Ja Vivi um grande Amor

Cerca de 585853 frases e pensamentos: Ja Vivi um grande Amor

Não é medo de recomeçar e, sim, sentir todo o processo doloroso.
Já recomecei tantas vezes, já levantei tantas vezes que paro e me pergunto -De novo tudo isso, será que aguento?!- e quando se vê, já foi.

“Enquanto você joga limpo, o mundo já aprendeu a esconder as cartas.”

Comparsa


Chegou setembro, já é tempo de esquila.
É mantido e vêm os pila
Pro peão se arrumar.
Pego a comparsa, me ajusto de cozinheiro,
Assado, um carreteiro com a carne que sobrar.


O Moacir Souza tá com os pente afiado,
O Galpão tá preparado, tem ovelha pra esquilar.
De madrugada, um café começa o dia,
Avisou o rádio de pilha que o tempo vai firmar.


Ronca o motor, e a cancha tá preparada,
Delhe ficha, e o cancheiro junta o vélo pra amarrar.
De socador, o Anízio mete pata,
O Cleber pedindo gracha e criolina pra curar.


Don Valdemar, com a boina atravessada,
Bombacha arremangada, puxa os tento pra manear.
Deu nove horas, o churrasco da manhã,
Cheiro de cêbo de lã, e o mate pra vira.


Depois seguimos, vamos até o meio-dia:
Massa, carne e farinha, e a sésta pra descansar.
Que pela tarde segue a lida no Galpão,
Cada ovelha é o pão de quem vive pra changuear.


A noite vem, e os catrês são montados,
Cada um tem o seu lado, pra melhor se acomodar.
Alguns mateiam, outros versos e pajadas,
Contam casos, dão risada, pegam as ficha pra contar.


E assim se vão esses meses de comparsa,
E assim a vida passa,
Mal dá tempo pra sonhar.
Quem déra que o mundo fosse um tempo de tosquia,
Um Galpão, rádio de pilha, e um catrê pra descansar.


Renato Jaguarão.

Velha Figueira.


Velha figueira na beira das casas
Já virou brasa em algum fogo de chão.
Lembro do rancho, agora tapera,
Nesta primavera de eterna ilusão.


Se foram os potros da antiga mangueira,
Pela porteira o tempo passou.
Eu me vi guri, enfurquilhado no potro,
Fazia gosto, e meu pai me ensinou.


Ali ainda resta um oitão caído
E o chão demarcado onde era o galpão.
Já apodrecido, um palanque inclinado,
Que no passado aguentava o tirão.


Até o meu cusco eu vejo correndo,
Me acompanhando na lida campeira,
Tocando o gado, grudando o garrote,
Seguindo meu trote rumo à fronteira.


Voltar à querência, depois desse tempo,
É como o vento que um dia passou,
Levando meu mundo do campo à cidade,
Onde a saudade se aquerenciou.


Só restam agora as minhas lembranças
Da velha estância onde me criei:
O meu velho rancho, cochilha e mangueira,
E a velha porteira que um dia deixei.


Renato Jaguarão.

Vulnerabilidade não é fraqueza — é só o que resta quando a armadura já não serve mais.

Como já dizia Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses.” Pois então eu vos digo, amigos: encarei o abismo da minha alma, beijei o meu próprio demônio, realizei rituais do meu próprio suor e sangue; e afirmo, em alto e bom som, para que toda a sociedade possa me ouvir: eu sou o são que todos chamaram de louco. Sou a mais linda nascente que brota no rio Eufrates. Sou aquele, dotado de tamanha inteligência, que tentam calar com vossas bocas imundas. Então eu vos digo — não aos vossos ouvidos, mas às vossas mentes fechadas e doutrinadas: uma revolução não começa com um só homem; começa, sim, com doze.

