Ja Amei e não fui Amada
Mil dores por curar
Já acumulei mil dores
De mil feridas por curar,
Tantas quantas as cores
Das que estão por fechar!
Quais as curas ou remédios,
Pra curar os mil tédios
Que me fazem escrever
Mil poemas sem querer?
Mil perdões por pedir,
Mil sorrisos por sorrir,
Mil dores por curar
E mil espinhos por aceitar
Porque sou ser sem dono,
Rei sem trono
De uma vida por viver
Sem sequer saber
Qual dos mil destinos,
Qual dos mil violinos
Hei de tocar!
Velhice no ponto final
Virgulas, já as perdi no caminho
Onde atalhos vão dar a pontos finais;
Reticências, rezo-as sempre sozinho
Pra escapar a parágrafos canibais!
Aos poucos vislumbro o último vinho
Que beberei não sei de que punhais!
Ter menos tempo é ter mais a perder,
Quase nu e tanto pra escrever!
São horas lentas, frias e demoradas,
Que a velhice aceitou e por onde há
Pouca agitação e muitos nadas;
Estou onde a televisão está
E vejo-a com pálpebras desmaiadas;
Do que lá vejo e oiço, bastará
A minha ruidosa cama
E a visita de quem me ama...
Sou as cruzes e rasgos do desfiladeiro,
Cheio de marcas que contam histórias;
Tenho no bolso um andar batoteiro,
Relógios calcinados, que não dão horas,
Um olhar obsoleto, um falar trapaceiro,
Que pergunta quantas mais memórias
Terei com o meu melhor fato?
Oh, destino ingrato...
Amor, desalento e solidão
Queria, quem já não me quer seu,
Que por sua vez não quer ninguém
E quem me quer eu rejeitei também
Por não ser de quem não é meu!
Quantas portas ao amor eu não dei!
De o querer, quantas se fecharam?
Quantas solas e aparas se gastaram?
Quantas poemas e ruas atravessei?
Mas que desalento chato e redondo,
Que se o tento cantar a um canto,
Ele não os tem, e eu lá vou pondo
Nós engasgados num calado pranto!
Não podendo ao amor cantar então,
Vou indo e dando, espaço à solidão.
Defronte Com O Racismo
Já fui julgado e condenado sob a batuta de um olhar,
Por carregar na cor da pele a negação como afirmação
Já fui citado no silêncio da resposta,
Por carregar na cor da pele a razão reputada na segregação
Já fui vitima do título de vitimismo,
Por carregar na cor da pele a dor da discriminação
O mal que um dia a alguém fizeste,
Independente do tempo de quando for,
De tudo que já foi futuro,
O passado se fará presente.
Antes de entrar no negócio, assuma já sua postura e passe de imediato as regras para o seu parceiro, antes que a fantasia tome conta e você não tem para dar.
Ser conservador é, pois, preferir o familiar ao estranho, preferir o que já foi tentado a experimentar, o fato ao mistério, o concreto ao possível, o limitado ao infinito, o que está perto ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, a risada momentânea à felicidade eterna.
O que foi feito, já foi, é somente no agora, nesse exato momento que podemos mudar tudo. Tomando consciência, trazendo pro coração, honrando nossa trajetória e fazendo um voto verdadeiro para não transitar mais nesse lugar! ❤️🔥
Já parou para pensar como seria o Brasil se o povo brasileiro se preocupasse com as perdas dos direitos trabalhistas como se preocupam quando o seu time de Futebol perde um jogo ou campeonato.
Antes de digitar, reflita se é realmente necessário. O mundo já está cheio de gente que dissemina o ódio.
Ninguém pode viver uma vida que já passou. Assim foram criados os pés para frente e desse jeito é o espírito.
