Jardim das-Borboletas
“Na procura de desconhecido joguei o que tinha em mãos fora, não alicercei minha vida e vivi com se não tivesse amanhã, deixei o pouco que tinha para experimentar o nada e arrisquei minha vida com se tivesse mais sete. Um dia isso me fará falta em meio a muitas histórias que irei contar faltará uma sólida, que tenha sido de verdade, que tenha somado e que possa de fato ser contada como uma boa experiência”
Ao cair no chão, experimentei o gosto sem graça da poeira
Ao cair no chão, puder ver quem me estendia à mão
Ao cair no chão, fiz feridas em meus joelhos e conheci a ingratidão,
Porém agradeço a cada pessoa que ao me derrubar
Me fez descobrir o quanto sou forte, que me recomponho com facilidade.
Porque vestir uma amadura se não vivo em guerra com o mundo? Porque me esconder num personagem se não vivo em uma novela mexicana? Encaro a vida como é de verdade curta e passageira vivo dia após dia com muita responsabilidade, o que faço hoje estará ainda presente em minha vida amanha, sei que belas oportunidades devem agarradas, que a pura verdade deve ser dita, que os sentimentos devem ser sentidos, mas o amor deve ser vivido.
“Meus amigos de verdade são aqueles que convivem com minhas fraquezas que me perdoam sem duvidar da minha fidelidade, pois sabem que eu pago o preço por cada um deles, não esperam a perfeição, mas obtém de mim a sinceridade”
A Penumbra do Âmago Melancólico.
Novamente volto à penumbra, um local onde meu âmago melancólico, que um dia virá a ser eu novamente, como uma força brutal da natureza, me obriga repetidamente a ser aquilo que mais me causa náuseas. Essa força me compele a contemplar gritos tenebrosos presentes em signos e códigos indecifráveis que ecoam aflitamente na imensidão oca que habita em mim.
Em vão, tento buscar uma alternativa, mas como Drummond disse, "os muros são surdos". Sinto-me forçado e aprisionado em um quarto decaedro que me puxa em direções opostas o tempo inteiro. No centro desse quarto, onde os gritos dão espaço ao vácuo, aquele ser tão deplorável dá lugar a apenas uma imagem: o "POR QUÊ?".
Quando o sangue desce pra cabeça, me ajuda a pensar de forma mais clara. Você também devia tentar fazer isso. Quem sabe pode te ajudar a desanuviar essa sua cabeça confusa.
Você não pode simplesmente agir por instinto e esperar que as coisas funcionem. Raiva, frustração... Veja-os objetivamente e eles se tornam armas.
E eu enlouqueci como um cantarola,não me lembrava mais a última vez em que fui sã..Minha mente agora virou prisioneira do nada e do nada esqueci-me de tudo e de tudo esqueci-me do verdadeiro eu,ora se não é a ironia da minha própria mente..
Retribuir com a mesma proporção de maldade não nos fará bem. Retribuamos sempre o bem, deixando o mal olhar para o seu próprio abismo.
