Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

Cerca de 561559 frases e pensamentos: Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

⁠"Quando eu digo que deixei de admirar certas pessoas em minha vida, eu não quero dizer que elas deixaram de ser importantes, mas sim, que deixaram de ser priorizadas por mim, pelo tanto que falavam e pelo pouco que faziam, por enfeitarem tanto os sentimentos e pouco exercê-los, por representarem demais a vida e não levarem a sério o seu próprio coração. Sei que tenho uma parcela de culpa nestas decepções que tive, pelas expectativas que eu mesma criei, mas nem sempre imaginamos que alguém possa ser tão diferente do que demonstra ser, e talvez, seja isto que nos empolga vez em quando, não nos permitindo ter cautelas quando o negócio é lidar com o ser humano e o seu jeito imperfeito de "ser". Acredito que também ja fomos admirados por alguns, que obviamente também se decepcionaram com tantos desvios bobos nossos, porém há aqueles que aprendem com os tropeços, e se encontram dentro de si, outros, continuam se "achando"✍

⁠Embora nosso contrato não seja totalmente justo, vou servir o senhor da melhor forma que eu puder até o fim.

Bon Appétit, Vossa Majestade (série)
1ª temporada, episódio 1.

Eu deixei um pedaço do que eu sinto em cada palavra que eu digitei neste texto.


Clarice Lispector, Freud, e Carlos Drummond com certeza iriam usar uma língua perfeita pra dizer isso, talvez diriam:


"Eu não apenas escrevi — eu me espalhei. Em cada palavra ficou um pedaço de mim: ora silêncio disfarçado de grito, ora desejo que se esconde do próprio olhar, ora pedra transformada em pão. Deixei ali o que não cabia em mim — e ao digitar, fui me desfazendo para poder existir.”


Eu não posso deixar de lembrar do saudoso Fernando Sabino, e Rubem Alves. Se eu dissesse a Freud estou me perdendo nas coisas boas ele provavelmente me faria esta pergunta:


"Mas diga-me… ao se perder nas coisas boas que escreve, de que exatamente você está tentando se encontrar ou se esconder?"


Eu claramente responderia assim se eu fosse como Fernando Sabino:


“Quando me perco no que escrevo, não é tanto para me esconder, mas para me revelar. A gente escreve porque a vida não cabe inteira no silêncio. E, ao tentar me encontrar, descubro que o melhor de mim se revela justamente no pedaço que parecia perdido. Escrever é me perder para me achar de novo — e nesse vai e vem, vou sendo um pouco mais eu.”


E se eu perguntasse a Rubem Alves, porque as pessoas desejam alguém que as escute de maneira calma e tranquila, em silêncio? Se eu perguntasse a ele porque no tempo de nosso amigo Freud as pessoas procuravam terapia para se curarem da repreensão e hoje procuram por causa da dor de não haver quem os escute?


Ele talvez me responderia assim…


“Minha querida, as pessoas sempre tiveram sede de escuta. No meu tempo, buscavam terapia porque carregavam dentro de si a ferida das proibições, das vozes que gritavam ‘não pode!’, ‘não deve!’, ‘cale-se!’. O mundo estava cheio de regras, e o coração ficava aprisionado.


Hoje, o que vejo é uma dor diferente. Não é a dor da repressão, mas da solidão. Não é o excesso de vozes, mas a falta delas. As pessoas sofrem porque não há quem as escute em silêncio — silêncio que não julga, não apressa, não dá respostas prontas.


O maior consolo que um ser humano pode dar ao outro não é um conselho, mas a sua presença atenta. Escutar é como oferecer um copo de água a alguém que atravessa o deserto. Quando alguém nos escuta de verdade, nós renascemos.


E talvez seja por isso que tantos procuram terapia hoje: não por doença, mas por fome. Fome de escuta. Fome de existir nos ouvidos e no coração de outro ser humano.”


Antes de morrer, eu gostaria de ter tomado um chá ou café com leite com Clarice Lispector, ter atravessado a rua, e um automóvel ter passado por cima de nós, e nós morremos. Ter adiantado as cartas de Fernando Sabino para evitar a decepção dele com os correios. Ter citado tudo aquilo que hoje eu não tenho coragem deitada num sofá de couro com Freud. Ter gastado horas incansáveis vezes pensando num verso que a pena não quer escrever junto com Carlos Drummond. E ver Rubem Alves citando o porque ainda não pensaram numa avaliação para avaliar a felicidade dos alunos, mas que todos se perguntam como os professores estão… - (Obra: A alegria de ensinar)


Eu não escrevo pra viver, eu vivo da poesia…


Se escrevo é porque tenho histórias pra contar.

Me pergunto qual foi o começo de todo esse amor…
Como eu poderia esquecer dos dias em que apenas te admirava à distância? Dia após dia, me perdendo em teu sorriso, me encantando com teu jeito, me alegrando apenas por te ver.

Como colocar em palavras que, além de tua beleza única, ainda havia tua energia — uma energia calma e brilhante, que me fazia sentir cada estrela no céu e no mar?

Após tantos anos, ainda tento descrever tudo o que sentia ao te ver…
E, duvido que algum dia eu consiga escrever todos os poemas que meu coração te recitou.

Sigo, então, comparando-te a todas as coisas belas que há no mundo — já sabendo que nenhuma delas chegará aos teus pés. E mesmo que o mundo inteiro brilhe, ainda me falta tua luz.

Eu escolho acreditar nas minhas verdades

Por eu te amar demais, me entrego ao seu lado, minha querida.

