Ja Chorei de tanto Rir
Atalhos
Já tive muitos caminhos cruzados
Por rios e mares naveguei
Desejos e sonhos não realizados
Mas em ti mulher eu me encontrei
Se as flores já não te dizem mais nada, se os dias te passam sem alegria alguma, e o teu riso murchou, certamente, o amor já se afastou de ti.
Já amei e também fui amado
Pelos caminhos que eu andei
Sofri muito e fui desprezado
Mas não me arrependo se amei.
Quantas paixões eu já vivi
Não dá nem pra me lembrar
Cada uma me fez sentir
O quanto é bom a gente amar.
Quem semeiaalguma coisa espera
Certamente já preparou o terreno
Se for o amorisso não é quimera
Deseja-se ter um romance pleno
Já fiquei n'uma sinuca de bico
Como se diz no velho ditado
Chamaram meu taco de nanico
Isso me fez ficar muito zangado.
Em respeito à grandes batalhas que já travei na vida, hoje me dou ao direito de escolher as lutas que pretendo entrar, isso por que algumas não valem à pena, não irão agregar em nada na minha vida e nem na vida das pessoas que me rodeiam, seria somente um desgaste desnecessário de energia, prefiro deixar meu dragão repousando para cuspir fogo por causas grandiosas. Agora só não pode invadir o meu território, por que quando isso acontece, independe de quem seja o invasor, o fogo sai queimando
Se eu me afastar é porque estou refletindo, se eu nunca mais voltar é porque já refleti e vi que não vale à pena.
Carta à Culpa
Cara a Culpa;
Você me acompanha por muito tempo, já superei você várias vezes mas você sempre dá um jeito de voltar e dessa vez você veio forte, mas saiba que a rejeito mais uma vez, você, apesar de sempre presente em minha vida, não é minha amiga, você é como uma erva daninha que tenta sugar a minha existência, mas não vou me entregar, vou lutar novamente até você virar uma lembrança que aparece de vez em quando, mas que não fica permanente a ponto de me assombrar, isso porque você não me pertence, eu não pertenço a você, eu não preciso e não quero tê-la na minha vida, estou disposta a lutar mais uma vez contra você senhora a Culpa e sim estou disposta a vencê-la novamente.
Foi naquele dia que percebi que não havia mais escapatória, eu já havia entregado todos os pontos.
Naquele dia em que, fugindo desesperadamente, corri em direção oposta à saída e fui ao seu encontro.
Naquele dia em que meu olhar procurou em meio a multidão, e ao encontrar, involuntariamente sorri.
E quando percebi já estava totalmente rendido, naquele dia em que parei de imaginar e passei a sonhar, como se todos os sonhos fossem possíveis.
O papel do pregador não é inovar a Bíblia, é lembrar o povo daquilo que eles já sabem e ensinar para aqueles que são novos na fé os fundamentos de forma genuína e integra; O que passa disto é heresia.
Se nos propusermos a viver o que Deus preestabeleceu(planos), viveremos o que para Deus já aconteceu. O que é futuro pra você, pra Deus já é uma realidade, Deus passeia na eternidade.
Se ao esconder você sente que está “um nível acima” dos que mostram, então sua humildade já se tornou soberba.
Há quem diga que se tornou banal
Que já não existe, é algo que se perdeu
Há quem duvide da sua existência
Na fala de quem prometeu
Mas quando se é de verdade
As juras se tornam sinceras
No coração da pessoa certa
Ele floresce nas primaveras
O amor é real
Você pode acreditar
Se ainda não o encontrou
Por favor, jamais canse de procurar.
Tenho andado em silêncio. Falar não tem sido o bastante, apesar de já ter falado muito.
O observar tem me parecido mais atrativo.
Deixar as coisas tomarem seu rumo sozinhas, como quando observamos aquela gota de chuva escorrendo pela janela... Ou quando vemos alguma presa prestes a ser devorada por seu predador que está ali parado, aguardando o momento certo, pronto pra dar o bote...
Certamente sabemos como será o desfecho da história, mas observamos com um certo fascínio...
... Já por algumas vezes senti uma satisfação e contentamento que não cabia mais em mim... Ia crescendo e iluminando o caos aqui dentro...
Lutar não foi em vão, mas me entregar teria sido.
Eu me via como um fraco, mas hoje vejo o quanto fui forte. Suportei o impensável, enfrentei...
Depois de muitas quedas, eu venci... Não deixei a luz que havia em mim se apagar...
