Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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Dinheiro para mim é muito pouco; eu quero é mais, quero pessoas, afetos, sabores, cheiros, melodias, sintonias, silêncios sinceros, andar sem rumo, lugares, ar puro, mato, mar, montanhas, cidades, realidades, histórias, detalhes, momentos, sentimentos, universos, vida.

Entre a religião e a ciência, eu acredito no ÓBVIO.

Antes eu achava que fazer o que eu sinto vontade era egoísmo; hoje percebo que egoísmo é quem dita o que eu deva fazer.

Não costumo cobrar que os outros façam o que eu quero; procuro fazer para os outros aquilo que eu quero.

A vida é muito curta para eu ser o que o mundo quer que eu seja.

O que importa para mim é seguir o sentimento, viver tudo que no fundo eu sinto vontade.

Eu não preciso saber o que eu quero da vida, apenas viver o que eu quero na vida.

O que eu busco está além do dinheiro e do prazer.

Não espero por ninguém, não cobro que ninguém me espere; vivo o que eu sinto vontade de fazer.

Não questiono por que eu sinto vontade de viver; vou e faço, vou e vivo!

Para mim, o necessário é aquilo que eu mesmo faço, aquilo que eu preciso para fazer e aquilo que eu preciso para sobreviver; mais que isso é exagero, posse, ganância.

Quando alguém me define de qualquer forma, eu aceito e concordo.


As definições dizem mais sobre quem as faz do que sobre quem eu sou. Ao aceitar sem resistência, desarmo conflitos e sigo em paz, enquanto cada um lida com suas próprias interpretações.

A única certeza que temos é a nossa existência. Se eu existo, o universo também existe. Se eu sinto, eu existo; se eu penso, eu existo. Não importa se é programado ou não, se é um pensamento ou um sonho, ainda assim, existe uma forma de existência.


O que não parece existir, na verdade, está apenas dando lugar àquilo que é. A inexistência, na verdade, não existe, pois até a palavra que usamos para defini-la, existe. Portanto, a existência prevalece sobre a ideia de inexistência.


Não posso deixar de existir após a morte, pois a morte, na realidade, não é o fim. O que existe são transformações. Quando morro, não estou realmente morrendo, estou apenas passando por uma mudança, encerrando uma transformação para dar início a outra. A existência segue, em um ciclo contínuo de transformações. Cada mudança encerra uma forma de ser e dá início a outra. Nada realmente deixa de existir; tudo apenas se transforma e continua de maneira diferente.

O que a sociedade pede para eu fazer, muitas vezes, é o contrário do que eu devo fazer. Isso porque, ao seguir o que ela quer, eu não estarei fazendo o que realmente desejo, mas sim o que ela espera de mim. Mas o que eu realmente quero? Essa resposta só eu posso encontrar, ninguém mais. E só vou descobrir isso na prática, vivendo, vivendo por mim, sem seguir imposições externas, mas sim me ouvindo e buscando o meu próprio caminho.

Antes de julgar o que é certo ou errado, eu vejo o fato; depois que eu entendo esse fato, vejo se esse fato é certo ou errado para mim.

Geralmente, quando eu julgo o outro, o outro vira espelho de mim mesmo.

Existem pessoas como eu, mas ninguém igual a mim.

Eu faço do inferno o paraíso da minha vida.

Não existe solidão, porque existe eu.

Eu não estou preso em casa e nem livre na rua; eu estou em mim mesmo.