Ja Amei e não fui Amada
"A dureza da alma reflete-se na secura dos lábios que já não dobram os joelhos, ocupados demais em saciar vontades passageiras."
"Onde já não há espaço para a comunhão com Deus, a maldade encontra terreno fértil para florescer e ferir a humanidade."
Quem é você?
Perguntas-me quem sou, e eu, que já não sei responder sem antes duvidar da pergunta, te ofereço o que tenho, uma consciência errante do âmago energético de Esú.
Errar, aqui, não é desvio, é método, é caminho. Sou falho em minha maravilhosa concepção de ser próximo ao perfeito, e é nessa distância que habito, pois o perfeito, se existisse, não precisaria de mim. Defendo a vida e a liberdade não por virtude, mas por
necessidade, quem já sentiu o peso do cárcere reconhece no outro o mesmo fardo. Não lhe digo, sobre jaulas ou grades, mas também...Nosso insondável Avatar! Meu coração é entusiasta de sempre renascer, não por otimismo, mas porque a existência, como o fênix, só se prova no fogo. Eu exerço um ofício antigo,, sou o médico da minha alma. Não aquele que cura, mas o que acompanha, pois a alma, como diria o filósofo, só se deixa tocar por quem não promete salvação.
Sou, portanto, o que sou, errante por escolha, falho por condição, defensor por memória, entusiasta por teimosia, médico por compaixão. E se isso soa como contradição, é porque a verdade, quando dita sem véus, nunca cabe inteira numa só palavra.
E tu? Quem és tu, que me perguntas, senão também um errante que busca, no espelho do outro, a resposta que ainda não ousou dar a si mesmo?
Quem sou eu...?
Há pessoas que continuam funcionando quando já não conseguem mais viver. O Prédio que Aprendeu a Escutar investiga esse paradoxo.
É desolador perceber como a empatia foi substituída pela indiferença, onde o caráter já não é apreciado e a humanidade parece ter desistido de cuidar de si mesma.
“2028 tá logo ali… 👀✨ Tem história que ainda não foi escrita, mas já tem alguém se preparando para fazer história em Brejo Grande. 🏳️⚧️💫”
Parece que a humanidade perdeu a capacidade de se importar: o caráter já não tem peso, ajudar o próximo virou raridade e a dignidade humana foi deixada de lado.
Onde está o seu brilho?
Onde está o seu brilho?
Há tempos já não lhe vejo sorrindo,
Você está sempre aflito, preso entre pesadelos e medos.
Dois bandidos: essa tal da depressão e seu cúmplice, a ansiedade.
Levam seus sonhos e trazem várias tempestades.
Não descansamos um segundo,
Perdemos nossa identidade, sujeitamos-nos ao submundo.
Invisível, em nossos pensamentos, tristeza e abandono de si mesmo.
Não sei mais quem você é, já não lhe reconheço.
Onde está o seu brilho?
Mas ainda ouço, lá no fundo,
Um sussurro pedindo socorro,
Pedindo perdão por sentir demais, sem explicação —
Indício de que ainda existe um coração,
Que anseia o dia em que o sol traga o verão,
A um lugar frio, adormecido, sem cor.
A alma se esconde, cansada da dor,
Sem dormir, com medo de outro amanhecer.
O corpo é abrigo de um grito contido,
Eco perdido, jamais esquecido.
Um alguém que clama, refém da esperança,
E mesmo que a noite pareça infinita,
Há sempre um sopro que ainda acredita
Que um dia a dor se cansará de ficar.
Sussurros e desejos, a alma no escuro,
Absorve medos, abraça o impuro.
No silêncio das esquinas, eu ainda te vejo,
Entre lágrimas e pensamentos em vão,
A mente trava, mas luta o coração,
Que insiste em crer na salvação.
Pois entre um pedido de socorro,
Habita o amor — e o perdão.
— Luís Takatsu
Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.
Do Outro Lado da Tela
A distância é só um detalhe no mapa,
porque no meu peito você já fez morada.
Falo com você pelo celular, conto as horas,
e a sua voz é a melodia que me acalma agora.
Imagino o toque do teu cabelo,
e o brilho do teu sorriso que eu tanto zelo.
Ainda não te vi de perto, não te abracei,
mas nas linhas do tempo, foi você que eu escolhi e guardei.
Os quilômetros que nos separam do primeiro encontro
são pequenos perto do amor que já está pronto.
Hoje eu sou feio. Mas já fui o menino mais desejado da escola. Uns desejavam me bater, outros me matar.
O pior cego já não é aquele que não quer ver, mas aquele que acha que vê. Não querer ver é opcional, achar que vê é estupidez.
Aos que já aprenderam a namorar sem apossar: feliz Dia!
E, para não ter que ficar voltando aqui toda hora para postar fotinhos, deixo aqui minha foto com a minha Melhor Amiga, Amante, Namorada, Esposa e Mãe dos meus Filhos.
Feliz Dia dos Namorados para todos nós, no mesmo par!
Só veem essa medonha polarização com bons olhos, os que já não veem com os olhos seus.
Isso porque a polarização rouba a visão verdadeira e substitui a percepção da realidade pelas lentes dela.
Quem se deixa aprisionar por ela já não enxerga com clareza — apenas repete os reflexos que lhe oferecem.
A polarização estreita horizontes, fabrica inimigos imaginários e ensurdece para qualquer voz que não ecoe na própria trincheira.
O olhar, antes capaz de contemplar a complexidade da vida, passa a se contentar com a caricatura de “nós contra eles”.
E o mais trágico é que, nesse processo medonho, não se perde apenas a neutralidade: perde-se também a capacidade de enxergar o lado humano do outro.
Perde-se a liberdade de pensar com a própria cabeça, porque ver com os olhos alheios, nunca será o mesmo que enxergar com os próprios olhos.
Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.
Não podemos seguir — Ferindo o Próximo, Ferindo o Mundo
Já estamos quase conseguindo transformar o Paraíso — chamado mundo — que nos foi entregue,
Numa verdadeira bola de neve...
Insensíveis, imprevisíveis e gananciosos,
já não queremos dividir o mundo —
queremos tomá-lo, dominá-lo.
Por capricho, descuido ou maldade,
estamos ferindo quem deveríamos cuidar:
o próximo.
Com tanta gente disposta a ferir,
precisamos cuidar um pouco mais de nós mesmos...
Mas é preciso sermos cuidadosos
até no ato de nos proteger —
para não nos blindarmos
a ponto de nos empedernir.
Já não se percebe a dimensão do problema que o mundo enfrenta pelos choros e gemidos, mas pela invalidação da dor do outro.