E aprendi a aceitar os altos e baixos, sem me perder no processo...
— Olá velha amiga. Seja bem vinda. Sente-se e fique a vontade, já que conseguiu arrombar a porta.
Digo que é um imenso desprazer sua presença, mas você já faz parte de mim. Costumo te manter afastada pra proteger meu bem estar, porém é inevitável sua volta.
Te rejeito, pois traz consigo meus medos, meus traumas, minha insegurança... Mas vamos, tome um pouco de café, enquanto me lembra de como meu mundo é pequeno e destrutivo.
Conte-me como foi ficar tanto tempo afastada e o quanto lutou pra conseguir me abalar ainda que só um pouco e hoje conseguir forças suficiente pra atropelar meu castelo de areia que construí com tanto cuidado.
Cante para mim suas canções melancólicas enquanto dilareça meu coração e embaraça meus pensamentos.
Não ligue pra minhas lágrimas, nem pras minhas mãos trêmulas e muito menos pra minhas frases incompletas, que falo enquanto sufoco com falta de ar.
Mas seja breve por favor, depois que concluir seu trabalho vá embora.
Não te demores muito. Pois estarei recolhendo meus cacos espalhados por todo o carpete, e pedaço por pedaço tentarei colocá-los de volta no lugar.
E então até eu terminar não retornes, velha amiga.
Não se preocupes, você sabe exatamente onde me encontrar, e se possível se perca pelo caminho e nunca mais volte.
E se um dia eu precisar de você, o que garanto que não vai acontecer, gritarei bem alto: —Volte amiga Ansiedade, sinto sua falta!!!
Véspera de natal
Olhei para o relógio, já passava das 20horas, e ainda não tinha comprado o presente de natal da minha filha. A boneca Barbie, tão desejada, o ultimo lançamento, para ser mais precisa. Tinha que correr, antes que o shopping fechasse, ou mesmo que o natal chegasse. Saí correndo do trabalho, e o trânsito, como era de se esperar estava uma loucura, afinal era véspera de natal. Entrei e saí correndo do Shopping, esta era a vantagem de saber exatamente o que tinha que comprar. Entrei no carro, observando ao redor, tentando descobrir a melhor maneira de sair daquele estacionamento. Quando de repente, avistei uma pequena criatura, fixei o olhar para observar melhor, percebi que se tratava de uma menina. O farol do meu carro estava em sua direção, o que a fazia parecer um ser mágico, a pele parecia tão branca quanto nuvens em dias de sol, seus cabelos eram longos e brilhavam em contato com luz. O que uma menina fazia àquela hora da noite, sozinha em frente ao shopping, estaria perdida? Desci do carro e andei em sua direção, o que a fez reagir, fazendo um movimento, como se quisesse fugir. Recuei enquanto a observava mais atentamente, e descobri que ali havia uma linda menina, talvez uma criança abandonada, maltrapilha e amedrontada. Olhei mais uma vez ao redor, e vi que passavam por ali muitas pessoas apressadas, sem sequer olhar para aquela menina, era como se mais ninguém além de mim, a enxergasse. Percebi então que havia ali um segurança do shopping, me aproximei e comentei com ele sobre a menina, e o que ele falou deixou-me entristecida e ao mesmo tempo revoltada:_Senhora, não dê atenção a estes pequenos delinquentes, eles estão sempre por aí, e aquela menina, só tem jeito de anjo. Fiquei sem palavras, e saí enquanto ele dava atenção a outros clientes que pediam informações. Senti meu corpo gelar, enquanto me perguntava como uma pessoa poderia falar isso? Era apenas uma pequena criança abandonada! Apressada caminhei até o local onde havia visto a garota, e para a minha tristeza, ela não estava lá. A procurei, e nada, havia simplesmente desaparecido! Depois de muito procurar voltei para casa, onde encontrei todos felizes, preparando-se para a ceia de natal e a troca de presentes. Felicidade geral, todos riam e falavam muito, enquanto eu mal conseguia dar um sorriso, e apesar de esta com minha filha, meus pensamentos estavam distantes. O que teria acontecido com aquela menina, estaria ela com fome e com frio? Como seria seu natal? Sem sucesso, voltei algumas vezes aquele shopping, com esperança de rever aquela criança. Nunca a reencontrei, e meu natal nunca mais foi o mesmo, sempre recordo com certo remorso e tristeza, aquela noite.
