Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Amanhã
Mais uma vez me pego escrevendo
Dores e sentimentos ruins
Que foi eu mesmo que criei
Sentimentos de culpa
De odio
Uma tortura
Nao sei o que será de mim
Eu aprendi uma coisa, a gente sempre é doido em algum lugar, seja em público ou em segredo, a loucura se manifesta em algum grau e de alguma forma
Não me deram tato então sou louca na praça, na rua e na vitrine social, onde muitos têm medo de se expor, os olhares alheios os consomem, mas eu já sei ser liberta por isso me desnudo
Sem sentido…
Hoje foi um dia bem atípico, acordei com uma sensação de morte, não que eu saiba ao certo como é essa sensação, afinal, eu nunca morri.
Mas, tinha algo de errado, meu corpo falava através das dores, eu ignorava e caminhava a enfrentar meus medos e construir algo para o “futuro”.
Não sei ao certo, mas, as dores aumentavam e eu num gritar de socorro me prendia aos cacos que ainda me restam.
As lutas de sempre estavam ali, mas, como Lei de Murphy não falha, havia de piorar.
Anoiteceu e eu me dei conta de como tem sido minha vida, minhas lutas, sim, minhas lutas, eu sozinho choro, eu sozinho resolvo meus dilemas, eu sozinho grito desesperado, eu me viro em ser alguém do servir, servir apenas de encosto.
Daí a pergunta, não é verdade que diz o ditado que melhor só do que mal acompanhado!
Eu não tenho muitas escolhas, minhas decisões me trouxeram até aqui, aí recorro a canção de Chico Buarque e Edu Lobo “A história de Lily Braun”… E lembro das estrofes:
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais “X”
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz…
Aí você deve está se perguntando “que porra esse doido quer dizer?”… Talvez nada, depende do entendimento, talvez tudo, depende do entendimento.
A construção do "eu" é, portanto, uma eterna negociação entre o que somos e o que o inconsciente nos impulsiona a ser.
Do Amor Leve
Apenas sei que amar, como uma âncora que cravas no fundo do mar do meu ser.
Eu te amo, como se ama o voo do pássaro: sem a posse do céu.
Amo-te como se ama o vento:deixando-me atravessar por sua verdade, sem tentar guardá-lo em meus punhos cerrados.
Que meu amor não seja uma gaiola dourada onde te encerro com promessas.
Seja, antes, o convite aberto para que pouses em meu galho, cantes tua canção e, quando o horizonte te chamar, partas sem culpa no peso das asas.
Pois o amor que prende, apodrece.
O amor que liberta, é eterno no instante.
Não quero o amor que é fardo, que é dever, que é troca pesada de seguranças.
Quero o amor que é dança. Um passo para ti, um passo para mim, e o ritmo que criamos juntos no espaço que nos separa e nos une.
Esse espaço sagrado…é onde a evolução acontece.
É onde deixamos de ser dois e nos tornamos dois que escolhem ser Um, sem se fundir, sem se perder.
Meu amor por ti não quer te, dominar quer consertar se houve, a quebra, apenas completar, que querer de mim...
Quero celebrar o que já és, um universo inteiro e inacabado.
Quero ser o solo onde tuas raízes bebem a água da alegria, e não a rocha que define o formato do teu crescer.
Tem que ser alegre, este amor.
Tem que ter o riso fácil da criança e a sabedoria quieta da montanha.
Tem que ser um“sim” dito ao sol, um brinde à vida que pulsa em nós.
A tristeza virá, como a noite vem, mas não será a casa onde habitaremos.
Será apenas a sombra que faz o sol parecer mais brilhante.
E nessa leveza, nessa alegria, na liberdade de sermos quem somos…
…aí sim, evoluímos.
Não por obrigação, mas por puro transbordamento.
O amor que é livre não exige mudança, mas inspira florescimento.
É um espelho que devolve não a imagem que desejo ver, mas a verdade mais bela que você é.
Portanto, toma a tua liberdade como a minha maior oferenda.
E eu tomarei a minha como o meu mais profundo compromisso contigo.
Porque o nosso amor não é uma ponte que um constrói para o outro.
É o oceano onde dois barcos navegam,cada um ao leme do seu destino,
mas iluminados pela mesma estrela, cantando para os mesmos ventos.
Livre. Leve. Alegre. Em eterna evolução.
Assim te amo. Assim me amas.
Assim somos, amor...
Uma vez eu tentei ser normal… Foram os piores 2 minutos da minha vida! Não siga minhas pegadas, também estou muito perdido!
