Jesus Alivia nossos Problemas
ultimamente me sinto perdido
no tempo e no espaço
virei aquele famoso
maluco no pedaço
não sei se estou certo
nem se eu deveria ser julgado
mas quem é quem pra me julgar
nesse planeta alucinado
alucinado pela confusão
alucinado também pela maldade
me vejo no meio de tantas ilusões
que nem sei o que é verdade
talvez eu tenha perdido o medo da morte
me sinto até mais forte
mas talvez eu tenha medo da vida
e vivo contando com a sorte
nem sei quem eu sou
não sei o que pensar
quem diz saber
não se deve confiar
eu posso estar num abismo
perto do fundo do poço
mas não perco minha fé
creio que alguma força está conosco
talvez seja tudo um teste
tenho que aguentar até o fim
até porque se eu não viver
quem vai viver por mim?
enfim
esse é meu desabafo
mais um poema perdido
em meio ao tempo
e o espaço
ass:maluco no pedaço
as vezes eu não entendo
se vivemos tão pouco
pra que arrependimento?
não espere amanhã pra dizer aquilo
quem é quem pra te julgar?
ninguém tem nada com isso
liberdade pra se expressar
é disso que precisamos
não é qualquer um que tem coragem
em meio a tantos estranhos
nada pode te abalar
e se você morrer amanhã
quem vai fazer no seu lugar?
viva e faça o que sente
porque a vida pode acabar quando menos se espera
assim, de repente
Eu Escrevo Minha Historia De Caneta, Assim Eu Não Consigo Apagar Meus Erros, Isso Me Serve Como Lembrete Que Errar É Humano.
eu acredito numa força maior
algo inexplicavelmente misterioso
pode nos afundar ou fazer melhor
depende do quão tu és curioso
a vida por si só
vai nos deixando loucos
então cautela no que vasculhar
pequeno gafanhoto
os dias estavam tão iguais
já não estão mais
será que é só ilusão
ou eu achei em você
o que eu nem acreditava mais?
sei lá, é difícil responder
quem é convicto demais
está totalmente cego
e nunca vai conseguir perceber
vamos esperar para ver
ver para crer
o tempo traz todas as respostas
só ele sabe responder
espero que minha intuição esteja certa
não quero estar equivocado
mas independente de tudo isso
me sinto tão bem
quando estou do seu lado
Sou catequista
Ser catequista é uma divina vocação
O ensino das coisas de Deus é minha sina
Uno-me à Igreja que me ajuda e me ensina.
Cumpro uma bela e grande missão
Aos irmãos falo do amor profundo.
Tenho sede do divino, vou amando.
E sigo meu caminho evangelizando.
Quero ser sal da terra e luz no mundo,
Um dia, lendo a bíblia, ouvi o chamado.
Instruir na fé e falar do texto sagrado.
Sacro magistério pelo espírito me foi dado.
Tenho de semear esperança, justiça e amor.
Anseio por percorrer os caminhos do Senhor!
SOU SUA ASSIM...
A VOCÊ
FIZ-ME
A FLOR
COPO
DE
LEITE
PARA
DAR-TE
A BEBER
TODO
MEU
SABOR
TUA
BOCA
SORVEU
ATÉ
SENTIR
TORPOR...
Madalena de Jesus
(Cadeia de Mindim é um estilo criado por Luna Di Primo!)
UM SONHO
Certo pedido extravagante
Eu fiz para a estrela mirabolante
Na cauda me levasse ao universo
Ela atendeu ao apelo controverso
Falei com um veloz meteorito
Tão rápido, quanto esquisito
Ouvi com ternura me abençoando
Então, percebi o sol me acordando
Madalena de Jesus
Céu tenebroso, nuvens de enxofre, ventos gélidos carregando agonias.
A pátria do cruzeiro padece de incertezas.
Teríamos sido acaso esquecidos?
Sodoma e Gomorra, situadas na américa do sul?
Absurdo, no mínimo.
Deus, ou um politeísmo egocêntrico de deus em minúsculas?
Calafrios me recordam a espinha.
Ai de mim!
Só um grito trágico grego pode dar ideia da dor, do câncer de minhalma.
Demônios covardes, fazem de minha ignorância chacota.
Escarnecem, até do conteúdo de minhas vísceras.
Abutres de togas negras!
Pátria amada?
Por quem, se até mesmo o amor próprio, que se insinuava atrevido, não o tenho mais?
Trataram de aniquilar-me, apagaram qualquer vestígio de brasilidade das minhas digitais.
Agora sou minoria, brasileiro não mais.
Sou homem, sou hetero, sou nordestino, sou pardo e sei lá o que isso quer dizer, sou pedaço de coisa nenhuma.
Ai de mim, que não sou nada. E o que fazer com a certeza de que o nada não existe?
Ai de mim que nem existo.
Desisto ou insisto na tentativa de me inventar?
Fico com a segunda opção, sou covarde demais, para desistir de ser.
Ai de mim!
