Ja Vivi um grande Amor
Quem se entrega à incerteza já está dominado pelo caos. A incerteza, incompreendida na própria evolução, nasce da mente insegura que desacredita da sua própria força e potencial.
Já estive sobre o muro, parado, sem questionar o momento caótico que me cercava. Empoeirado no meu silêncio, vi a chuva lavar a dor, e até as amarras se soltaram, libertando-me da prisão. O muro caiu, e junto com ele desmoronou o silêncio que me calava.
Ja parou pra pensar. Por mais que a humanidade se divida em povos, culturas e crenças, todos nós chegamos ao mundo pelo ventre de uma mulher.
O valente impõe medo e assombro ao desinformado, alimentando-se da ignorância tumultuada; já o bravo observa a situação e estende a mão ao necessitado, sem impor medo.
A sombra do passado já não me assombra. Pode varrer, pode vasculhar meu coração — não encontrará sobras de amor, nem vestígios de lástima, não, não.
Há quem lute muito para reencontrar o que perdeu; mas o que se perdeu já não está diante dos olhos. Melhor é seguir adiante e recomeçar, pois assim encontrará o melhor caminho para esquecer o passado deixado para trás.
Não tenho respostas para te dar, já que foste tu quem aprendeu a responder por mim. Tuas palavras não estão nos meus pensamentos, e a tua resposta não saiu da minha boca.
Quem insiste em tentar consertar o que já aconteceu pode acabar paralisado, deixando de se preparar para as conquistas e alegrias que estão por vir.
Resmunga e se questiona:
— Por quê?
Por que o povo já não acredita mais em mim?
Pois é, destino...
O povo mudou.
Aprendeu que o destino não passa de uma palavra,
E que palavra alguma é capaz de dirigir uma vida vivida.
Quem vive de expectativas é teatro —
influenciadores.
O povo, esse sim, vive de realidade.
O destino não pode manipular a vida de ninguém.
Já parou para pensar
que o ser humano não tem livre-arbítrio?
Que não tem escolha, nem opinião própria,
nem desejos que realmente lhe pertençam?
Até a opinião não vale a própria opinião.
O que o ser humano é,
é um acaso sem entender a própria reação.
Se o homem realmente tivesse escolha,
por que não tem a liberdade
de viver o que deseja.
Desde o começo,
sem forma e sem tempo,
a Tua presença já estava lá —
na criação do mundo, do universo e de tudo o que existe.
Fizeste o ser humano à Tua imagem,
para ser varão honrado, reflexo do Teu valor.
Mas, mesmo com toda a Tua obra perfeita,
o homem fugiu da tua presença,
rebelando-se, esquecendo da Tua graça.
A hipocrisia, a ignorância e a arrogância
subiram-lhe à cabeça —
quis ser Deus.
E assim, a tristeza insana passou a habitar
a vida que ele mesmo corrompeu.
Embora a vida não exija perfeição, muitos se cegam tentando aperfeiçoar o que, para o Criador, já é perfeito.
Nem todos os dias o sol vai brilhar — seja inverno ou verão —, mas para Deus o que realmente importa é ver seus filhos bem, vivendo com saúde e tendo o pão de cada dia.
Foi você quem envenenou minha vida,
quem abalou meu juízo — já frágil de nascença.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
sensual rainha do meu ser.Teu feitiço rompeu minha timidez
e me revelou o doce abrigo do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me conduz
ao paraíso da felicidade plena.
Eu te amei, mesmo quando minhas forças já não bastavam para sustentar tua presença nos meus pensamentos. Ainda assim, eu te amei.
Outro dia, pensei em você — minha amante doce e acolhedora.
Já me acostumei a viver no calor do teu abraço,
Cleópatra do meu coração, rainha dos meus desejos.
Você me faz bem — és um vício ao qual me entrego sem resistência,
amante e amiga, presença que me consome e me completa.
Talvez seja loucura, paixão ou algo que nem as palavras alcançam,
mas não consigo dividir esse desejo ardente que arde em mim por ti.
És mulher encantadora, luz que acende meu amor e dá sentido ao meu existir.
Foi você quem destilou veneno na minha existência,
quem sacudiu meu juízo — já frágil desde o berço.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
rainha sensual que governa meu ser.
Teu feitiço rasgou o véu da minha timidez
e revelou o doce refúgio do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me arrasta
ao êxtase de uma felicidade absoluta...
Toda vez que você pensar que poderia ter feito mais, continuará sofrendo. No fundo, você já fez tudo o que pôde, deu o seu melhor para agradar quem nunca mereceu o seu cuidado. Um dia você vai entender que todo esse esforço foi em vão, viva o tem melhor para você.
Se o tempo me moldou em cicatriz,
se o vento já levou o que não tinha raízes,
se o silêncio já aprendeu a cantar dentro de mim.
O que foi perdido não é ausência,
é chama que arde invisível,
é pedra que sustenta o abismo,
é sombra que ensina a luz a ser mais viva.
Não busco retorno, não espero resgate.
Carrego o vazio como quem carrega um estandarte,
porque há força naquilo que falta,
há eternidade naquilo que não volta.
Eu não vou me esconder,
porque você já conhece o fogo que trago no peito.
Sabe das minhas intenções,
essas que não cabem em silêncio nem em disfarce.
Intenções de te amar sem limites,
de incendiar teu corpo com meus desejos furiosos,
de te tomar pela paixão extravagante
que nasce só quando teu nome toca minha pele.
Você está aqui, mulher,
vivendo em cada parte do meu mundo,
respirando dentro dos meus sonhos,
ocupando o espaço onde antes só havia vazio.
E se o amor é tempestade,
eu aceito ser o vento, o trovão, o relâmpago —
tudo,
desde que você continue sendo
a razão ardente da minha vida.