Eu vejo um mundo em agonia, onde muitos correm para uma direção onde não tem salvação, se dirigindo inconscientementeao um próximo abismo.
Toda vez que eu consigo derrubar minhas barreiras, parece que uma barreira maior se ergue na minha frente.
Eu me sinto perdido mais um dia, sobre essas sensações confusas e discordantes. Em meu corpo há uma luta eterna entre o ódio e o amor, ódio a todos que me rejeitaram, e amor ao que poderíamos ter tido. Amizades profundas ou até mesmo amores intensos. Como calibrar esses lados e conseguir viver sem tamanha angústia em meu peito. Sinto-me tão ferido, certos momentos é difícil falar ou focar na realidade. Penso como posso me manter caminhando se a cada vez que há uma pedra eu a vejo e sinto ela, tocando tua forma, vejo seus entalhes, passo dias fitando-a. Não é só uma pedra, é uma antiga montanha, ela se forma tão grande e cheia de significados, como ver ela como uma simples pedra e pular sobre ela? Só de imaginar ter que dar um passo sobre tal pedra minhas pernas perdem a força. Não é uma pedra, ela é a pedra angular que sustenta o muro. E por alguma razão me tornei o muro que ela sustenta.
Hoje eu escrevo não com tristeza, mas com calma.
É uma despedida - um sussurro ao vento, um último olhar para o horizonte antes de partir.
A vida me ensinou a sentir, a cair, a levantar, e a amar com intensidade. Houve dias de sol, chuva, risos que ecoaram com alegria e silêncios que pesaram a minha mente. Mas, em cada um deles, aprendi um pouco mais sobre o que é ser humano.
Deixo para trás o medo, as culpas e os "e se" que me acompanharam por tanto tempo. Levo comigo as lembranças que me quebram por dentro, não só, mas as que aquecem meu coração - os rostos, as vozes, os momentos de paz, e que me tornaram ser quem eu realmente sou.
Se algum dia alguém ler estas palavras, por favor entenda: não é o fim, é apenas um cansaço eterno.
A vida não termina quando o corpo de cala, mas quando a calma deixa de sonhar.
E a minha, enfim, aprendeu a descansar em paz, grata por ter existido não desejo viver neste mundo.
Quanto mais passa o tempo, mais eu me convenço que é melhor permanecer solteiro mesmo, é uma Grande Benção, é a Graça de Deus para a vida humana.
Gaza Livre
Entre eu e o abismo,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Que não posso alimentar.
Entre eu e a vida,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Faminta que me devora.
Essa vontade se chama
Sonho.
Costurando Belchior
Você não sente nem vê mas eu não posso deixar de dizer meu amigo que uma nova mudança em breve vai acontecer, e o que era jovem e novo, hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer, até parece que foi ontem, minha mocidade. Apesar de termos feito tudo o que fizemos, Nós ainda somos os mesmos e vivemos, Como os Nossos Pais.
Amar e melhorar as coisas, me interessam mais.
Saia do meu caminho eu prefiro andar sozinho.
Deixem que eu decida a minha vida.
Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá o meu coração.
O tempo andou mexendo com com a gente sim.
Não sou feliz mas não sou mudo, Hoje eu canto muito mais.
A hora certa
Antes de tocar no assunto do título eu quero contar uma história para vocês, acredito que muitos viveram essa situação ou conhecem alguém que já viveu. Você é criança ou adolescente, as aulas estão para começar e você compra um caderno, um caderno bonito de algum personagem ou tema que você aprecia.
Ao abrir o caderno se depara com uma folha cheia de adesivos, adesivos bonitos dos mais variados tamanhos e formas, mas, curiosamente não usa nenhum de imediato, ainda vai esperar o momento certo para usar.
Dias se passam, semanas e até meses e nenhum adesivo foi usado, a hora certa nunca chegou, a situação ideal nunca se apresentou. O ano letivo termina e você não usou um único adesivo, ou se usou foram poucos.
Você já deve ter se tocado que esse papo não é sobre cadernos ou adesivos, mas sobre a mania que temos de esperar o momento certo para fazer algo que queremos muito, seja uma viagem, um curso na faculdade ou uma grande outra decisão na nossa vida, o momento ideal nunca chegará. Não adianta esperar que os planetas se alinhem, os astros, as estrelas, o momento certo não existe. Sabendo disso apenas comece, as coisas irão se desdobrar, a situação vai se modificar e você faz o que deveria ter feito mesmo sendo o “momento errado”.
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