Odeio sentir.
Não se faz mais como peso, me considerando já morta mentalmente, mas então, por que ainda dói? Então, por que ainda incomoda?
De fato, não consigo fugir da vida e suas surpresas. Que ironia sentir tudo isso novamente despencando sobre mim em forma de culpa, fracasso, perda de tempo. De que me adianta correr e correr, apenas para despertar de mais um sonho.
Quando vou poder ir além?
Como me fazes te amar e te odiar ao mesmo tempo?
Vida, tu me limitas à morte, o maior segredo jamais desvendado e revelado entre todo o ser vivente. No entanto, me proporcionas paixão infinita pelas inúmeras e belíssimas coisas que só tu podes fazer. Como podem as palavras "paixão" e "limite" coexistir, juntas em uma só escrita, e ainda, escrita minha!?
Resumindo: vida.
Odeio limites, mas tu me fazes vê-los pela primeira vez não como ameaças ou desafios, e sim como um lembrete: de que, se ainda falta olhar, talvez até mesmo procurar.
A verdade que minha mente se recusa a ouvir, é que sempre haverá algo que vale a pena viver para ver.

Dentro de quem acredita, o futuro já começa a nascer.

Eu me sinto tão exausta como se já tivesse vivido tudo que poderia viver, mas eu ainda tenho 19 anos.

O que custa tirar foto de mim sem me zoar? Por conta dessas brincadeiras que eu já não gosto da minha aparência.
O que custa elogiar as roupas que uso? Já doei tanta roupa que você disse que eu estava feia.
3 anos juntos e parece que aos poucos você está é me machucando.

Se todo mundo já errou, por quê não errar de novo?


-Diabo

Mentiras não me ofendem.
Me entediam.
Pois quem mente já desistiu de ser interessante.

“Se você mede suas palavras antes de postar, é porque já te roubaram a liberdade"

Vida sem Cor
Uma vida que já não faz sentido,
flutuando nas nuvens,
fora do relógio,
fora do tempo.


Sem nada,
sem cor,
sem lugar.


Uma vida que já deveria ter sumido,
mas eu a prolongo,
para chorar mais,
para sofrer mais.


A vida é complicada,
sem chão,
sem rumo,
sem dó de me ferir,
sem piedade de me quebrar.


Às vezes algo me faz sorrir,
me faz querer ficar,
mas ainda assim dói,
dói muito viver
tão miseravelmente.

"Hoje passei o dia juntando os pedaços de mim. Uns, eu encontrei. Outros, já perdi." Luiza Gosuen

A luz que buscamos fora é apenas reflexo da chama que já arde, discreta, dentro de nós.

⁠O que fazer sobre o veneno alheio? bem..como a própria indagação já delimita definição a qual ele o veneno não é seu mas do alheio,você o contrai só se for um idiota,pois trata-se de uma energia ruim que irá destruir o próprio venenoso e o destino lhe dará vida eterna para que beba de seu próprio veneno ao ponto de não o querer mais para que possa se tornar uma pessoa boa ,mas você não deva obrigar-se à isto por que como toda pessoa venenosa ela leva muitas décadas até estabilizar e mudar sua energia para uma boa. O que dá pra fazer é limitar o convívio ou cesar por completo ,salvo que queira por em prática a doutrina do bem maior sob o risco de perder o controle e se contaminar se não souber bem como o que fazer sobre o veneno alheio.

⁠Ninguém faz tanta falta do que aquele que já morreu, porque se estivesse vivo estaria como muitos desprezado. O remorso dói como uma lâmina afiada. Mais o egoismo sempre prevalece. Velas e flores não significam perdão, em vida o que conta são abraços e amor.

Otavio Mariano

⁠Pode fechar os olhos e aquietar o coração.
O que você não entende agora,
Deus já compreendeu faz tempo.

Ele conhece cada detalhe da sua espera
e já está agindo — mesmo no silêncio.

Então respira...
Entrega. Confia. Descansa.
Tem cuidado dEle em cada parte do caminho.

Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Mudar assusta.
Porque a gente se apega até ao que já não cabe.
Porque dói soltar o conhecido — mesmo quando ele pesa.

Mas ficar…
Ficar onde a alma encolhe,
onde o coração finge que está tudo bem,
onde a vida passa sem brilho nos olhos...
isso sim, devia nos dar pavor.

Não é sobre pressa.
É sobre coragem de ir.
Mesmo tremendo.
Mesmo sem saber o depois.

A gente foi feita pra florescer —
não pra criar raízes onde só existe sobrevivência.

Vai com medo mesmo.
Mas vai.
Porque ficar parada, às vezes, é o maior dos riscos.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna