Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
NOSSA FINITUDE
O mundo já não basta em si, ele quer me devorar.
Ele, o mundo, comporta-se como um bicho feroz,
Sedento e faminto...
Eu já não basto em mim e tento devorá-lo, também.
Mas sou tragado, como a parreira lambida pelo fogo.
Assim, deixo-me ser consumido, pois não há porque lutar,
Pois tudo, é o que é! Já percebeu que a força
Do destino que pensamos estar em nossas mãos
É um pêndulo, como uma mão que balança o berço?
Já percebeu que precisamos de fatores externos
Para cumprirmos algo, e que existe em nós
Uma força interna e o desejo de cumprir algo?
Já parou para pensar por que as coisas acontecem?
E como surgem as boas e más ideias e as situações?
De certa forma, muitos pensam que dominam a própria vida,
Sendo que há fatores que sempre nos desapontam
Em todo momento e que somos devorados
Todos os dias por uma grande força motriz
Invisível, sem nos darmos conta da finitude
Que existe de tudo que pensamos entender...
Em algum lugar no espaço-tempo, onde o tempo se dobra,
Na sua infinitude, pode ser que exista
Um eu, um você, tentando alinhar a cronologia do tempo,
Para que as coisas por aqui progridam da melhor maneira possível,
E que o destino realmente faça jus ao seu ofício
E que tenhamos a benção dos deuses como sorte...
CHÃO PRETO II
Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.
O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:
“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.
Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.
E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.
A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.
Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.
Ysrael Soler
Nossas marcas do passado não determinam para onde vamos; elas apenas mostram o caminho que já percorremos. Eu passei pelo fim de relacionamentos dolorosos e enfrentei um vazio profundo no peito, mas me recusei a ficar no papel de vítima. Precisei me afastar do barulho e das opiniões dos outros para finalmente me ouvir com calma, lembrando que viver de verdade exige coragem.O cuidado que passei a ter comigo mudou tudo, trazendo de volta uma paz de espírito que eu não sentia há muito tempo. Entendi que o amor verdadeiro não sufoca, não prende e não exige que a gente se anule. Pelo contrário, ele traz cura através da paciência e aceita os nossos erros com leveza. Hoje, me sinto pronto para viver um sentimento maduro, que não se abala com o tempo ou com a distância, porque está baseado na certeza de que mereço dias melhores.A vida sempre vai trazer problemas difíceis e testes diários para a nossa estabilidade emocional. No entanto, manter o otimismo é o que nos guia nos momentos mais difíceis, provando que sempre é possível dar a volta por cima. Olho para cada erro como uma lição valiosa e celebro o orgulho de ser alguém completo, independente e totalmente livre.
NÃO VOTE errado, VOTE DIREITO!
EM QUEM?
Claro que você já sabe.
VOTE NELA!…
Não votar, anular é votar errado. Por que errado? pq o voto vai pra quem quer te ver abaixo da linha da pobreza, dependendo da bolsa, do gás, e vivendo enrolado.
QUAL O FEMININO DE DIREITO?
Já ouvi alguém dizer
Que eu sou um esquisito
Mas não vou deixar de ser
Pois isto é meu requisito.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
Acredite em si mesmo e na sua essência.
E não dê explicações para aqueles...
Que já optaram por te julgar!
Eles não sabem do seu esforço.
Rita Simões
“Há noites em que o coração conversa com a lua porque já não encontra linguagem entre os homens.”
— Juliana Hoffmann Liska
“Não podemos nos salvar por esforço próprio. Pois nosso Senhor já empenhou o esforço necessário. Resta-nos então trabalhar mais que escravos. Por amor a JESUS, o Filho de Deus.”
"Minha mente não habita o presente; ela já vive na realidade trilionária que estou trazendo para o mundo, e convido você a entrar antes que as portas se fechem."
“Existe um momento em que o sujeito percebe que permanecer preso à repetição já não alivia a falta. É no campo da decisão que surge a virada de chave: não a de esquecer o outro, mas a de se libertar da necessidade dele.”
Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?
Tudo se foi.
Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.
E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.
Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.
Não há mais alvorecer.
Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.
Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.
Tudo se foi.
E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.
Caem.
Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.
Assim também definha o meu ser.
Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.
Já não sou árvore.
Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.
E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.
Mas nada encontro.
Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.
Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.
E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.
Assim permaneço:
ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.
E talvez esta seja a mais cruel das mortes:
não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.
"Estou reorganizando
minha vida, mas as peças
já não se encaixam como antes.
Mudaram de forma.
Ou talvez quem tenha
mudado tenha sido eu."
“Perdida entre o que digo, o que não quero dizer, o que já disse e tudo aquilo que ainda preciso dizer.”
NÃO TE VOU DIZER ADEUS
A porta já tinha batido. As lágrimas já tinham secado. As palavras, aquelas palavras, já não tinham mais sentido. Nada mais faria sentido, pois já não estavas ao meu lado.
Que outras palavras diria, se para ti tudo estava acabado? Não te disse adeus, aliás, nem me despedi. Olhei apenas nos olhos teus, que marejados de lágrimas falavam para os meus, em palavras, meu Deus, que no peito tanto senti.
Não te quis dizer adeus, talvez por não acreditar que essa despedida fria fosse para sempre ficar. Deixei a porta aberta, a luz do quarto acesa, a tua foto à minha frente e o nosso jantar, ainda quente, esquecido sobre a mesa.
Espero ainda até hoje, esperarei todos os dias, enquanto o coração quiser. Pois o amor às vezes esconde-se, no entanto, nunca foge. E o nosso, não era um amor qualquer.
Por alguma razão não o disse, pois li nos olhos teus. Desde então, eu sei que esse amor ainda existe. Por isso não me despedi, chorei apenas, e não te quis dizer adeus.
Anacrônico
Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.
O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.
Os animais de rua não pedem direitos; eles expõem a falência moral de uma sociedade que já os reconheceu apenas como sobra.
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