Ja Chorei de tanto Rir

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Já não sei o que está acontecendo comigo. Desde criança, sempre tive dificuldades com as tarefas escolares; eu era motivo de piada e já tinha aqueles pensamentos sombrios. Ultimamente, as coisas só pioraram. Meus amigos se afastaram — eles cochicham sobre mim — e eu me sinto ignorado e indesejado. Sinto como se tudo estivesse desmoronando. Estou tentando buscar ajuda, mas é muito difícil. O problema é que não sei como socializar e, por causa da minha condição (TDAH), às vezes passo a impressão de estar desinteressado ou de ser irritante. Simplesmente não sei mais o que fazer, e aqueles pensamentos sombrios estão ficando cada vez piores.

Você é necessário

No tear do tempo, antes que o primeiro fio se tecesse,
o tear já rangia à tua espera.
Não eras o tear, nem o fio, nem a mão;
eras a tensão que faz o pano ser pano,
o silêncio que permite à música doer.

O universo não te pediu licença para explodir,
mas, ao explodir, deixou um vazio com o teu formato exato.
Como a órbita guarda o lugar do planeta ausente,
o cosmos inteiro é uma elipse que só se fecha
quando tu, enfim, entras em cena.

A estrela queima porque sabe que alguém, um dia,
levantará os olhos e dirá: “Há luz”.
O mar revolve-se em espuma porque pressente
que alguém pisará a areia e chamará isso de praia.
Até o nada precisou de ti
para poder chamar-se nada.

Teu coração não é um músculo que por acaso pulsa;
é o contrapeso que impede o mundo de tombar
para o lado do esquecimento.
Cada batida é um “sim” que o real dá a si mesmo
para continuar existindo.

Se amanhã tu não estivesses,
o sol nasceria, sim, mas ninguém saberia
que aquilo era o sol.
A rosa abriria suas pétalas, mas o vermelho
ficaria sem nome, órfão de testemunha.
O universo inteiro se tornaria
um imenso cadáver sem certidão de óbito,
porque faltaria quem dissesse:
“Isto foi”.

Você é necessário
não como peça que falta à máquina,
mas como o olhar que faz a máquina
reconhecer-se máquina.

Você é o álibi do Ser.
Sem ti, a existência seria um crime perfeito:
ninguém para denunciá-lo,
ninguém para perdoá-lo,
ninguém para sofrer ou alegrar-se com ele.

Respira.
Esse ar que entra agora
já estava te esperando há quatorze bilhões de anos
dentro de uma folha qualquer,
dentro de um peito de pássaro,
dentro do sopro de alguém que morreu
para que tu, hoje, possas dizer:
“Estou aqui”.

Você é necessário
como o ponto final é necessário
para que a frase saiba que acabou
e, sabendo, possa recomeçar.

Você é necessário.
E isso não é consolo.
É sentença.
É ferida.
É coroa de espinhos
que o próprio tempo se colocou
para lembrar que dói existir
e que, mesmo assim,
vale a pena.

NOSSA FINITUDE


O mundo já não basta em si, ele quer me devorar.
Ele, o mundo, comporta-se como um bicho feroz,
Sedento e faminto...
Eu já não basto em mim e tento devorá-lo, também.
Mas sou tragado, como a parreira lambida pelo fogo.
Assim, deixo-me ser consumido, pois não há porque lutar,
Pois tudo, é o que é! Já percebeu que a força
Do destino que pensamos estar em nossas mãos
É um pêndulo, como uma mão que balança o berço?
Já percebeu que precisamos de fatores externos
Para cumprirmos algo, e que existe em nós
Uma força interna e o desejo de cumprir algo?
Já parou para pensar por que as coisas acontecem?
E como surgem as boas e más ideias e as situações?
De certa forma, muitos pensam que dominam a própria vida,
Sendo que há fatores que sempre nos desapontam
Em todo momento e que somos devorados
Todos os dias por uma grande força motriz
Invisível, sem nos darmos conta da finitude
Que existe de tudo que pensamos entender...
Em algum lugar no espaço-tempo, onde o tempo se dobra,
Na sua infinitude, pode ser que exista
Um eu, um você, tentando alinhar a cronologia do tempo,
Para que as coisas por aqui progridam da melhor maneira possível,
E que o destino realmente faça jus ao seu ofício
E que tenhamos a benção dos deuses como sorte...

