Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Ovelha de Guarda
Por Mônica Barreto Alves
Fui a filha teimosa, a do contra, a rebelde, a ovelha negra que o rebanho não entende. Desobediente aos olhos de quem queria silêncio, fui o erro, o ruído, o eterno desavenço.
Meus passos eram tortos para a régua da família, enquanto os "escolhidos" brilhavam na trilha. Eles eram os troféus, o orgulho, a perfeição, eu era a sombra, o aperto no coração.
Mas o tempo, esse mestre que não sabe mentir, viu o brilho dos "queridos" um a um sumir. E quando o esquecimento se instalou no teu olhar, nenhum dos adorados veio te segurar.
O Alzheimer chegou, apagando o que restou, e o silêncio da casa os "perfeitos" afastou. Onde estão os troféus? Onde está a devoção? Não estão no teu leito, nem te dão a mão.
E aqui estou eu, a ovelha marcada, aquela que, para você, nunca valia de nada. Sou eu que te limito, que te guio, que te dou o pão, sou eu o teu porto, a tua única direção.
Sou eu quem segura o que a memória perdeu, quem cuida do pai que de mim se esqueceu. Porque o amor de quem foi julgado é o mais verdadeiro: não cuido por mérito, cuido por ser inteira.
A ovelha negra, no fim da jornada, é a única luz na tua estrada nublada.
O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.
O Pequeno Pai
Por Mônica Barreto Alves
Jonathan, meu primeiro, o fruto da minha imaturidade,
Crescemos juntos na luta, na dor e na saudade.
Nossa relação foi divina, o início de tudo,
O menino dos meus olhos, o meu porto seguro.
Mas o JOKAANA precisava de um pilar, de um cais,
E tu, tão pequeno, assumiste o papel de pai.
Enquanto eu trabalhava, o asfalto sob o pé,
Cuidavas e alimentavas os teus irmãos, com toda a tua fé.
Essa carga pesou, o cansaço te roubou a infância,
A adolescência chegou com a dor da distância.
O ódio veio à tona, os traumas foram jogados,
Decidiste partir, deixar os teus laços quebrados.
Foste morar com o pai, buscar o que parecia lindo,
Mas a realidade doía, o sonho ia sumindo.
Um ano depois, o destino nos uniu na rodoviária,
Eu e a Ana, chorando, numa prece extraordinária.
Recebemos-te de braços abertos, o perdão selado ali,
Pois o amor de mãe nunca morre, eu sempre soube de ti.
Hoje és o meu mais velho, o orgulho que me invade,
Mesmo com as marcas de uma vida com tanta dificuldade.
Sigo orando por ti, por cada sonho realizado,
Terreno e carro aos 25, o teu sucesso é sagrado.
Conseguiste o que eu ainda não alcancei, meu filho amado,
E a minha felicidade é ver o teu futuro abençoado.
O JOKAANA está de pé, e tu és a sua primeira pedra,
O pequeno pai que cresceu, e que o amor agora regra.
Amo-te além das falhas, além do tempo e da dor,
Pois tu és o início de tudo, o meu primeiro amor.
Saudades de casa todos nós temos no entanto, poucos são aqueles que querem realmente retornar para ela.
A grandeza dos esquisitos, loucos e estranhos é que eles são os únicos a não ter medo das coisas que todos os que são considerados ''comum'', costumam ter medo
Quanto mais faz-se coisas sem vontade mais vai se percebendo a sua realidade em relações as coisas,e as coisas em relação a você.
Siga e confie sempre nos seus instintos e coração porque eles são os únicos que sabem o que você realmente precisa e não o que te faz bem, o que é bom pra você ou o que você quer, sonha e deseja.
O Dia Que Não Terminou
Me sinto tão estranho aqui
Que mal posso me mexer, irmão
No meio dessa confusão
Não consigo encontrar ninguém
Onde foi que você se meteu, então?
Tô tentando te encontrar
Tô tentando me entender
As coisas são assim
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração tem segredos
Que movem a solidão, a solidão
Me sinto tão estranho aqui
Diferente de você, irmão
A sua forma e distorção
Não pareço com ninguém, sei lá
Pois eu sei que nós temos o mesmo destino então
Tô tentando me encontrar
Tô tentando me entender
Por que tá tudo assim?
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração tem segredos
Que movem a solidão, a solidão
Quem de nós vai insistir e não
Se entregar sem resistir então
Já não há mais pronde ir
Se entregar à solidão e não
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração tem segredos
Que movem a solidão, a solidão
Meus olhos grandes de medo
Revelam a solução, a solução
Meu coração tem segredos
Que movem a solidão, a solidão
#Detonautas
Se alguém ti disser que você é um erro não fique triste,nem chateado ou com raiva do alguém pois lembre-se os erros sempre te ensinam algo, em outras palavras...você sempre tem algo a aprender consigo mesmo e você mesmo tem algo para ensinar a você mesmo...
Grilhões de
Debates foram feitos sobre a vida, mas, na verdade, o que foi feito foram lutas, guerras, separações, limitações, preocupações, problemas, confusões ... de uma maneira mais fácil de dizer: muito caos,por que grilhões são algemas e é isso que algemas fazem....te prendem.
.Autor:Aceitando seus medos
Ela é uma flor, mas consegue ser um jardim inteiro.
Ela é uma gota de água, mas se torna um oceano.
Ela é apenas uma árvore, mas se torna uma floresta.
Ela é apenas uma nuvem que, vira o nosso céu.
Ela é um verde, que se torna multicor.
Ela é a natureza que você despreza com tanto ódio e rancor......
Nunca, jamais, se intrometa na vida de alguém,não importa quem seja,se é alguém conhecido ou não, se está fazendo mal ou não,se está se machucando ou não.
Não é da sua conta o que acontece na vida alheia!!!!!
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