Você é tão linda que me faz perder a noção do que é beleza.
Porque quando te olho, tudo o que eu conhecia se desfaz,
E só resta o brilho do teu existir.

Queimei aquela camiseta que você me deu de aniversário, sem perceber que eu não era a única que a usava.
Cortei aquela camiseta que você disse que amava, só que não amava em min se não em ela.
Queimei e cortei as promessas, aquelas que você jurou à sua mãe que seriam cumpridas.


Queimei aquelas cartas de amor que me faziam apaixonar mais por você a cada dia, sem sentido.


Queimei todos os presentes que você me deu porque eles me lembraram de um erro meu.


Queimei meu coração para não sofrer e voltar para o seu.

eu amo-te,
mas não te vou rogar mais, porque não vou namorar alguém que não quer namorar comigo.

Eu cuido, eu curto, eu adoro você.

Querida, como me despedir se o adeus nunca aconteceu? Sua partida foi silêncio, e eu fiquei preso no instante antes do fim.

Entre milhões de pessoas, aqui estou eu — apenas mais um, ou talvez algo único.

As minha memórias se fundiram aos meus pensamentos, mais sujeitos a dizer o que eu sinto dentro de mim. Estou acumulado de paz de espírito ao seu lado, que agora posso contar com a sua companhia.

Eu não fico onde
não me cabe.⁠

A Cura do Irremediável.”




Eu começo este texto, explicando porque “A Cura do Irremediável”.
Segundo a wikipedia,“Irremediável” é algo sem solução, sem remédio ou possibilidade de ser evitado ou reparado, de forma definitiva, ou fatal.
A Cura do Irremediável, porque soa como um paradoxo, “a cura daquilo que não podia ser curado”.
Em sentido filosófico e existencial, representa a busca humana por lidar com perdas, dores e situações que parecem definitivas.
Existem dores, pessoas, lugares e tempos que não voltam mais.
Com um tempo, se desfaz, e esfarela tudo no vento.
Há algumas perdas que não tem remédio.
Silêncios em excesso que não se desfazem em palavras…
Mas, no fundo da alma cansada, onde o impossível se deita totalmente cansado, nasce uma cura, a cura do Irremediável.
não é apagar o que já passou, é claro.
Mas é aprender a respirar na ausência, e no silêncio que estão te fazendo sentir.
A cura do Irremediável não é devolver o que se perdeu, é transformar a ferida em choro deixado para trás. E transformar esse choro em oração.
E assim, o Irremediável se cura.

⁠Não penso ter a vida inteira
Pra guiar meu coração
Sei que a vida é passageira
E o amor que eu tenho não

Angela Ro Ro

Nota: Trecho da música Fogueira.

Eu a amo, ela me faz bem, mas não posso, ela não pode ser minha. Me mata apenas amar ela a distância tão perto, ao mesmo tempo tão longe.

Se eu pudesse voltar para a noite, no dia em que te conheci.

Se eu pudesse voltar para a noite, na noite dos jogos.

Ah se eu pudesse retornar, para o que era.

Mas se retornado ao que era, não seremos diferentes que fomos.



Se eu pudesse mudar o dia em que te conheci.

Se eu pudesse mudar a noite dos nossos jogos.

Se eu pudesse alterar, o que aconteceu, talvez então, mudaria oque seriamos.

Mas não seriamos quem somos mais, talvez uma ilusão, criado de um mundo inexistente.

Seriamos e não seriamos, nós ao mesmo tempo.



No fim o passado não se altera, e o futuro inexiste.

Somos o que somos agora, no presente, e nada mais.

Somos nossos atos de agora, e nada mais.

Somos a intensidade do presente e nada mais.



E nada mais.

Mas se eu pudesse ser mais.

Se eu pudesse ter sido menos.



Talvez

Eu teria amado mais.

Eu teria negado menos.



Talvez

Teria na primeira conversa, me entregado mais.

Teria na primeira conversa, guardado sentimentos menos.



Um Talvez........

Talvez tivesse dado certo.

Talvez tivesse dado errado.

Impossível saber, pois ficou inerte, sem atos.





No Fim, A vida não é feita de Se ou de Talvezes

A vida é feita de decisões momentâneas, que regem o futuro incerto.



Talvez recomece, talvez seja realmente o fim. Cabe nossos atos decidir.

No fim, o passado foi, o presente se faz agora, e o futuro é deixado para seguir o fluxo.

Tal dádiva entregue ao homem, por Deus, feita para realizar o presente.

Nada mais é, nada mais será, se não feita por atos agora, se nada feito, o mundo se mantem inerte.

Quão chato é morrer, e perceber que o momento que deixamos escapar teria mudado tudo, e nada mais resta senão o silêncio do que poderia ter sido.⁠

Tudo que soube sobre mim, estava errado.
Eu não gosto de amarelo, gosto da cor dos teus olhos
Não gosto de pagode, gosto do som da sua voz
Tô longe de gostar de cabelo cacheados, gosto dos seus cabelos
Eu não gosto da individualidade, gosto do significado da palavra "nós"

👉🏼 O Eu Invisível: A Essência que Transcende Corpo e Pensamento

“Não somos nosso corpo, nem nossos pensamentos; somos a consciência que observa. Ela não se prende ao tempo, não se perde nas ilusões, não se abala com a forma. Eternamente livre, silenciosa e pura, ela revela quem realmente somos: essência infinita, conexão com o todo.”