sou e nunca vou ser um velho sabio da montanha
Mas eu opto por aprender, e corrigir minhas falhas
A minha prioridade virou necessidade, eu não preciso provar nada a ninguém porque as minhas palavras fazem sentido de verdade!
Olhando para o céu azul em um dia quente de verão coloco em ordem minhas prioridades e conceitos , e em uma madrugada silenciosa e estrelada na qual revejo meus erros e acertos para que na manhã seguinte levante e faça do meu dia um novo recomeço .
MINHAS POESIAS
A cada dia acumulo saber
O saber ninguém rouba
Os amigos podem até fugir
Nas minhas poesias sem fingir.
Os meus pensamentos
Escrito nas linhas e entrelinhas
Seja em papel ou digitada
Sempre tem um pouco de saudade.
Esses mesmos pensamentos
Por vezes me enche de alegrias
Em outros momentos me entristece
Nada de novo nem rimas se tem.
Dos pensamentos a realidade
A realidade espinhenta e dolorida
A vida sem amor
O corpo uma ferida.
Minhas pernas foram arrancadas
meus braços jogados de lado
Minha língua decepada
e minhas asas mutiladas
Eles removeram meus olhos
Cobriram meus ouvidos
Nem mesmo mais consigo emitir meus gritos
Eu sinto raiva
Eu sinto mágoa
Eles levaram tudo
e não deixaram nada
Desde aquele dia
vago pelas ruas sem rumo
Abaixo a minha cabeça
e observo meu peito
Não há nada aqui
Somente um espaço vazio
Um grande buraco
sem dor, sem nada mais
Agora eu sinto somente paz
Entrelaça as suas mãos as minhas.
Sente o calor do meu corpo?
Sente o desejo através do meu olhar?
Que vontade de lhe amar…
Foi acreditando nas flores,
que minha vida foi invadida por borboletas
fecundando minhas esperanças.
MEU MUNDO
Quantas vezes eu abri as portas do meu mundo, contei minhas histórias, mostrei minhas fragilidades, rasguei o meu peito pra pessoas que logo em seguida saíram sem sequer encostar a porta.
Deixando portas e janelas abertas, com isso o vento trouxe folhas e sujeiras.
Eu com minhas esperanças me levanto e vou limpar tudo. Recolher folha por folha. Olhar ao redor e me lembrar daqueles pequenos momentos em que eu achava que fosse permanecer.
Fechar portas e janelas prometendo nunca mais abri-las.
A casa que há pouco tinha vozes, sorrisos, se vê mais uma vez silenciosa e solitária.
Palavras morreram, meus pensamentos não são mais importante; minhas atitudes morreram com o meu corpo.
o pensar não significa mudança, apenas uma ação será a única forma de expressão antes de partir.
Não há nem houve em meus olhos a percepção de um novo eu.
quando me olhava no espelho esperando as noites chegarem, apenas esperei e não mudei; as pessoas em minha volta sim, mudaram! Não os vejo mais seus caminhos são outros, estou muito distante; o mundo pode mudar, reescrever o novo, renascer para viver.
