Ja Chorei Ouvindo Musica Chaplin

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Vivo pensando em ti.
Já tenho minha resposta: sei exatamente o que podemos construir juntos.
Por isso, te faço uma proposta — de alma aberta e coração inteiro.

Tu não guardas recordação dos meus erros,
Nem cobras o que já confessei.
Teu perdão é um rio que nunca seca,
Lavando minhas culpas, renovando minha alma.
Quando caio, Tu me levantas,
Quando falho, Tu me restauras.
Porque Tu me perdoas,
Aprendi a perdoar também.
(Livro 33 Razões para Te Amar DEUS)

Comparsa


Chegou setembro, já é tempo de esquila.
É mantido e vêm os pila
Pro peão se arrumar.
Pego a comparsa, me ajusto de cozinheiro,
Assado, um carreteiro com a carne que sobrar.


O Moacir Souza tá com os pente afiado,
O Galpão tá preparado, tem ovelha pra esquilar.
De madrugada, um café começa o dia,
Avisou o rádio de pilha que o tempo vai firmar.


Ronca o motor, e a cancha tá preparada,
Delhe ficha, e o cancheiro junta o vélo pra amarrar.
De socador, o Anízio mete pata,
O Cleber pedindo gracha e criolina pra curar.


Don Valdemar, com a boina atravessada,
Bombacha arremangada, puxa os tento pra manear.
Deu nove horas, o churrasco da manhã,
Cheiro de cêbo de lã, e o mate pra vira.


Depois seguimos, vamos até o meio-dia:
Massa, carne e farinha, e a sésta pra descansar.
Que pela tarde segue a lida no Galpão,
Cada ovelha é o pão de quem vive pra changuear.


A noite vem, e os catrês são montados,
Cada um tem o seu lado, pra melhor se acomodar.
Alguns mateiam, outros versos e pajadas,
Contam casos, dão risada, pegam as ficha pra contar.


E assim se vão esses meses de comparsa,
E assim a vida passa,
Mal dá tempo pra sonhar.
Quem déra que o mundo fosse um tempo de tosquia,
Um Galpão, rádio de pilha, e um catrê pra descansar.


Renato Jaguarão.

Velha Figueira.


Velha figueira na beira das casas
Já virou brasa em algum fogo de chão.
Lembro do rancho, agora tapera,
Nesta primavera de eterna ilusão.


Se foram os potros da antiga mangueira,
Pela porteira o tempo passou.
Eu me vi guri, enfurquilhado no potro,
Fazia gosto, e meu pai me ensinou.


Ali ainda resta um oitão caído
E o chão demarcado onde era o galpão.
Já apodrecido, um palanque inclinado,
Que no passado aguentava o tirão.


Até o meu cusco eu vejo correndo,
Me acompanhando na lida campeira,
Tocando o gado, grudando o garrote,
Seguindo meu trote rumo à fronteira.


Voltar à querência, depois desse tempo,
É como o vento que um dia passou,
Levando meu mundo do campo à cidade,
Onde a saudade se aquerenciou.


Só restam agora as minhas lembranças
Da velha estância onde me criei:
O meu velho rancho, cochilha e mangueira,
E a velha porteira que um dia deixei.


Renato Jaguarão.

Odeio sentir.
Não se faz mais como peso, me considerando já morta mentalmente, mas então, por que ainda dói? Então, por que ainda incomoda?
De fato, não consigo fugir da vida e suas surpresas. Que ironia sentir tudo isso novamente despencando sobre mim em forma de culpa, fracasso, perda de tempo. De que me adianta correr e correr, apenas para despertar de mais um sonho.
Quando vou poder ir além?
Como me fazes te amar e te odiar ao mesmo tempo?
Vida, tu me limitas à morte, o maior segredo jamais desvendado e revelado entre todo o ser vivente. No entanto, me proporcionas paixão infinita pelas inúmeras e belíssimas coisas que só tu podes fazer. Como podem as palavras "paixão" e "limite" coexistir, juntas em uma só escrita, e ainda, escrita minha!?
Resumindo: vida.
Odeio limites, mas tu me fazes vê-los pela primeira vez não como ameaças ou desafios, e sim como um lembrete: de que, se ainda falta olhar, talvez até mesmo procurar.
A verdade que minha mente se recusa a ouvir, é que sempre haverá algo que vale a pena viver para ver.

Que o seu dia seja c⁠omo você, ou seja, um dia lindo,
Pois tudo que vc pede a Deus já está vindo!
A maior beleza de uma mulher esta dentro do seu interior,
Pois é dela que percebemos o seu verdadeiro valor!

Eu: - Sensação de que já vivi isso antes.
Tu: - Isso é bom ou ruim?
Eu: - Ruim, mas sei o que posso fazer para mudar essa situação.


Isso não é sobre déjà vu, é sobre a oportunidade que você tem para melhorar do que na última vez que te ocorreu essa mesma situação.

O que custa tirar foto de mim sem me zoar? Por conta dessas brincadeiras que eu já não gosto da minha aparência.
O que custa elogiar as roupas que uso? Já doei tanta roupa que você disse que eu estava feia.
3 anos juntos e parece que aos poucos você está é me machucando.

Não é o que já vivi que determinará meu destino, mas aquilo que faço no presente e a firmeza com que persevero no caminho da retidão.


Sim, tropecei muitas vezes.
E se alguém me aponta como imperfeito, não nego: sou.
Pois a perfeição não pertence ao ser humano, mas apenas a Deus.


Contudo, o que me move não é justificar minhas quedas, e sim superá-las.
Com a graça do Altíssimo, empenho-me em não repetir os desvios de outrora.
Porque se os erros de ontem permanecem nos gestos de hoje, que esperança haverá para o futuro?


