Ja Chorei de tanto Rir
Chora e chora e
só pensa em mim,
Já não sou mais o seu refém,
Pode me liberar do seu além,
E a viver sua vida,
Com seu alguém.
Já não sou parte,
Da sua história.
Cabe você ser,
O próprio autor .
E rescrever
Sua própria história.
Frases, textos e citações by Josy Maria
Hoje é domingo, e o Natal já está tão perto que quase se pode ouvir o eco das preces por dias mais leves. Hoje, o coração mistura cansaço e fé, esperança e medo, como se cada sentimento disputasse espaço no peito. Mas é justamente essa mistura que nos torna fortes. Porque mesmo cansados, seguimos acreditando; mesmo com medo, nós nos entregamos à esperança. Que o domingo nos acolha com a promessa de que o Natal está chegando e, com ele, a chance de um respiro mais profundo, um abraço mais demorado, e uma paz que talvez tenha faltado em outros momentos. O peso das obrigações não precisa apagar o brilho da fé que insistimos em carregar. Hoje, olhando para tudo o que vivemos, nós vencemos. E ao longo desta semana, vamos acreditar que venceremos mais um dia, e outro, até que o Natal chegue trazendo a paz que tanto merecemos.
Que haja essa paz.
Assim seja.
Josy Maria 08/12/24
Frases, textos e citações by Josy Maria
Reflexão do dia: Vontade de suavizar a vida
Já li sobre isso. Vontade de suavizar a vida numa xícara de café, ou numa dose de vodka. Vontade de suavizar a vida na poesia da rotina, ou nas histórias fictícias. Vontade de suavizar a vida nas conversas amenas, desinteressadas, ou nos realities do momento. Vontade de suavizar a vida na arte, no lazer, no banho de mar salgado ou no transbordamento das lágrimas salgadas. Vontade de suavizar a vida com o silêncio da natureza, ou com o barulho de uma festa, com o escuro de um cinema, ou com o sol de uma piscina. Vontade de suavizar a vida pela escrita, que extrapola dores e fé, ou com o sono que estabiliza emoções contundentes. Vontade de suavizar a vida em um templo religioso, ou em uma pista de corrida. Cada um suaviza a vida como sabe, como pode, de acordo com o que tem, dentro e fora de si. Aqui, não cabem comparações, diminuições ou engrandecimentos, aqui cabe apenas mostrar que cada um faz o que pode para suportar a rotina dos dias, para que a vida não seja só trabalhar para se alimentar, para que haja um propósito, um norte, uma fuga, um entorpecimento momentâneo. O que desejo para mim e a cada um a quem este texto chegar, é a suavização da rotina e o fortalecimento da fé, da própria força e da crença de um futuro melhor. Desejo o aprendizado para evitar as vicissitudes da vida e procurar suas melhoras, materiais e imateriais. Desejo o labor que sustenta, mas também o lazer que restaura. Desejo a dignidade, e tudo que dignifica. Desejo a presença de Deus, com todo seu amor e cuidado. E que só a Ele caibam os julgamentos. Desejo a todos nós, enfim, a suavização da vida, necessária para que ela prossiga, com todas as suas lutas e belezas.
Josy Maria
Para hoje
Já agradeceu hoje pelo que você tem que é essencial em sua vida? A gente agradece pelo que tem enquanto batalha pelo que não tem. Dar mais valor apenas a coisas que têm preço, tira a atenção do que realmente importa, do que realmente fica, mesmo que você não tenha um real no bolso: os afetos sinceros, os amores verdadeiros, os que ficam ao seu lado nas trincheiras enquanto espera o caos da vida passar, enquanto luta com você as suas guerras. A gratidão faz com que se enxergue cada bênção como um presente dado por Deus. Ela traz o contentamento que acalma a alma diante do que falta e diante do que é injusto. Ela não ensina a se conformar sem lutar, mas nos faz ver o lado bom da vida. Agradeça, independente de qualquer coisa, hoje e sempre.
Josy Maria
Frases, textos e citações by Josy Maria
Mil dores por curar
Já acumulei mil dores
De mil feridas por curar,
Tantas quantas as cores
Das que estão por fechar!
Quais as curas ou remédios,
Pra curar os mil tédios
Que me fazem escrever
Mil poemas sem querer?
Mil perdões por pedir,
Mil sorrisos por sorrir,
Mil dores por curar
E mil espinhos por aceitar
Porque sou ser sem dono,
Rei sem trono
De uma vida por viver
Sem sequer saber
Qual dos mil destinos,
Qual dos mil violinos
Hei de tocar!
Velhice no ponto final
Virgulas, já as perdi no caminho
Onde atalhos vão dar a pontos finais;
Reticências, rezo-as sempre sozinho
Pra escapar a parágrafos canibais!
Aos poucos vislumbro o último vinho
Que beberei não sei de que punhais!
Ter menos tempo é ter mais a perder,
Quase nu e tanto pra escrever!
São horas lentas, frias e demoradas,
Que a velhice aceitou e por onde há
Pouca agitação e muitos nadas;
Estou onde a televisão está
E vejo-a com pálpebras desmaiadas;
Do que lá vejo e oiço, bastará
A minha ruidosa cama
E a visita de quem me ama...
Sou as cruzes e rasgos do desfiladeiro,
Cheio de marcas que contam histórias;
Tenho no bolso um andar batoteiro,
Relógios calcinados, que não dão horas,
Um olhar obsoleto, um falar trapaceiro,
Que pergunta quantas mais memórias
Terei com o meu melhor fato?
Oh, destino ingrato...
Amor, desalento e solidão
Queria, quem já não me quer seu,
Que por sua vez não quer ninguém
E quem me quer eu rejeitei também
Por não ser de quem não é meu!
Quantas portas ao amor eu não dei!
De o querer, quantas se fecharam?
Quantas solas e aparas se gastaram?
Quantas poemas e ruas atravessei?
Mas que desalento chato e redondo,
Que se o tento cantar a um canto,
Ele não os tem, e eu lá vou pondo
Nós engasgados num calado pranto!
Não podendo ao amor cantar então,
Vou indo e dando, espaço à solidão.
Defronte Com O Racismo
Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar,
Por carregar na cor da pele a negação como afirmação
Já fui citado no silêncio da resposta,
Por carregar na cor da pele a razão reputada na segregação
Já fui vitima do título de vitimismo,
Por carregar na cor da pele a dor da discriminação
O mal que um dia a alguém fizeste,
Independente do tempo de quando for,
De tudo que já foi futuro,
O passado se fará presente.
Antes de entrar no negócio, assuma já sua postura e passe de imediato as regras para o seu parceiro, antes que a fantasia tome conta e você não tem para dar.
Ser conservador é, pois, preferir o familiar ao estranho, preferir o que já foi tentado a experimentar, o fato ao mistério, o concreto ao possível, o limitado ao infinito, o que está perto ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, a risada momentânea à felicidade eterna.
