Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
SOU GARI
Sou Gari,
Sou catador de lixo
E me tratam como bicho
Quando quero trabalhar
Não bastasse ainda o sacrifício
De acompanhar de perto o disperdício
De tudo aquilo que ainda dá pra aproveitar
Menosprezam meu serviço
Mas ainda sinto orgulho do meu ofício
Pois dele meu sustento posso tirar
Ainda assim o meu dinheiro
Não me paga o reconhecimento
Que eu deveria ganhar
Pois não apenas varro ruas e calçadas
E nem somente recolho o lixo das estradas
Que você insiste em sujar
Minha ação vai mais além
Pois mesmo sendo um "ninguém"
Da sua saúde ajudo a cuidar
Mesmo assim não sou doutor
Mas faço tudo com amor
Para que doenças não possam se alastrar
Dê valor ao meu trabalho
Suo a camisa sem horário
Para tudo organizar
E mesmo que você não veja
Eu sou aquele na peleja
Para uma cidade limpa te entregar
(mantenha ela assim)
Não sou anjo nem demônio, mas sim um
homem que não tem medo de chorar e que sabe
que a cada erro terei ainda mais a desconfiança
daqueles que me rodeiam
- O último poeta do novo tempo
"Sou poeta mas também sou perverso,
Sou gentil mas também dou desprezo".
Sou palpável, falo e escuto, e mesmo assim sou malvado. Ninguém viu, ouviu ou tocou Deus, mas continuam afirmando que Ele é bom. Isso chega a ser absurdo.
Duas coisas me levam a buscar agradá-lo: carência carnal ou loucura. Em suma, sou 99% irredutível e 1% animal.
Sou a favor dos direitos iguais? Não... Acredito sim que as mulheres têm é que ter mais direitos que os homens... só por ter nascido mulher.
Domínio
sou protegido pela água e pelo fogo.
Pela altura e pela profundidade.
Pela rosa e pelo espinho.
Por vilões e mocinhos.
Pelo Anjo e o Demônio.
Pela mentira e pela verdade.
Pelo Céu e pelo Inferno.
Pelas TREVAS e pela Luz. Pelo homem e pela mulher. Pelo preto e pelo branco.
Pelo TODO -PODEROSO Deus e pelo Diabo.
Pela noite e pelo dia.
Pelas duas estações frias e pelas duas estações quentes.
Tenho a proteção do mundo invisível no visível mundo.
"Minha escolha sempre será a paz, mas sou forte o suficiente para ser perigoso. Pessoas ruins não respeitam bondade que vem da fraqueza."
A cada dia sou surpreendido pela decepção que surge quando as certezas sobre as pessoas se revelam ilusões.
QUANDO A PORTEIRA SE ABRE!
Há dias em que sou princípio.
Eixo.
Coluna erguida no meio do vendaval.
Defendo a vida como quem acende lamparinas
em territórios onde a noite insiste.
Meu verbo é justiça.
Meu gesto é permanência.
Mas há dias,
em que o existir me enverga.
E algo dentro de mim range.
Não é descrença.
Não é abandono do que acredito.
É o corpo lembrando de todas as lutas
que a alma sustentou em silêncio.
Vem primeiro um abalo,
não na ideia,
mas na carne.
Um peso que não tem nome,
uma vertigem que não pede licença,
uma névoa que atravessa o pensamento
e colore tudo de nefasto.
É quando a porteira se abre.
E os pensamentos que eu sei que não sou
correm pelo pasto da minha mente
como bois assustados.
Eles gritam exageros.
Sussurram desistências.
Inventam um mundo sem saída.
E eu, por instantes,
exagero nos goles da dor.
Bebo como se a tristeza fosse água
e a razão, pequena demais para conter o dilúvio.
O sentimento derruba a lógica
sem piedade,
sem perdão.
Mas ainda assim,
há algo que permanece.
Mesmo quando tudo em mim vacila,
há uma centelha
que observa.
Ela não grita.
Não acusa.
Não foge.
Apenas permanece.
E é ela
que me lembra,
quando o vendaval cessa:
Eu não sou a tempestade.
Não sou os pensamentos que me atravessam.
Não sou o peso que me curva.
Sou a consciência que atravessa a noite
e ainda escolhe amanhecer.
E mesmo que a porteira se abra outra vez,
mesmo que o abalo retorne,
há em mim
um princípio inegociável
que nenhuma dor consegue desalojar:
defender a vida,
inclusive a minha.
❤
"Você marca minha carne
como se fosse brasa.
Sou excesso naquilo que me
transborda e
você, meu amor ... ❤
é a gota que falta para
iniciar a enchente."
❤
Sinto o que sinto
Sou genuína não minto
Gostaria de saber ser …
Sinto que não sei viver
Nesta sociedade corrosiva
Que vive uma mentira
Sinto o que sinto …
Transpareço … não minto
Mas gostaria de mentir …
Nesta vida a corroer …
Sinto … mas quero sentir
Quero ser eu; não quero fingir
Sinto o que sinto …
Porque não posso transparecer
O que sinto … quero dizer
A vida parece encenação …
Vida sem razão de ostentação
E temos que ocultar …
Para o mundo agradar
Sinto que quero …
Por ser genuína desespero …
Sinto o que sinto …
Gostaria de mentir …
Mas não minto
A máscara pesa mais que o próprio rosto,
Engulo o choro, o medo e o desgosto,
Sou o pilar que todos vêm buscar,
Mas no silêncio, minha a estrutura range.
Sou o oceano que não pode transbordar,
A dor contida que a ninguém consegue enxergar.
Tristeza e cansaço escondido no rosto
Com sorriso disfarço, o meu triste esforço.
Meu grito ecoa o vazio no peito.
Que ainda acredita em um mundo perfeito.
Não sou simpatizante da mesmice, embora, seja obrigada a conviver com ela. Ponho um pouco de entusíasmo na rotina e vou enfeitando os meus dias comuns.
Mil sentimentos, um milhão de interrogações.
Sou composta por certezas e confusões, me sinto comôda na minha desordem, o que pra você parece simples, para mim é motivo de revolução.
(Palavras da alma)
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