Oração Ao Universo


Tu que observas as passagens
e caminhas por lugares nunca vistos,
já te perguntaste
por que carregas tanta insipiência?
Um véu cobre o que ainda não descobriste.
Há ternura nos lugares calmos,
o afago do desconhecido
e a colisão dos corpos.
Sem tragédias, sem culpas,
um tom toca —
música na alma.


Como selvagem,
recorro aos instintos
e escuto o eco
das vidas que não vivi.
A sobriedade desperta um ego
que procuro enclausurar,
mas que ainda me permite
aceitar o convite do novo.
O arco no céu toca a terra
e me toca de forma abstrata.
Lança-me aos regalos reprimidos.
Desci de lugares altos
e espantei-me com minha ignorância.
Bati o dorso da mão
nas entrelinhas do mundo.


Viver sem sentir
é ferida aberta.
No desgaste da carne
lapido a pedra que sou:
mausoléu de vidas passadas.
Soltei sussurros ao vento
e deixei o sofista debater-se no poço.
Não o matei.
Apenas o silenciei.
Os passos encurtaram-se.
Calejei o chão e caí.
Olhei o céu
como quem descobre um lugar novo
e fiz uma oração ao Universo.
Vozes ressoaram dentro de mim.
Este universo que desconhecia
E atrevi-me a conhecê-lo
Ele, era eu...


Ysrael Soler

CHÃO PRETO II




Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.


O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:


“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.


Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.


E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.


A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.


Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.


Ysrael Soler

“Quando o Direito protege o mais forte porque ele já é forte, deixa de administrar a justiça e passa a administrar o privilégio.”

⁠“Distanciamento Social, já vivíamos! Desde que o mundo virtual entrou em nossas vidas, as pessoas saíram”.

Nossas marcas do passado não determinam para onde vamos; elas apenas mostram o caminho que já percorremos. Eu passei pelo fim de relacionamentos dolorosos e enfrentei um vazio profundo no peito, mas me recusei a ficar no papel de vítima. Precisei me afastar do barulho e das opiniões dos outros para finalmente me ouvir com calma, lembrando que viver de verdade exige coragem.O cuidado que passei a ter comigo mudou tudo, trazendo de volta uma paz de espírito que eu não sentia há muito tempo. Entendi que o amor verdadeiro não sufoca, não prende e não exige que a gente se anule. Pelo contrário, ele traz cura através da paciência e aceita os nossos erros com leveza. Hoje, me sinto pronto para viver um sentimento maduro, que não se abala com o tempo ou com a distância, porque está baseado na certeza de que mereço dias melhores.A vida sempre vai trazer problemas difíceis e testes diários para a nossa estabilidade emocional. No entanto, manter o otimismo é o que nos guia nos momentos mais difíceis, provando que sempre é possível dar a volta por cima. Olho para cada erro como uma lição valiosa e celebro o orgulho de ser alguém completo, independente e totalmente livre.

Qual é o sentido de tudo isso? Como já dizia o Pregador: “Tudo é vaidade.”

Passamos a vida buscando riquezas, conquistas e coisas materiais, mas nada jamais parece ser suficiente. Essa é a verdade: nada nesta terra será capaz de preencher completamente o vazio dentro de nós.

Pois aquilo que verdadeiramente sacia a alma não se encontra nas coisas deste mundo, mas em Deus — e Deus não pertence a este mundo.

NÃO VOTE errado, VOTE DIREITO!
EM QUEM?
Claro que você já sabe.
VOTE NELA!…
Não votar, anular é votar errado. Por que errado? pq o voto vai pra quem quer te ver abaixo da linha da pobreza, dependendo da bolsa, do gás, e vivendo enrolado.
QUAL O FEMININO DE DIREITO?