Se me falta compaixão...
Se ignoro que as escolhas passadas influenciam o presente...
Com que autoridade poderei aspirar a uma vida de verdadeira nobreza moral?


Esta meditação não se restringe ao vício ou à infidelidade, mas alcança todos os campos da vida:
os gestos que não se pensam, as palavras que ferem, as atitudes que silenciosamente revelam o coração.


Pois quem não reconhece suas próprias falhas, não pode jamais caminhar rumo ao amadurecimento.

Anacrônico


Carregar ideias anacrônicas
é como vestir roupas que já não cabem,
forçar o passo em sapatos gastos,
tentar reviver um tempo que já partiu.
Nada mais pesado que carregar pensamentos anacrônicos em tempos de mudança.
Pensar com ideias anacrônicas é viver preso ao passado.
A vida não espera relógios parados,
ela pede olhos que vejam o agora,
corações que se abram ao presente,
coragens que caminhem adiante.


O passado é raiz, não prisão.
O futuro é semente, não ilusão.
E o presente — esse instante vivo —
é o único solo fértil
onde floresce a transformação.

Mentiras não me ofendem.
Me entediam.
Pois quem mente já desistiu de ser interessante.

Vida sem Cor
Uma vida que já não faz sentido,
flutuando nas nuvens,
fora do relógio,
fora do tempo.


Sem nada,
sem cor,
sem lugar.


Uma vida que já deveria ter sumido,
mas eu a prolongo,
para chorar mais,
para sofrer mais.


A vida é complicada,
sem chão,
sem rumo,
sem dó de me ferir,
sem piedade de me quebrar.


Às vezes algo me faz sorrir,
me faz querer ficar,
mas ainda assim dói,
dói muito viver
tão miseravelmente.

Poema III
Repente de um poeta



Já vi cacto dar flor no silêncio da aflição,
E vi lágrima em dor, em sorriso e oração.
Quem planta o sonho bruto, colhe verso em cada mágoa —
O que rega o futuro? Suor e lágrima, vulgo: água.

O sol não tem compaixão, a chuva virou promessa,
E a terra só dá legume se a fé não for só conversa.
O filho da estiagem tem coragem desde os ossos —
Não murmura a miséria, nem destrata um dos nossos.

Já vi homem ter dinheiro e morrer sem ter sentido,
E matuto sem um troco dividir o seu abrigo.
A riqueza que perdura não se mede por moeda —
Mora é na intenção, no coração de um poeta.

⁠Ninguém faz tanta falta do que aquele que já morreu, porque se estivesse vivo estaria como muitos desprezado. O remorso dói como uma lâmina afiada. Mais o egoismo sempre prevalece. Velas e flores não significam perdão, em vida o que conta são abraços e amor.

Otavio Mariano

⁠Pode fechar os olhos e aquietar o coração.
O que você não entende agora,
Deus já compreendeu faz tempo.

Ele conhece cada detalhe da sua espera
e já está agindo — mesmo no silêncio.

Então respira...
Entrega. Confia. Descansa.
Tem cuidado dEle em cada parte do caminho.

Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Mudar assusta.
Porque a gente se apega até ao que já não cabe.
Porque dói soltar o conhecido — mesmo quando ele pesa.

Mas ficar…
Ficar onde a alma encolhe,
onde o coração finge que está tudo bem,
onde a vida passa sem brilho nos olhos...
isso sim, devia nos dar pavor.

Não é sobre pressa.
É sobre coragem de ir.
Mesmo tremendo.
Mesmo sem saber o depois.

A gente foi feita pra florescer —
não pra criar raízes onde só existe sobrevivência.

Vai com medo mesmo.
Mas vai.
Porque ficar parada, às vezes, é o maior dos riscos.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠E se a vida for um jogo?

Talvez não te tenhas dado conta, mas já estás em campo há algum tempo.
Fizeste as jogadas certas? Ou ficaste apenas na defesa, esperando o apito final?
Atacaste quando tiveste oportunidade, ou deixaste o medo segurar os teus passos?
Controlaste o tempo… ou simplesmente deixaste o tempo controlar-te?

E afinal… que tipo de jogo é este?
Coletivo ou individual?
Porque, se for coletivo, e tu estiveres a jogar sozinho, talvez já estejas a perder —
Não porque te falte talento, mas porque te falta visão de equipa.

No intervalo, paraste para refletir?
Percebeste que não és o único em campo?
Ou continuas a seguir o plano inicial, mesmo quando o jogo já mudou?

Talvez estejas agora no segundo tempo da vida.
Já devias ter percebido a natureza do jogo…
Mas se ainda não percebeste, corre o risco de te perderes.
E o mais triste não é perder —
É nem saber ao certo o que se está a jogar.

⁠Bom dia…
Não se cobre tanto.
Você está fazendo o melhor que pode com o que tem.
E isso já é coragem.

Respira.
Ainda tem coisa bonita pra acontecer hoje.
Ainda tem carinho esperando pra te alcançar,
mesmo que você não veja de onde vem.

Confia:
o céu não esquece de quem continua,
mesmo com o coração cansado.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Já me vi perdida,
sem direção, sem saída.
Mas, no escuro, Deus acendeu luz em mim —
e mostrou que sou mais forte
do que imaginava ser.

Ele conhece minhas dores,
meus caminhos e silêncios.
E, por me amar tanto,
nunca me pede mais
do que eu posso suportar.

— Edna de Andrade

⁠Você já foi abrigo pra tanta gente…
Já segurou lágrimas, silenciou dores e cuidou até quando ninguém te cuidava.
Agora é a sua vez.
De ser colo pra si mesma.
De se ouvir com carinho.
De entender que você também merece descanso, afeto e amor que não machuca.
— Edna de Andrade