Ja Chorei de tanto Rir
Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.
Já calei rancor por necessidade de seguir, o perdão foi tática e libertação, caminho mais leve por ter largado peso.
As pessoas vivem em modo de sobrevivência, zumbis funcionais, presas a rotinas que já não questionam. São espectros de si mesmas, movem-se, mas não despertam, respiram, mas não vivem.
A dor já não me define, me informa, ela sinaliza o que cuidar e o que transformar, não mais sou refém do que passou.
Já fui uma ovelha que se perdeu dos cuidados do Senhor, vaguei pelos montes ferido e cansado, mas Cristo, com amor, veio me buscar. Hoje, transformado, reconheço, meu Pastor jamais me abandonou.
Já caminhei pelos abismos cobertos de pedregais, já senti a dor dos espinhos de arbustos insensíveis, com seus galhos já sem vida a muito tempo. Afundei na lama até o pescoço, lutando para respirar e, por um instante, só pude ouvir as batidas lentas e vacilantes do coração... se é que ainda o tinha.
Já desisti tantas vezes que aprendi o gosto amargo do fim, até perceber que, no fundo, eu já havia desistido até de desistir.
