Isso Ja Nao me Pertence mais
Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.
Ela vem.
Mais cedo ou mais tarde,
já não importa —
ela vem.
Obscuridade,
vazio existencial,
abismo além do bem e do mal.
Nos tornamos parte
daquilo que tememos,
acolhidos por um frágil mecanismo de fuga,
despertados como nunca antes.
Vida — eu vi a sua face.
Quando percebi o seu olhar voltando-se para mim,
eu sofri.
Eu desejei voltar,
não ao coma,
mas ao nada,
bem além da morte.
Nem sei mais o que fazer, já estou tanto no limite que, praticamente, a minha mente não consegue mais raciocinar o que eu devo fazer, parece que um buraco negro de passado está me engolindo, e eu não tenho outra alternativa a não ser enfrentá-lo.
A esperança de um homem perdido é a última arma de quem já não tem mais nada a perder.
Carlos Alberto Blanc
Eu amei você
Mas me amei de menos
Aquele pedestal que te
coloquei, já não era mais amor
Era dependência
Eu dependia de você
E você dependia de tempo pra mim
Grande enrascada
Na verdade tu só era ser humano
Como eu
Eu era e já fui como você também
Dois iguais extremamente opostos
Quem disse que os opostos se
atraem não conhece o que vivemos
Ou o que deveríamos ter vivido
Deveríamos?
Não sei te dizer
Porque cortei nossa raiz antes
Precisava de mim
Precisava de tempo pra mim
Tu dependia de mim
Mas eu dependia de um tempo pra mim
E aí então o jogo virou
Nossas dores sendo expostas
em música
Nossa história sendo jogada
fora, por quem menos queria
Por mim
Você estava cansado e eu cansada
Nossas bocas secas, nossos
olhos cheios de lágrimas
Diversas dores do presente e do
passado e uma certeza
Não dávamos mais certo
Queria ter lhe dito
Lhe contado o que planejava
Mas o contato havia de tornado escasso
Ora, não era você que precisava
de um tempo para si
Mesmo que não tenha me dito
O fez
Tinha me cansado da espera
Tinha me tratado como miséria
Eu era tão infeliz assim
Dependia de tão pouco para
alcançar a paz
Talvez sim
Talvez não
Você era muito
Ou eu que não o via?
Jamais saberemos
Porque não nos convencemos no mesmo dia
- Falta 09 dias para o seu aniversário
"Tantas vezes já acordei me sentindo um livro aberto e alterado, onde as sinopses não mais se encaixavam. Hoje sei que a cada piscar de olhos, toque, cheiro eu escrevo mais uma página no meu livro da vida. Deus me concede a cada segundo a chance de mudar, o que escrevo ou quem coloco nela só vai depender de mim."
-Aline Lopes
Encontrei-me em uma situação complicada
Já não conseguia ver mais nada
Procurei em todo canto
O culpado que sem encanto
Bagunçou o meu futuro morto
Perdido no meu caminho
Não consigo sentir nada
Não o acho em lugar algum
Esse coitado que sem um rumo
do meu passado tirou até o sumo
Sem saber para aonde eu irei
devo aprender a ter tato?
ir procurar em outros matos?
aquele que calado foi embora
e o presente ele irá estragar
Voltar ao inicio
Estou preso em uma espiral
não precisaria mais procurar
ㅤㅤ,esse eu já achei
,sou eu quem fez isso.
Preferem duvidar, apontar, se calar quando mais preciso.
Mas o que eles não sabem… é que eu já vi o futuro.
Já imaginei a virada, o momento em que tudo muda.
Cada conquista, cada passo firme, cada vitória que ainda vai chegar.
Eu não faço isso pra provar nada.
Não preciso convencer quem nunca esteve comigo.
Eu faço isso pra calar.
Calar as vozes que disseram “você não vai conseguir”.
Calar os olhares que subestimaram.
Calar o passado que tentou me limitar.
Porque quando acontecer e vai acontecer
eles vão assistir em silêncio.
Vão ver tudo o que eu construí.
Vão engolir cada dúvida, cada palavra não dita.
E eu?
Eu vou sorrir.
Não por vingança.
Mas porque eu sempre soube.
Eu já quis tantas coisas
que hoje não fazem mais sentido.
Perdi o interesse…
e é estranho perceber
que algo que um dia foi tão intenso
agora não me alcança nem de longe.
Nem parece que eu quis tanto assim.
Talvez o querer também tenha seu tempo.
Talvez ele nasça, cresça…
e, silenciosamente, vá embora.
Por isso, o querer que hoje me atravessa com força
o que me desperta, inquieta e chama
que se faça presente.
Que permaneça vivo.
Que continue se fazendo desejar.
E que me deseje tanto
quanto eu o desejo.
Antes que, logo ali na frente,
eu também me torne ausência.
Antes que o encanto se dissolva pelo cansaço
e o gosto de querer se perca.
Porque eu sei…
eu posso, de novo, me distrair com o mundo
e deixar passar.
Então hoje,
se faça presença.
Se faça sentido.
Se faça interessante.
Eu era jovem.
Eu era louco.
Era ousado.
E sei que não era pouco.
Não sou mais o que ja fui
Me esqueci onde estava
E nem sei pra onde vou
Dois escritores que viraram gigantes… depois que já não estavam mais aqui para dar nem um “obrigada”.
Franz Kafka nasceu em 3 de julho de 1883, em Praga (na época parte do Império Austro-Húngaro). Era de uma família judaica de classe média e estudou Direito, trabalhando boa parte da vida em seguradoras, um emprego que ele detestava, mas que pagava as contas.
Ele escrevia à noite, como quem vive uma segunda vida escondida. Sua obra gira em torno de temas como angústia, alienação, culpa e burocracias absurdas, criando aquele clima estranho que hoje chamamos de “kafkiano”.
Durante a vida, publicou muito pouco. Suas obras mais famosas, como O Processo e O Castelo, só vieram a público depois da sua morte em 1924, vítima de tuberculose. E aqui vem o plot twist mais irônico: ele pediu para que seus escritos fossem queimados… e o amigo dele simplesmente ignorou.
Resultado: virou um dos maiores escritores do século XX… sem nunca saber disso.
Emily Dickinson nasceu em 10 de dezembro de 1830, em Amherst, nos Estados Unidos. Viveu uma vida extremamente reservada, quase isolada, como se estivesse mais interessada no universo interior do que no mundo lá fora.
Ela escreveu cerca de 1.800 poemas, mas apenas uns 10 foram publicados enquanto ela estava viva. Sim, você leu certo. O resto ficou guardado, organizado cuidadosamente em pequenos cadernos.
Sua poesia era ousada para a época: linguagem diferente, pontuação estranha, ideias profundas sobre morte, existência e emoção. Depois que morreu, em 1886, sua obra foi descoberta… e aí o mundo percebeu o tamanho do talento que estava escondido.
Hoje, ela é considerada uma das maiores poetas da literatura mundial.
O detalhe que une os dois
Os dois viveram escrevendo como quem conversa consigo mesmo… sem plateia, sem aplauso, sem hype. E ironicamente, foi só depois do silêncio definitivo que o mundo começou a escutar.
Kafka queria desaparecer. Emily se escondia do mundo. Os dois acabaram eternos.
E isso diz mais sobre a humanidade do que sobre eles.
O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA MOSTRAR AO MUNDO O SEU TALENTO?
ESTÁ ESPERANDO VIRAR MEMÓRIAS PÓSTUMAS ESCRITAS?
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