Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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Tem gente que sobe um degrau e já se acha no céu.

A lua já era dela, e todas aquelas flores que roubei.

Se da sua casinha você consegue avistar o sol, sorria, pois você já é rico de tudo.

Não preciso de muito: a lua e um céu estrelado já me deixam feliz; o resto são os beijos dela.

Vá, o sol já te pertence, o brilho é teu.

Ninguém esconde um choro que já virou tempestade, um temporal.

Não importa que te achem um bobo, vai, ela já sabe que roubaram as flores.

Enquanto você estiver esperando alguém te emprestar o barco, já há outro no seu lugar lançando a rede.

Mesmo que a tempestade demore a passar, não pare, pois quem sabe até lá o céu já não esteja azul, e o sol já não esteja brilhando.

Não pare, estamos a três passos da montanha, já vejo daqui, os nossos sonhos.

Tem gente que do nada ilumina a gente, já chega trazendo o sol.

A dor do amor puro não vem do mal que o outro faz, mas da imensidão de um sentir que já não cabe no próprio peito.

"O excesso de cuidado sem espaço sufoca, e quando a pessoa percebe, o sentimento já se gastou."

"Tem mágoa que se acumula no silêncio; quando a pessoa decide ir embora, já se despediu há meses."

Viva o agora! Viva-o já!
Amanhã!? Bem, amanhã...
posso ser displicente
ser diferente
ou talvez eu me reinvente...
mudando pra sempre...
afinal, já falei... sou consistente
e vivo o presente...
e cada dia é diferente... concorda?


Viva o agora! Viva-o já,
antes que o instante se dissolva
na esquina invisível do tempo,
antes que o sonho se esconda
sob a poeira dos dias.


Amanhã? Bem, amanhã
posso ser displicente,
posso ser diferente,
ou talvez me reinvente,
mudando para sempre,
como quem troca de pele
sem deixar de ser semente.


Afinal, já falei: sou consistente,
feito rio que segue adiante,
mas guarda nas margens
a memória de cada nascente.
Vivo o presente —
este milagre breve,
esta chama que arde
entre o que fui e o que serei.


E quando penso ter partido,
quando o passado parece distante
e o futuro se abre, gigante,
há uma voz, terna e persistente,
que atravessa o silêncio,
me alcança de repente,
e ainda insiste
em me chamar pelo nome.


Então eu paro.
Respiro.
Escuto.


Porque talvez viver seja isso:
não fugir do tempo,
mas abraçá-lo no instante exato
em que ele passa —
e, por um segundo,
também me abraça.

⁠Não precisamos buscar sentido para vida, pois o fato de estarmos vivos já é o sentido de tudo e todo resto é o que fazemos dela para encontrarmos o sentido de continuarmos vivendo.

Viva o agora! Viva-o já,
antes que o instante se dissolva
na esquina invisível do tempo,
antes que o sonho se esconda
sob a poeira dos dias.

Se sua primeira mensagem pelo WhatsApp já tem preço, talvez você tenha pulado a parte mais importante da venda: entender o cliente.

Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.

(Douglas Duarte de Almeida)

Quanto custa ser o que se é? Pergunta besta, mas incômoda. Quem já se olhou no espelho com a suspeita de que o reflexo sabe algo que você insiste em negar sabe: a resposta dói antes de chegar.

A culpa se aloja em cada gesto ousado, em cada palavra engolida, nos silêncios que preferimos. Ela é pegajosa, insistente, um lodo que adere à pele e ao pensamento. A liberdade, por outro lado, chega quase sussurrando e exige preço: ser inteiro, visível, irreversível.

Ser quem se é significa viver com a língua raspando as feridas da própria alma. Admitir que cada escolha, mesmo mínima, é uma cratera na qual a culpa pode se esconder — e que ainda assim, é ali que respiramos.

A culpa se veste de memória; a liberdade, de coragem. Oscilamos entre elas. Algumas vezes, a culpa nos segura pelo tornozelo; outras, a liberdade nos carrega pelo peito, nos atirando contra o céu.

Ser quem somos não é leve. Não é fácil. Não é barato. Mas o preço, cada suspiro, cada nó na garganta — vale mais que fingimento, mais que qualquer paz comprada com silêncio ou complacência.

No fim, o duelo nunca termina.
Mas existe algo de radicalmente bonito em atravessar essa colisão entre culpa e liberdade: sentir cada choque, cada fissura, cada centelha — e ainda assim continuar inteiro, pulsando, crua e irreversivelmente vivo.