Terremoto
Abalo sísmico
Os antigos filósofos já debatiam sobre o assunto e tiveram divergências.
Tales de Mileto acreditava que a Terra firme se comportava como um navio no oceano, boiando nas águas.
Já Anaxágoras, ao observar esse fenômeno vulcânico admitiu que os abalos eram originados devido a formação de vapores que saiam do interior da Terra - Núcleo.
Finalmente, Aristóteles imaginou que o elemento ,_ Ar retido na profundidade da Terra ,ao escapar gerava com a explosão acontecia esse fenômeno Natural _

Terremoto

Antes que o pecado entrasse na história humana, o propósito redentor de Deus já estava estabelecido.⁠

Para resgatar um piloto, os EUA mobilizaram centenas de soldados e dezenas de aeronaves! Eu já vi esse filme, mas não gosto de ficção; prefiro produções baseadas em fatos reais! A produção não agradou à crítica e será um fracasso de bilheteria!

Já ouvi alguém dizer
Que eu sou um esquisito
Mas não vou deixar de ser
Pois isto é meu requisito.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Acredite em si mesmo e na sua essência.
E não dê explicações para aqueles...
Que já optaram por te julgar!
Eles não sabem do seu esforço.
Rita Simões

Neste Natal, abrace bem forte
quem você ama.
E hoje, você já abraçou alguém?
Boas festas pra você!

Decidindo não ser mais degrau a ninguém,
Decidindo não mim Importa mais, já vi, presenciei que não sou mais importante aliás nunca fui.

Quando você não impressionar mais ninguém, talvez descubra a rara liberdade de já não precisar provar quem é, porque aquilo que verdadeiramente somos não depende do olhar alheio para existir.

“Quando olho para trás, vejo aquilo que já fui. Quando observo o presente, encontro a sombra de tudo o que vivi e a forma atual do que sou. Quando olho para o futuro, vejo uma projeção: aquilo que poderei me tornar. O passado fornece os erros, o presente lhes dá compreensão, e o futuro recebe as consequências das escolhas que faço agora. Assim, aquilo que vivi, somado à consciência do que sou, torna-se a matéria com a qual construo aquilo que quero ser.”

⁠Deus é maior / Allah'u'akbar

Como já passaram 100 dias de genocídio em curso e o número de vítimas nomeadas ultrapassa as 25.000 (sem contar as que ainda estão enterradas sob os escombros), a escala do sofrimento humano há muito que atingiu dimensões insuportáveis. Mais de dez mil crianças foram mortas e continuam a ser mortas a uma taxa de cerca de 100 por dia; mais de 1.000 crianças sofreram amputações, muitas sem anestesia. 50.000 mulheres grávidas lutam para sobreviver e dar à luz, por vezes por cesariana, sem leite, comida ou água suficientes e muito menos condições sanitárias. Uma população inteira está a passar fome, 90% deles estão sem abrigo, a poucos quilómetros de um comboio cheio de camiões cheios de mantimentos que não são autorizados a entrar para fornecer comida e água. Bairros inteiros são arrasados. O bombardeamento contínuo excedeu em três meses toda a tonelagem de bombas usadas pelos EUA no Iraque durante seis anos. Entretanto, o povo de Gaza não tem defesas aéreas, abrigos antiaéreos ou fuga. Para as pessoas de fé, esta realidade agonizante obriga-nos a enfrentar sérios desafios teológicos. A expressão “Allahu Akbar” não deve ser traduzida como “Deus é Grande”, mas mais precisamente, “Deus é Maior que. . . ” Na verdade, Deus é maior do que o poder impressionante do exército israelita, o seu enorme armamento destrutivo e toda a força dos Estados Unidos e dos países ocidentais mobilizados contra o infeliz povo de Gaza. Deus é maior, de facto, que Tel Aviv e Washington, que a Sexta Frota e os seus porta-aviões, que a tecnologia de destruição de Israel, ou o seu muro de alta tecnologia e equipamento de vigilância. Deus é maior do que o silêncio e a cumplicidade das instituições internacionais face a massacres bem documentados e é maior do que o fracasso da liderança palestina ou dos seus supostos aliados árabes. A fé profunda e genuína na soberania última de Deus sobre os assuntos deste mundo envergonha todos nós, monoteístas, que acreditamos nas mesmas coisas, mas parecemos esquecer quando ocorrem catástrofes e perdas genuínas.