Isso Ja Nao me Pertence mais

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⁠A vida é agora, por isso, aproveite ao máximo cada instante.

Todas as coisas que vivem neste mundo morrem. É por isso que você deve procurar alegria nos vivos, enquanto ainda há tempo, e não temer o fim. Negar isso é negar a sua vida. Ter medo disso... é ter medo da vida. Mas aceitar isso... você consegue aceitar?
Você é mais forte do que pensa.

“Quando ninguém reparou, você percebeu. E isso transformou tudo.”

A frase dizia: "eles sempre voltam"
O comentário: "é para ficar feliz com isso?"


Passado...o que foi feito...o que ficou...ontem...o que desejamos outra vez se o hoje não for melhor do que ele...


Mas...
Voltar ao passado é matar a esperança
É desistir de acreditar que o amanhã será melhor do que hoje...
Um retrocesso gigante acontece nesse querer voltar ao tempo que chamamos saudades...
Itens importantes para a sobrevivência nossa são desconsiderados...e isso é perigoso...
Se voltarmos ao passado, ainda haveria esperança?
Pensemos...
O amanhã já seria conhecido, o que deu errado, o que deu certo...
Isso faz parecer utópico o pensamento: "talvez agora será melhor"...
Tu voltaste e o amanhã já é do teu conhecimento...então sobra o medo, a dor pelo que tu sabes que vai acontecer de errado, e desvanece o prazer, o brilho no olhar pelo que dará certo.


A frase: "nunca visita o mesmo lugar duas vezes"
O comentário: "você estará esperando encontrar lá o passado, só que ele já não existe"


É sempre hoje, e esperança que o amanhã chegue.
É isso que nós foi dado.
Querer voltar ou avançar é negar esse presente...lembra que não tem presente para substituir hahaha


Abraça o hoje Stélvia
Esse é o meu presente para você ❤️

⁠Nunca fiquei feliz em escolher uma coisa,
ou outra,por isso vivo atribulada,e louca.

Silêncio também é linguagem. Ao cortar excessos, resta apenas o essencial e isso também se comunica.


— Jess.

Seja paciente consigo
isso é sinal de bom senso.


– Jess.

Quando o interior está em desordem,todo o resto se perde e isso se reflete ao seu redor,coloque as coisas no lugar.

"Água onde morreu o cão, só a visita vai beber".

Isso ocupou minha mente por muito tempo até olhar para o comportamento da sociedade atual...

"Deus se lembra. E isso basta."


Douglas Santos - O Deus Silencioso e a Obsessão do Homem por Atenção

⁠Ao vermos alguém pela primeira vez acreditamos que 'a primeira impressão é a que fica', isso porque em nós guardamos uns aos outros de fora para dentro. Se as tentativas no conhecermos fosse o contrário, acredito entenderíamos que ninguém é só o que parece ser, e o que se vê não passam mesmo de características externas, pois na base somos sim, todos iguais.

Houve um tempo em que eu precisei chorar, nem por isso eu deixei de agradecer o que Ele fez por mim!

É difícil perceber e se acostumar que nada será como antes, e isso, de um jeito ou de outro, machuca.

Nem tudo que é escrito é compreendido com os olhos de quem escreveu! Isso mostra que podemos evoluir mentalmente se continuarmos buscando compreender o que não foi compreendido.

Falarei que a verdade pode ser mentira e as mentiras podem ser verdade. Isso tudo depende de quem chegou primeiro com mais convicção.

Quem chegou ao pódio sem o trabalho digno são políticos, por isso vamos trabalhar com a determinação ou frustração, para ter algo que gere imposto.

O Senhor é um Deus Justo, e os Seus Julgamentos são Perfeitos; por isso, quem é justo encontra verdadeira segurança em confiar Nele, certo de que cada dia de sua vida está guardado pelo Eterno Amor do Pai.

Papai

Papai,
por que o senhor faz isso?
Com suas botas negras, ruidosas,
marchando dentro da minha cabeça,
eu vivi à sombra do seu pé
por vinte e dois anos —
pálido, pobre,
quase sem ar.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu morri jovem.
Morri antes do tempo.
Não de doença —
mas de ausência.
Pesado como mármore,
carreguei um saco cheio de mágoas,
um banquete de argila na boca,
um espectro de louça suja na memória,
e uma cabeça rachada
pelos seus gritos
e pelo medo.
Eu rezava por redenção.
Mamãe, com o rosário trêmulo,
batia a cadeira no chão
como se pudesse expulsar o demônio
que o senhor chamava de filho.
Mas eram suas palavras, papai,
que doíam mais que seus punhos.
Punhos na mesa.
Punhos na guerra.
Guerras, guerras e mais guerras —
e o nome da cidade era comum demais
para justificar tanto ódio.
Meus amigos invejavam o senhor.
Eu invejava os pais deles.
Nunca fui suficiente.
Nunca firmei o pé na sua terra.
Minha língua apodreceu presa
na armadilha da minha mandíbula.
Nosso amor —
arame farpado.
Eu, eu, eu, eu —
ecoando num quarto sem portas.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu pensei que todos os homens
fossem feitos da sua fúria.
Que todo idioma
nascesse como motor engasgado
e palavra obscena.
O senhor me tratava
como se eu fosse o erro da casa.
Comecei a falar como estrangeiro.
A viver como intruso.
A existir como culpa.
Papai, eu fui embora.
Mas esta carta
não é despedida.
É uma autópsia.
O livro negro terminou.
Segue o diário
de um menino
que só queria ser amado.
Fui expulso com asas queimadas,
um anjo caído
na sarjeta da própria família.
Três anos sem vocês.
Três anos tentando arrancar
as botas da minha memória.
Mas o senhor ainda dança,
pisoteia,
marcha dentro do meu peito.
Há uma estaca cravada
no meu coração —
negro de medo,
branco de silêncio.
Eles nunca souberam quem eu era.
Chamaram-me monstro
porque ousei sangrar.
Papai…
o senhor pode descansar agora.
Chega das botas.
Chega do peso.
Chega do medo.
Mas, se ainda houver
um resto de homem
sob esse couro e essa fúria —
me ame.
Porque eu ainda sou
o garoto assustado
que treme
ao som dos seus passos.

Senhor Romeo

Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.

⁠Você sabe abanar o leque e dar piscadelas. Muitas vezes, basta fazer isso. Os homens são seres bem simples.

Bridgerton (série)
3ª temporada, episódio 2.