Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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Tanto no regresso, quanto na partida, só há uma saída: desapegar-se do eu, acreditar e seguir.

Tanto no regressar, quanto no partir, só há uma saída: desapegar-se do eu, abandonar os seus medos, acreditar e seguir.

Olhe pra mim, eu era assim, você pode mudar, o mundo pode mundar. Sempre há uma saída. A garrafa gira para tudo que é lado.

Um dia eu desci,
desci leve, sonhadora,
pra começar uma nova história,
a jornada do ensino médio,
cheia de risos, cadernos e aurora.


Ontem eu desci de novo,
mas o peso era outro nas mãos
uma certidão antiga e áspera,
como o clima duro do sertão.


Sim, a certidão de nascimento,
que agora muda de nome e sentido,
pra comprovar não só um papel,
mas o amor que tenho vivido.




28/10/2025

Consertos


Uma vida desconcertante,
Consertos por todos os lados
Consertos do EU,
da alma,
Do coração,
Consertos da vida,
Consertos da contramão,
Consertos desconsertante,
De miúdos,
De granéis,
Consertos abundantes,
Consertos e carretéis.

Em toda a minha vida como resenhador, eu jamais neguei uma resenha.

Uma coisa que eu aprendi.
O que é uma montanha hoje, amanhã é um grão de areia... Depende da distancia de onde querem enxergar.

Manhãs não acordadas


Hoje eu acordei.
Acordei em mais uma manhã de céu nublado,
com as luzes embaçadas
pelas nuvens que cobrem todo o céu.


Hoje eu acordei.
Diferente de outras manhãs,
em que durmo acordado de olhos abertos,
vendados pelo vazio,
cobertos pelo nada
e preenchidos pelos vasos quebrados,
sem flor.


Hoje eu acordei.
Acordei sonhando com a vida
que mato todos os dias
ao não levantar da cama.


Parado,
cansado,
paralisado por mim,
em mim,
dentro de mim.


Esse sou eu?
Ou o eu já foi embora
nessa manhã
em que levantei?

Se tivesse uma máquina de apagar os pensamentos eu usaria pra apagar os meus

Quando eu me tornei na linha de frente de uma peleja, eu me tornei um alvo imediato do diabo.
O meu ministério está em questão: É bom mas é mortal, é doce mas o resultado é amargo

"Descobri uma coisa sobre as tempestades, de sede eu não morro."

É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.


Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.


Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.


Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.


Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.


Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.


Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.


É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.


Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.


Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.


Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.

Nós tocamos um amor à distância.
Nós sentimos saudades e nos contamos
'Eu te amo' através de uma tela.
Tivemos que nos dar o 'Bom dia'
'Boa noite' por meio de uma mensagem.
Tivemos que desejar um ao outro através de uma imagem.
de imaginar um na pele do outro.
Tocou-nos morder os lábios, fechar os olhos, apertar as pernas e sufocar esse desejo intenso.


Tocou-nos ser fortes.
e mostrar ao mundo que não importa se estamos perto ou longe, do que quando duas pessoas se amam você sempre pode, e você me ama e eu amo você, só você tem todo o meu coração, meus pensamentos, e meu amor...


e vamos lutar para tornar possível o que temos, então não importa o que os outros pensam, porque o nosso amor está ficando mais forte, mais real e verdadeiro a cada dia.

Então, dando uma redimensionada em minha vida, percebi o quanto ela tem sentido, notei que eu tinha o que perdi quando criança, ao encontrar, sentir uma emoção tão grande que não consigo medir, assim como o céu, como o vento, não consigo descrever, o que importa é que nesta viagem, a minha outra metade é você.

Eu aprendi que a lealdade na ausência é uma afirmação de valor. É uma proeza de caráter que revela minha essência e a profundidade da minha gratidão para com aqueles que confiam em mim.

Pra você que me chama de velha, com o único objetivo de diminuir ou ofender-me eu só desejo uma coisa: que você tenha a sorte de chegar a minha idade com a vida brilhando no olhar, saúde, disposição, bom humor e todos os dentes na boca.

A vida é um doce veneno, que eu tomo uma dose todos os dias na esperança de ficar imune e não mais sofrer ao tomá-la.

Eu não sei muito sobre ser, pois a cada esquina têm uma versão para a criação do que somos, ligo nos tornamos e só então paramos sem saber qual melhor ser? Como saber que meu melhor é o ponto de vista correto para minha realidade? Quem definiu que tem o melhor/Pior e não uma alternativa de ser? Como saber o lado que daria certo ou o que daria errado pra depois da certo? Como saber?

É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.


Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.


Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.


Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.


Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.


Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.


Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.


É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.


Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.


Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.


Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.

Apesar de todo sofrimento que passei, eu vejo cada batalha travada como uma grande oportunidade de experimentação e por consequência amadurecimento. E acredite, mesmo tendo estado no fundo do poço sou extremamente grato por ter passado prlo que passe.